Juventude 3×1 Veranópolis – Estádio Alfredo Jaconi – Quartas-de-Final – Taça Piratini

“No desejo, muito mais do que qualquer coisa, cravo 2 a 1 SUADO e vaga na próxima fase para o esmeraldino da Pérola das Colônias (clima de Festa da Uva mode on)”.

Assim terminou a projeção sobre o confronto de ontem em um post mais abaixo aqui no blog. Foi bem assim e não foi. Como assim? Explico.

Já sabendo quem seria seu adversário na semi-final de domingo, Juventude e Veranópolis entraram em campo ainda sob a lembrança do MASSACRE imposto pelos velhinhos no jogo anterior, embora os dois treinadores se VACINASSEM durante a semana, dizendo que aquele foi um jogo atípico.

REI ZULU enlouquece a papada na Ferradura Sul (fonte: E.C. Juventude)

Atípico ou não, o que se viu foi um Juventude que lembrou aquele time que atropelou Pelotas e AMIGOS DA OAS no começo do NOVELETTÃO 2012.  Praticamente EMULANDO o desempenho do VEC naqueles 5 a 2, antes dos vinte minutos do primeiro tempo já SOCAVA dois gols no adversário.  E podia ser atér mais, já que chances eram desperdiçadas e os ataques dos DESCENDENTES DE MATUZALÉM preocupavam muito menos do que o tornozelo torcido do REI ZULU, que saiu chorando de campo ainda na metade da primeira etapa, mas não sem empatar a corrida pelo troféu Sandro Sotilli com Juba, do Nóia.

Aí veio o segundo tempo.  E, diferente dos demais confrontos até aqui, em que as equipes disputaram as partidas o tempo todo, a peleia, que transcorria tranquila para a papada, começou a mudar de figura. Não pela natural pressão do VEC logo no início, quase óbvia para qualquer time que tá perdendo e tem pouco tempo, mas pela expulsão de um jogador. Do Juventude? Não, do Veranópolis.

Numa das várias LOUCAS CAVALGADAS de Jonatas Belusso rumo ao gol de Luiz Müller, o zagueiro Emerson deu um PESCOÇÃO no atacante. Como era o último homem, foi expulso, com direito a DANÇA DO PEZINHO no ombro do atacnte caído, xingamentos à quinta geração de Chico Multisom e entrevero com a Brigada Militar.

E o lance que deveria tranquilizar ainda mais o dono da casa provou o contrário: o VEC passou a dominar o jogo e, num rebote de cobrança de falta, descontou o placar, ampliando o nervosismo que dominava o time alviverde – e os tiozinhos da turma do AMENDOIM que ficam atrás da casamata de Picoli – para todo o estádio.

O Juventude acionou o modo PINOGOL de jogo, em que a bola queima seus pés e passava a bola ao adversário, que tratou de ALUGAR a defesa esmeraldina. Porém o tempo passou e, já no finalzinho, Rafael Mineiro, num último lampejo, teve seu tornozelo decepado sobre a linha da área veranense. Jonatas Belusso, na ausência de Zulu, converteu e finalmente trouxe PAZ para a gringada já apavorada, tando pela tensão do final do jogo como pela privação de um belo TRAGO em sua cancha (bravo, Miki Breier… NOT!).

Problema para Picoli contra o Nóia (fonte: Pioneiro.com)

Agora, contra o Nóia e fora de casa, a esperança é que o Juventude siga relembrando o futebol pegado e veloz do primeiro tempo e deixe o TILT, tão frequente nos últimos jogos, definitivamente para trás.

Juventude (3): Jonatas; Rafael Mineiro, Rafael Pereira, Bruno Salvador e Alan; Deoclécio, Nem, Jardel (Toledo, 35/2º) e Athos (Mithyuê, 23/2º); Jonatas Belusso e Zulu (Eraldo, 33/1º). Técnico: Antonio Picoli

Veranópolis (1): Luiz Müller; Raulen, Lima, Émerson e Dener; Marcos Rogério, Eduardinho (Maranhão, 31/2º), Paulinho Dias e Diogo Oliveira(Fininho, 10/2º); Leandro Diniz (Danilo, int.) e Lê. Técnico: Gilmar Dal Pozzo

Gols: Jardel (J), aos 9min, e Zulu (J), aos 17min no primeiro tempo. Eduardinho (V), aos 22min, e Jonatas Belusso, aos 40min, no segundo.
Árbitro: Francisco Silva Neto. Expulsão: Émerson (V). Jonatas Belusso (J); Émerson, Leandro Diniz, Marcos Rogério, Fininho, Lima (V).

E p-p-por hoje é só, p-p-pessoal!

Franco Garibaldi

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