Taça Farroupilha – São José 1×0 Lajeadense (Estádio Passo da Areia)

Pelas minhas contas, nesse Gauchão já rodei uns 98982823km e gastei uns TRÊS MILHÕES DE REAIS pra ver os jogos do Lajeadense in loco, agruras de quem mora longe do clube querido. Sensível a críticas, DEUS (aka Novelletto) finalmente resolveu me ajudar e marcou o jogo do Alviazul contra o seu Zeca, cada vez mais segundo clube desse coração celeste, a 5 quadras da minha casa, e ainda colocou ingresso a DEZ reais pra estudante. Serei eternamente grato. Mas mesmo assim, jamais votaria nele. Morra, Novelletto.

Ponto chave: Inoperância ofensiva interiorana. Lajeadense teve uns 540% de posse de bola, principalmente no segundo tempo, e sempre esbarrava na ruindade do meia Bruninho ao tentar um cruzamento, ou na total falta de pontaria do mesmo Bruninho, do zagueiro Gabriel e o lateral Baroni, que tiveram grandes chances. Já o meia Cléber, do São José, fez o inverso: pegou a bola, driblou dois e mandou uma BUCHA com mais curvas que a estrada de Santos (salve, Roberto) que enganou o estabanado goleiro reserva alviazul Gallas, que só jogou porque Fernando se lesionou no aquecimento.

As equipes: O São José continuou a sua trajetória de atuações da Taça Piratini, defendendo-se do jeito que era possível e ESTOCANDO na frente até marcar. A principal qualidade do time, o meio-campo, garantiu o que a fraca defesa não conseguia e ainda fez o que o ataque também não tinha forças. Entre as ESTRELAS do elenco, Fabiano Eller mostoru novamente ser um ex-jogador, enquanto Anderson Pico ostentou uma grande barriga e um futebol não mais que razoável na lateral-direita. Os destaques ZEQUIÑISTAS ficaram por conta do lateral Fabiano Silva e do corre-corre volante-meia Marabá. Depois de conquistado o placar, antes dos 20′ do segundo tempo, os azuis da Zona Norte fizeram uma tremenda CERA, garantindo a vitória com quatro jogadores deitados em campo e atraso dos gandulas. Mostrou cancha pra ir ainda mais longe nesse segundo turno.

Já o Lajeadense, como já dito antes, precisa achar novas alternativas no time. O desfalcado meio-campo com dois volantes ruins não providenciou nenhuma ajuda ao fraquíssimo ataque, que embora conte com o bom centroavante Jandson, não oferece nenhuma ajuda a ele, já que nenhum dos segundos-atacantes conseguiu se firmar e nenhum dos meias é digno de ser titular. A defesa, grande trunfo azul, mostrou-se novamente vacilante, não sendo, nesse jogo, um completo desastre graças ao extremamente seguro Micael e aos laterais Bindé e Baroni. A série de SEIS jogos sem vencer e quatro derrotas consecutivas não é por acaso. Resta torcer para o recém-contratado Alexandre Acerola VITAMINAR o ataque e compensar também a baixa do volante Tales, que arrebentou o joelho e está fora do COSTELÃO.

A massa: Torcida do São José compareceu em bom número, tendo como parâmetro a própria torcida, mas novamente não mostrou grande apoio a partir das cadeiras. Já à direita, como sempre, o pessoal da bancada atrás do gol não calou a boca em nenhum minuto, garantindo que a alma da Zona Norte nunca se perca no futebol porto-alegrense. O destaque ficou por conta de um rapaz vestindo a camisa de 95 (ou 96?), época pré-Novelleto em que a Renner assumiu o clube, mudou suas cores para as do extinto GRÊMIO ATLÉTICO RENNER e garantiu a volta do Zeca ao Gauchão. Sonho de consumo.

Já do lado celeste, o horário de BALADA e a péssima fase afastarem o público, que havia comparecido em peso nos outros jogos na Capital. Os cerca de 20 lajeadenses correspondiam a, basicamente, a diretoria do clube, os parentes dos jogadores e a família e amigos desse que vos escreve, que se contentaram em xingar a própria sorte.

FICHA:

São José (1): Tiago Volpi, Anderson Pico, Glauco, Fabiano Eller e Fabiano Silva; Fernando, Leandro Leite (depois Alex), Marabá (depois Adriano) e Cléber (depois Washington); Xavier e Paulo Rangel. Técnico: Agenor Piccinin.

Lajeadense (0): Gallas, Alexandre Bindé, Micael, Gabriel e Baroni; Rudiero, Mateus Bolão (depois Celsinho), Willian (depois Juninho Tardelli) e Bruninho; Osmar (depois Robert) e Jandson. Técnico: Benhur Pereira.

Arbitragem: Luis Teixeira, auxiliado por Paulo Ricardo Conceição e Rafael da Silva Alves.

Gol: Cléber, aos 18 minutos do segundo tempo.

O post não tem fotos do jogo porque esqueci o celular em casa. Julguem-me.

Sem dinheiro e sem esperança,

Guilherme Daroit

Publicado em Gauchão 2012, Lajeadense, São José. ligação permanente.

6 Respostas a Taça Farroupilha – São José 1×0 Lajeadense (Estádio Passo da Areia)

  1. Matheus Henrique diz:

    Eu sou o torcedor que estava com esta camiseta, se quiser comprar só entrar em contato pelo email ae!!

  2. Gustavo diz:

    ridículo esse meu Lajeadense ainda falar em vaga na série D, CdB 2013 ou campeão do interior.

    Benhur é um bom técnico, gosto dele pacaraio, mas o time tá mal esquematizado. Nossa marcação tá horrível, saída de bola lenta, meio de campo confuso, Bruninho jogando sozinho e fominha (como já faz desde a CopaRS – onde só jogou contra o grêmioB e só em casa mesmo), o ataque mais perdido que cego em tiroteio, e quem mais chuta a gol é Gabriel, o zagueirão cabeceador de Marques. E sobre o Jandson, não vi nada dele até agora, a não ser balão por cima do gol, passe errado, bola perdida e de vez em quando uma falta cavada a nosso favor… ou seja, um futebol desprezível. Um dos poucos que ainda chama a responsabilidade pra si no ataque é Robert, que entra aos 15 do segundo tempo (em todos os jogos, e todo mundo já sabe disso) e mesmo que bote pressão, esculhamba ainda mais o ataque, porque não se posiciona e é quase tão fominha quanto o Bruninho, embora muito mais valente (não tem bola perdida pra ele, tá sempre comendo os calcanhares dos zagueiros).

    Mas, toda via, não acho que o problema é de elenco. Temos jogadores absurdamente bons, até demais pro nosso bico (principalmente Bindé e Fernando). Bico esse que parece muito mais agudo do que é. Lider do grupo, boa campanha na Copa RS, vaga na série D, Copa do Brasil, estádio “Arena”, e mais tantas outras garganteadas que pintam um time avassalador, atropelador… mas que em campo deixa a desejar. Ok, viemos de uma década de trevas, uma crise séria, uma quase extinção do time, portas fechadas, e renascemos das cinzas, hoje já podendo disputar uma vaga em um campeonato nacional! Ótimo, grandioso, merece os louros, sem dúvida nenhuma!!! MAS: ponham o pé no chão, ou melhor, AS CHUTEIRAS EM CAMPO! Pra ser campeão, pra COPAR, precisa apresentar futebol convincente. Não basta ganhar do Nova Prata, em casa, no meio do campeonato, por 2×0, e sair trovando pontos por ae. Tem que pelo menos TENTAR ganhar todos os jogos.

    Falta objetividade de jogo. Cansei de ver o time se mexer só depois de levar um ou até mesmo dois gols. Mas pior de tudo é aos 40min do segundo tempo, entregar o jogo. PORRA! Isso é frustrante. Ver o Lajeadense perder, na verdade, nunca me incomodou muito. Afinal de contas vimos nosso time na lama, mesmo. E não me importo de não ganhar. Me importo é de não ver o time jogar. Ou jogar com desleixo, que é a mesma coisa.

    A gauchão tá ae, e começamos legal, perdemos o ritmo, mas é pra aprender com a PORRADA, levantar a cabeça e enfrentar esse MONSTRO que são os TIMES GAÚCHOS, que jogam com raça e vontade! Temos que recuperar a nossa vaga, mostrar a que viemos e defender nossa camisa, ACIMA DE TUDO!
    E que venha o Juventude agora!

    VAMO VAMO LAJEADENSE!
    HONRA O VÉLHO FLORESTAL!
    VESTE A CAMISA CELESTE, JOGA E LUTA ATÉ O FINAL!

  3. beretta diz:

    Se tem um time que eu comecei a curtir depois do Toda Cancha, esse time é o Lajeadense.

    Gostei do time quando vi ao vivo em Gravataí, na vitória sobre o Cerâmica e a camisa é muito linda.

  4. daroit diz:

    Falou bem o Gustavo. O time tá de um bundamolismo inacreditável, mas eu acho que em boa parte é culpa do elenco sim. Tales veio pra ser inquestionável e não conseguia nem CAMINHAR em campo antes de fuder o joelho, Bruninho não é digno de ser titular (muito menos um CHEQUE EM BRANCO, como pensam por essas bandas) e não tem reserva a não ser o péssimo Juninho Tardelli, e nenhum dos segundo-atacantes funcionou. Ou seja: não tem time da linha de volância pra frente. Robert é legal e tal, gosto dele porque é todo porra louca, mas é jogador de Segundona, não adianta. Na Copinha ele entrava e ALUCINAVA a partida,a gora ele entra e… E, segundo BOATOS DE IMPRENSA EM BEIRA DE ESTRADA (hehe), tem muita laranja podre no elenco, embora eles tenham começado a sair do elenco.

    Infelizmente o time não deu liga, mesmo tendo alguns grandes jogadores. Mas não dá pra dizer que foi mal montado ou algo do tipo. Porra, em novembro de 2011, tu iria contratar o Juba ou o Tatá? E olha quem dos dois resolveu jogar bem :/ Estamos pagando, como eu já dizia em dezembro, pela falta de contratações na parte ofensiva da meia-cancha. Bruninho é um grande HOAX e o Juninho todo mundo já via na LATA que não ia dar em nada. Tinha que ter pelo menos mais um aí pra meter os dois no bolso e assumir a 10, ou, pelo menos, a 7 pra jogar ao lado do Sabino, que na real tem qualidade, só não aprendeu a usá-la.

  5. daroit diz:

    Mas ACEROLA salvará :) (vai saber né)

  6. Gustavo diz:

    Que JORJÃO te ouça!!

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