Gauchão série A2 – Brasil-Pel 3 x 1 Rio Grande (Estádio Bento Freitas)

Choveu demais. Caiu o céu na Baixada. O vovô não resistiu e também tombou. Era a primeira partida após os três gols tomados em Venâncio Aires. O time entraria em campo sabendo que um eventual mal resultado iria resultar em grandes consequências, debilitando, inclusive, todo o planejamento feito para a competição. Sabendo disso, o torcedor rubro-negro temia e estava atento acerca da importância da partida.

O time mais velho do Brasil veio disposto a desafiar o Bento Freitas, atitude já esperada em razão da péssima colocação na chave 1. A situação do tricolor de Rio Grande é desesperadora. O rebaixamento está, a cada rodada, se concretizando. E se me permitem, um eventual – e cada vez mais perto – rebaixamento do vovô tornaria ainda mais pobre o futebol do interior gaúcho.

Voltando à partida, o Brasil não conseguia jogar. O Rio Grande pressionava e chegava constantemente na área adversária. Tamanha pressão resultou no gol, aos 12 minutos, com Felipe Garcia, para desespero da torcida Xavante. Esse gol não deveria ter acontecido. A possibilidade do resultado adverso e das consequências disso assustava. Porém, ainda havia muita partida pela frente, apesar do time rubro-negro não estar jogando bem. Os Rio-Grandinos jogavam à vontade.

A sorte mudou de lado quando Luizinho Vieira – expert na bola parada nos tempos de jogador – sacou Alex Goiano e colocou em campo Wiliam Ribeiro. Depois disso, o Brasil cresceu, começou a impôr o fator casa e ameçou o Rio Grande. Aos 29, Jabá fez ótima jogada e passou com perfeição para Juninho, que driblou o goleiro e cruzou para o meio da área. A bola encontrou Jabá (ele de novo), que apenas empurrou a PELOTA ao fundo do gol. 1 a 1.

Jabá comemora o gol de empate. Foto: Carlos Insaurriaga.

O time da Baixada continuava melhor. O segundo gol estava cada vez mais próximo. Tão próximo que, aos 35, Wender marcou o gol da virada após cruzamento preciso de Juninho. Torcedores vibraram nas arquibancadas. No radinho, outros milhares comemoravam. A reação Xavante veio antes do segundo tempo para a felicidade de grande parte de SATOLEP.

Na segunda etapa, o Rio Grande entrou em campo decidido que iria levar, ao menos, um ponto para a NOIVA DO MAR. Aos 5′, com Agnaldo, quase que o vovô empata a partida. Porém, a história deveria ser outra: aos 12′, Ezquerra recebeu belo passe do ZAGUEIRO ADVERSÁRIO e mandou um belo chute no ângulo. Golaço! O goleiro não pôde fazer nada.

Depois do temporal de nervos e gols, veio o VERDADEIRO temporal: uma chuva impressionante. Alguém lá em cima deve ter derrubado um balde d’água. A partida ficou impraticável pela falta de visibilidade, obrigando o árbitro a parasilar a partida. [Veja abaixo o vídeo do temporal] Alguns minutos mais tarde, o jogo foi retomado. Depois disso, poucos lances ocorreram. A jogada mais perigosa foi criada pelo Brasil: Pierre invadiu a área e deu um toque sutil por cima do goleiro, mas o jogador não aplicou a força necessária para vencer o zagueiro que corria para tirar a bola dali. 

Fim de jogo na Baixada: Brasil 3, Rio Grande 1. O Xavante é o líder isolado da chave 1, com 13 pts. Já o Rio Grande, com 2 pts, é o lanterna. O novo compromisso rubro-negro acontece no próximo domingo, às 16h, contra o Guarany em Camaquã.

Torcida Xavante fazendo a festa enquanto “cai o mundo”. Foto: Carlos Insaurriaga.

Ficha

Brasil: Fabiano, Wender, André Ribeiro, Tiago Saletti e Galego; Dione, Ezquerra, Willian Kozlowski e Alex Goiano (Wiliam Ribeiro); Juninho (Pierre) e Jabá (Guilherme Placca). Técnico: Luizinho Vieira.

Rio Grande: Diego, Carlão, Valdomiro, Agnaldo e Léo Paz; Miro, Aylon (Marcelinho), Felipe Garcia (Max) e Macaé; Zapata e Cássio (Tiagão). Técnico: Toquinho.

Gols: Felipe Garcia (Rio Grande); Jabá, Wender e Ezquerra (Brasil).

Cartões amarelos: André Ribeiro, Dione e Willian Kozlowski (Brasil); Carlão, Felipe Garcia, Max e Tiagão (Rio Grande).

Arbitragem: Tiago Lemos Classen, auxiliado por Vinícius Palau e Guilherme da Silva.

“Com o Xavante no sol, na chuva, na neve e em qualquer lugar”, – ver vídeo abaixo (aos 0:11):

Pedro Henrique Costa Krüger

Publicado em Brasil de Pelotas, Divisão de Acesso 2012, Rio Grande. ligação permanente.

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