Resumo da 1ª rodada da Divisão de Acesso 2012

E começou a pouca-vergonha, senhores. Dessa vez com nome tucanado, número limitado de equipes, divisão por grupos gigantes e com uma série de todos os CLÁSSICOS possíveis, mas, mesmo assim, nossa eternamente amada SEGUNDONA de sempre. E que já chegou chutando a porta e destruindo os CÉREBROS de quem acha que futebol é transmitido pela TV a cabo. Ainda um pouco ofuscada pelo Gauchão aos olhos impuros, o campeonato mais querido do Rio Grande resolveu mostrar desde o início que a ALMA não tem divisão.

E pra CHEGAR CHEGANDO, o clássico rio-grandino resolveu derrubar todos os bolichos com um impensável CINCO a QUATRO, com direito a SETE gols no primeiro tempo. A chuva de gols que, em um mundo ideal, eliminaria as duas equipes da competição, foi vista por mais de SEIS MIL cabeças, público de dar inveja a muitos jogos da Série A do Brasileiro. No fim, com a vitória no Rio-Rita, os jogadores do São Paulo ergueram a taça recebida de uma rádio local e foram comemorar ENSANDECIDAMENTE com a torcida rubro-verde. E vocês achando que conhecem clássicos assinando TV a cabo…

Ali pertinho, em Pelotas, o Nicolau Fico viu o Brasil, empurrado pela maioria dos torcedores presentes mesmo na casa farrapa, vencer o clássico lado B da cidade contra o Farroupilha com gol de Éder Silva, sob um sol de 3400ºC. Quase impossível de reconhecer os jogadores em campo, já que as duas esquadras atuaram com seus uniformes principais, o que se viu foi um Fantasma batalhador, que fez por merecer melhor sorte em um jogo aberto, com oportunidades para ambos os lados e com muita cara de empate. No fim, quem sorriu foi o Xavante, que já larga bem pra subir e não ser, de novo, uma decepção na divisão inferior. Já o tricolor da Fragata mostrou futebol pra não ser rebaixado e, talvez, até beliscar uma vaga na segunda fase.

Já em Santa Maria, a BAIXADA MELANCÓLICA viu o Inter receber seu rival Riograndense pela primeira vez desde 2007 e sair na frente, na metade do segundo tempo, antes de tomar a virada de um Periquito que era melhor em campo, com direito a gols dos eternos Kelson e Chiquinho, EL TRAÍRA. Já no apagar das luzes, pra coroar o grande jogo que foi o Rio-nal, o eterno VAINER, aos 48(!) do segundo tempo, empatou a peleia, que foi assistida por incríveis CINCO MIL pessoas, um público que só não foi maior porque não havia mais lugares para os milhares que esperavam nas filas e tiveram de voltar pra casa. O ponto negativo foi a falta de estoque de água suficiente para refrescar os torcedores na tarde de calor intenso, essa redundância em se tratando de Santa Maria.

Dois embates acabaram em zero, honrando a história da competição. Em Livramento, o ASCENDENTE 14 de Julho não desvirginou as redes do bravo Guarany de Camaquã, enquanto em Farroupilha, no clássico da Serra, o milionário Brasil esbarrou no outrora todo-poderoso Esportivo. Perto (relativamente) dali, o também aspirante a milionário e indeciso quanto a cor de seu uniforme – jogando cada tempo com um – Glória bateu o patinho feio Sapucaiense, em crise diretiva e com atenções divididas por conta da estréia na Copa do Brasil no dia 14, com gol de camisa branca de Bill.

Mais pra esquerda, no clássico dos Estádios Vermelhões, o ainda engatinhante porém promissor União de Frederico Westphalen passou por cima do Passo Fundo, que também mostrou um bom time, muitas vezes vezes controlando a partida, em um  Vermelhão da Colina absurdamente ABARROTADO com gente invadindo até a CAIXA D’AGUA atrás de um dos gols para conseguir enxergar os lances.

Já nas MISSÕES, o Santo Ângelo fez valer o fator local e venceu pelo escore mínimo, na Zona Sul, o recém-chegado Milan, que sentiu o cansaço após vencer o Chievo por 4×0 (mentira). Já em Panambi, a outra SER do campeonato também fez a lição de casa, vencendo o Juventus de Santa Rosa com um gol aos 40 do segundo tempo, quando ninguém mais acreditava em Papai Noel, Martin Luther ou XIS DO ÊVA.

E pra fechar a conta, sob a sombra de pés de fumo, o Riopardense e o Guarani de Venâncio empataram no novo clássico do Vale do Rio Pardo, com direito a ENXADADAS das mais diversas estirpes e um gol de empate índio em falha do goleiro local nos minutos finais no estádio de sobrenome mais legal da terra, Amaro Cassep.

Classificação:

Artilheiros:

2 gols

Agnaldo (Rio Grande) e Anderson Ijuí (São Paulo)

Próximos jogos:

Quarta, 07/03

15h30

Riograndense x Riopardense
Guarany-CAM x São Paulo
Sapucaiense x Santo Ângelo
Milan x Panambi

20h

Esportivo x Glória

20h30

Rio Grande x Farroupilha
Guarani-VA x 14 de Julho
Passo Fundo x Brasil-FAR

Quinta, 08/03

20h

Juventus x União

20h30

Brasil-PEL x Inter

Hasta la Santa Vitória do Palmar,
Guilherme Daroit

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