Nem tudo são hortências

Tristeza celeste após a final Novo Hamburgo x Caxias. E não estamos falando do time do Vale dos Sinos. A final interiorana, consolidação suprema do efeito TODA CANCHA no futebol gaúcho, embora DIVINA, fudeu com a vida de outro clube, o Lajeadense.

Tudo porque, sem motivo aparente algum, a FGF, que não tem a capacidade de reconhecer seus outros filiados e imaginar que a final do campeonato pode não ser um grenal, colocou em seus regulamentos da Copa RS 2011 e do Gauchão 2012 que a vaga na Copa do Brasil 2013 conquistada pelo Alviazul como vice da Laci Ughini dependia de um embate entre os malditos da capital na fase DERRADEIRA do Costelão. O que, todos sabem, não irá mais acontecer, e por conta disso, segundo o regulamento, a vaga passa a ser do terceiro colocado no Gauchão.

O por quê disso? Ninguém saberá explicar. Primeiro, que o regulamento não dá conta das mudanças que a Copa do Brasil sofrerá a partir do ano que vem, passando a contar com 80 equipes e mais os classificados à Libertadores, o que deve garantir ao RS uma vaga a mais na competição. Segundo porque, mesmo que não houvesse mudança alguma no certame nacional, Inter e Grêmio, os queridinhos bonitinhos da Federação, não precisariam de mais essa mãozinha, já que podem cair para a 59ª divisão estadual e, mesmo assim, continuarão recebendo suas vagas através do ridículo Ranking da CBF. Então, por quê, FGF?

quem vê, pensa

Agora, ao Lajeadense, resta lutar para ficar em 2º ou 3º no Gauchão para recuperar sua vaga, ou torcer para que um dos clubes da duplinha maldita o faça e, depois, se garanta na Libertadores, o que faria a vaga voltar para quem a conquistou no campo, com suor e prejuízo financeiro, na Laci Ughini. Ou voltar a acreditar em Papai Noel e na capacidade da FGF de honrar o mérito esportivo na hora de distribuir essa nova vaga conquistada pelo estado na Copa do Brasil, ao invés de distribuí-la aleatoriamente para o clube mais amigo da diretoria ou que mais interessa a ela para cumprir seus objetivos, como costuma fazer o presidente que não diremos o nome, que no ano passado prometeu “esvaziar” a Série D nacional pra tentar implodí-la.

Porque, como sempre, no Rio Grande do Sul não basta conquistar em campo. Tem que se conquistar também nos tribunais, na sala da diretoria, na loja de CDs, nos corredores do legislativo…

Publicado em FGF, Gauchão 2012, Lajeadense. ligação permanente.

2 Respostas a Nem tudo são hortências

  1. zezinho diz:

    É o que conversamos essa semana: talvez o inchaço da Copa do Brasil releve essa injustiça. Mas é bom, desde já, o Lajeadense ficar na cola da FGF, jogar merda no ventilador, espernear e tali e coisa.

    Isso me lembra outra coisa: quando irá ao ar nosso Tratado de Brizola, que revolucionará o calendário bagual?

  2. daroit diz:

    boa pergunta. acho melhor depois do gauchão.

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