Universo paralelo

Imaginem um time de futebol que, rodada após rodada do estadual, onde teoricamente deveria estar bem, que disputa, se ESFARELA em campo, mesmo após – e talvez por causa disso – um balaio de jogadores ser dispensado sem dó, especialmente após o segundo maior fiasco da história do clube, protagonizado às margens do rio Guaíba.

Agora, imaginem outro time. Um time que, concomitantemente à disputa do estadual, disputa uma competição nacional, onde teoricamente deveria ter vida curta. E, nela, atropela seu primeiro obstáculo fora de casa, garantindo vaga à segunda fase e, já nesta, obtém uma vitória que o permite sonhar com a terceira fase de uma copa que já foi sua.

Pois, na verdade, falo de um time só. Falo do Juventude. Tal qual aquele desenho que talvez só a turma um pouco mais antiga recorde – os Superamigos, liga formada por uma série de super-heróis que defendiam alguma cidade das forças do mal, formada por personagens bizarros seus – parecem existir dois “Juventudes”.

Nem falo em qualidade técnica ou primor futebolístico (uma vez que isso só diz respeito hoje em dia àquela famosa cidade catalã), pois parece que independente da competição disputada, o futebol do Papo é de chorar. A questão é que, na Copa do Brasil, o Ju parece jogar sabedor de suas limitações e com o regulamento debaixo do braço. As duas vitórias até aqui (4 a 0 contra o Operário, no Paraná, e os 2 a 0 sobre a Portuguesa, no Jaconi, ontem), provam isso.

Diferente de anos atrás, sonhar com qualquer coisa mais do que a terceira fase (caso confirmada a vaga contra a Lusa) é bastante utópico. Mas não seria utópico esperar que o Juventude fizesse uma campanha ao menos digna no Gauchão, que para ele, ao menos este ano, já acabou. Quem sabe se os jogadores se empenhassem mais e levassem mais a sério a competição, né?

O maior exemplo disso é o artilheiro geral da Copa do Brasil, Jonatas Belusso, responsável por CINCO dos seis gols do Juventude na competição. Seguindo a lógica do universo paralelo aplicada a este Ju, provavelmente estejamos cara a cara com o Super-Homem Bizarro. Versão gringa, claro.

Já não sabendo mais no que acreditar,

Franco Garibaldi

Publicado em Copa do Brasil, Gauchão 2012, Juventude. ligação permanente.

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