Gauchão série A2 – Brasil-Pel 1 x 1 São Paulo-RG (Estádio Bento Freitas)

O jogo foi bom, o resultado nem tanto. O Xavante entrou em campo nessa segunda-feira (2) em busca de uma vitória frente ao São Paulo de Rio Grande. Porém, como é sabido, Xavantes e Leões do Parque fazem um dos maiores clássicos da zona sul e, com isso, conseguir a vitória nem sempre é fácil. Na verdade, é uma guerra.

O Brasil, entretanto, dominou o SAMPA. Atacou milhares de vezes. Acertou a trave, o zagueiro, a placa publicitária, a canela, enfim… Mas não fez o gol. O “quem não faz, leva”, a velha máxima do futebol esteve presente na partida. Após tantas chances desperdiçadas, o recuado time de Rio Grande chegou ao gol, perto do fim da primeira etapa. Com grande ajuda – uma lambança total! – da defesa rubro-negra, Anderson Ijuí marcou. Gol muito festejado por mais de cinquenta torcedores – sou muito ruim para estimar a quantidade de público – que vieram de Rio Grande.

No segundo tempo o Brasil entrou voando. Aos 20 segundos – no máximo! -, o garoto do sub-20, Javier, fez LINDA jogada ao dar um drible curto no zagueiro e encobrir o goleiro da Noiva do Mar. Pena que a bola não entrou, mas foi por pouco. O Xavante continuou pressionando, precisava do gol de empate. Apesar do público abaixo do normal para um clássico, a torcida que esteve presente inflamou, empurrando o time. A pressão não parava. Era bola levantada, escanteio, chute de longe e nada.  O São Paulo, na dele, matava tempo pedindo atendimento médico e retardava ao máximo a partida na hora de cobrar faltas e laterais. Normal. Ainda mais numa chave tão embolada. Ainda mais frente a um dos maiores rivais.

O Brasil, enfim, chegou ao gol de empate. Após cruzamento de Wender, Alex Goiano deu um tapinha com o joelho (?) na pelota que morreu no fundo da rede. Festa na Baixada. 1 a 1. O gol de empate saiu perto dos 15 minutos da segunda etapa, portanto havia muito tempo para buscar a vitória. O jogo continuou pegado. Muitos lances de gol para o Xavante, além de contra-ataques do São Paulo. A partida ficou um pouco mais violenta também, resultando, inclusive, em duas expulsões – uma para cada lado.

Apesar das investidas rubro-negras, o time rubro-verde conseguiu se defender. Resultado final: Brasil 1, São Paulo também 1.

O guri do sub-20, Javier, fez boa partida. Foto: Carlos Insaurriaga.

Brasil e São Paulo estacionaram nos 14 pontos. O próximo compromisso Xavante é frente ao próprio São Paulo, agora no Aldo Dapuzzo, em Rio Grande, no próximo fim de semana – ainda não há data definida. A partida marca o início do returno. E será mais uma guerra.

FICHA:

Brasil: Júlio Cézar; Wender, Uillian Nicoletti, Tiago Saletti e Willian Ribeiro; Rodrigo Dias, Dione (Marquinhos), Ezquerra e Alex Goiano (Pierre); Jabá e Javier (Baiano). Técnico: Luizinho Vieira.

São Paulo: Willian; Mateus (Jean), Júnior Xavier, Caçapa e Rafael Gaúcho; Roger Gaúcho, Deivid, Dangelo (Dudu Branco) (Alex) e Anderson Ijuí; Juliano e Rafael Refatti. Técnico: Rudi Machado.

Gols: Anderson Ijuí (39′ do 1º tempo); Alex Goiano (11′ do 2º tempo).

Cartões Amarelos: Marquinhos (Brasil); Mateus, Juliano e Jean (São Paulo).

Cartões Vermelhos: Baiano (Brasil) e Jean (São Paulo).

Arbitragem: Maicom Zuge, auxiliado por Cláudio Gonçalves e Rodrigo Macedo.

“Um Xavante desconfiado do time e rouco pelo último jogo”,

Pedro Henrique Costa Krüger

Publicado em Brasil de Pelotas, Divisão de Acesso 2012, São Paulo-RG. ligação permanente.

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