Cruzeiro 1×1 Lajeadense – Estádio Estrelão

O confronto dos até então dois melhores ESQUADRÕES do campeonato não recebeu divulgação nenhuma da mídia, e o resultado em campo não conseguiu provar que estavam errados. Jogo relativamente fraco para o que se esperava desse DERBY BMGeiro, que já virou CLÁSSICO nos últimos anos de tantas vezes que se repetiu. Valeu pela SANA de uma das chagas maiores de um cidadão que reside em Porto Alegre: não conhecer o Estrelão. Que estádio lindo, com um pavilhão que não cabe mais de 50 pessoas, cadeiras de praia sob árvores e ônibus passando detrás de uma das goleiras. Acorda, FIFA, Copa do Mundo em Porto Alegre já tem sua sede, e fica na Protásio Alves.

Ponto chave: o próprio Estrelão. O Cruzeiro aproveitou-se de sua EXPERI MONSTRA no gramado, onde não perde há TRÊS MIL E QUINHENTOS anos, e marcou no único chute que deu a gol. Já o Lajeadense se BORROU no segundo tempo, acreditando que um empate na cancha onde perdeu uns 15 jogos desde a Segundona 2009 era um ótimo resultado, e desistiu de jogar.

As equipes: foram dois jogos distintos. No primeiro tempo, o Alviazul entrou em campo com uma SOBRIEDADE inesperada, dominando o jogo e criando trocentas chances de gol. Porém, desfalcado de Jandson e Adriano, machucados, e Robert, que foi vendido pra Arábia, não deu certo e voltou em cinco dias, o ataque foi formado pelos irmãos Jean Silva e Tatá, que somados atingem UM METRO de altura. E aí, faltou um PIRULÃO pra mandar a bola pra dentro. Cruzamentos, cruzamento, cruzamentos e nada. Em dois lances FRATERNOS, Jean, que entrou livraço na cara do gol, quis fazer bonito e mandou de cobertura, com a bola parando lá no estádio novo do Cruzeiro em CACHOEIRINHA, enquanto Tatá acertou a QUINA DA TRAVE em outro momento. Até que, de novo em um cruzamento (apenas um gol do Lajeadense no COSTELÃO não foi marcado assim), Ramos meteu uma BUCHA de sem-pulo, que perfurou as redes estreladas. Já o Cruzeiro pouco fazia, e na única vez que chegou com qualidade no ataque – e única finalização de verdade no tempo inteiro – causou uma SALSA na área celeste e, após bate-rebate, MAXWALL chutou, a bola CHIRISPIOU em um pé lajeadense e subiu, descendo apenas dentro do gol coberto pela torcida cruzeirista.

Já no segundo tempo, nada aconteceu. Um jogo chatíssimo, que teve domínio do Cruzeiro até os 30 minutos, e depois uma ligeira vantagem alviazul, porém sem grandes chances de ambos os lados. Em um lance, Bruninho, do Lajeadense, entrou livre na área, com dois lajeadenses contra um cruzeirista, e cruzou com a força de uma CATURRITA, nos pés do jogador da CAPITAL. Já o perigo estrelado ficou por conta de chutes de longa distância, dos pés do ótimo Gavião e de Jean Paulo, além das arrancadas do brutamontes Tinga. Mas a atenção acabou ficando por conta de Fabrício Neves Corrêa, o árbitro, que conseguiu não marcar dois penaltis claros, um para cada lado, além de inverter faltas, distribuir amarelos randomicamente e ser jurado de morte pelas duas torcidas.

As torcidas: embalados pela boa campanha, os Estrelados comparecem em bom número, tendo como base a média de público do clube, lotando o minúsculo pavilhão e a pequena parte de morro coberta por árvores à direita, além de ocupar minimamente os pedaços de arquibancada atrás do gol e em frente ao casarão. Com direito, como sempre, a Barra Cruzeirista, que cantou o jogo todo e ainda cedeu integrantes para serem GANDULAS, já que os designados para tal não compareceram. Um dos recolhedores de bola provisórios, aliás, conseguiu a façanha de ESTAR FALANDO AO CELULAR enquanto o jogo necessitava de uma PELOTA pra continuar, o que atrasou o recomeço em uns 10 segundos e desatou a IRA dos presentes.

Já os alviazuis compareceram em cerca de 35 pessoas, quase todos chegando A UM MINUTO do início do jogo, tirando esse que vos escreve que conseugiu a façanha de chegar antes de abrirem os portões graças ao motorista ensandecido do 4951. Contentaram-se basicamente em xingar até a última geração da família do árbitro e apoiar os jogadores do clube que atuavam pelo lado do gramado em que estavam, além de trocar uma ou outra AGRESSÃO VERBAL GALHOFEIRA com velhinhos cruzeiristas.

Ficha da partida:

Cruzeiro: Fábio; Márcio, Claudinho, Léo Carioca e Tinga; Almir, Abuda, Faísca e Jean Paulo (Abu); Maxwall (Tiagão) e Gavião (Davidson). Téc.: Beto Campos

Lajeadense: Fernando; Bindé, Micael, Gabriel e Barone; Rudiero, Tales (Willian), Ramos (Celsinho) e Bruninho; Jean Silva e Tatá (Osmar). Téc.: Ben Hur Pereira

Arbitragem: Fabrício Neves Corrêa

Gols: Ramos (L) e Maxwall (C)

Amarelos: Só lembro de Micael (L) e não achei informações em outros locais :(

Liderando o grupo,

Guilherme Daroit

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2 Respostas a Cruzeiro 1×1 Lajeadense – Estádio Estrelão

  1. Franco Garibaldi diz:

    É por esse tipo de relato, essas situações surreais, que o entrevero é o maior campeonato do mundo. Ao lado do URUGUAIÃO, claro, pelos mesmos motivos.

  2. Sivinski diz:

    Acho que o Gabriel e o Rudiero tbm tomaram cartão amarelo. O Lajeadense está com os três pendurados (Micael, Gabriel e Rudiero).
    E a saída do campo: com direito a resenha com a gurizada do cruzeiro, carro sem bateria, chuva, e carona até canoas. hehehe
    Abraço e boa semana.

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