Gauchão Série A2 – Brasil de Pelotas 1×0 Guarany de Camaquã (Estádio Bento Freitas)

O Toda Cancha alcança os PÍCAROS da glória e publica duas visões sobre o mesmo jogo. Aqui, o relato do VISITANTE.

Com a surpreendente chancela de líder da chave, o Guarany de Camaquã foi a Pelotas enfrentar o Brasil, no domingo (15), pela 12ª rodada da Divisão de Acesso do Gauchão. O confronto colocava frente a frente o líder e o vice do grupo, que no primeiro turno protagonizaram uma partida tumultuada em Camaquã, que terminou 1 a 0 para o time da casa. O Bugre camaquense sustentava três pontos de vantagem sobre o Xavante, até aquele jogo. Até aquele jogo.

O Guarany levou ao místico Bento Freitas nada mais do que alguns poucos torcedores, além de membros da diretoria do clube. Quase nada comparado à massa rubro-negra que compareceu em ótimo número à Baixada.

Dentro de campo, o Bugre apresentou desde o início do jogo uma inesperada tranquilidade para trocar passes e manter a posse de bola, ainda que isto não resultasse em chances de gol. Ao Brasil coube tentar atacar na base do UBA RÁ RÁ, mas tudo parava na eficiente zaga do Guarany.

O jogo seguia em um bom ritmo, até que o árbitro Éder Zanela começou a mostrar sinais de que não dava tanto valor à sua INTEGRIDADE FÍSICA. Isto porque em menos de dez minutos, expulsou Rodrigo Dias, do Brasil, por reclamação – aos 20min –, e logo depois marcou um pênalti para o Guarany: falta do (re)estrente Anderson Bill sobre Fabinho Natal, aos 28min.

Quando o centroavante Matão pegou a bola para a cobrança, uma espécie de REVANCHE PESSOAL estava prestes a acontecer. Ex-jogador xavante, Matão não teve muita felicidade em sua passagem pela Baixada. A sua DESFORRA, porém, parou na ótima defesa do goleiro Júlio César.

A defesa do pênalti foi a FAGULHA necessária para incendiar de vez a torcida, o que imediatamente refletiu-se em campo. Antes do intervalo, o Brasil já havia criado ótimas chances para marcar, coisa que não aconteceu graças ao PALO, em duas oportunidades.

E ali estávamos, com duas bolas na trave pra cá, um pênalti desperdiçado pra lá, até que logo no início do segundo tempo, o homem do apito pareceu voltar à normalidade de suas FACULDADES MENTAIS e expulsou Ivan Lima, do Guarany.

Com o equilíbrio numérico, o Brasil passou a pressionar e não demorou muito para o Guarany sucumbir ao ATRAQUE. Aos 23min, o uruguayo Ezquerra cruzou da direita e o zagueiro André Ribeiro cabeceou para o gol: Brasil 1 a 0.

Antes que seu time relaxasse no jogo, o treinador Luizinho Vieira preparou substituições e juro que pensei tratar-se de @mlklaser aquecendo ali na beira do campo, mas não, era Alex Amado, que veio direto do Avenida para reforçar o Xavante na Segundona (Serie A2 é meu baralho).

Fabiano Daixt, treinador do Guarany, respondeu mandando a campo o atacante Waldir Baiano, que mesmo com muitos quilos a mais (muitos mesmo) conseguiu criar algum desespero na banda direita da defesa xavante. O zagueiro André Ribeiro ainda coroou sua atuação salvando, em cima da linha fatal, o que seria o gol de empate do Bugre.

Restou a nós, camaquenses da arquibancada, esperar a hora pra sair do estádio, ouvindo toda sorte de xingamentos dos torcedores que passavam, desde “volta pra POMPÉIA”; passando por “vai te fudê, paga-pau da Capital” (pra um tio que estava de camisa do INTER); chegando a “o teu centroavante é o Matão, que tomava canha naquele bar ali da esquina ó!”. Um inesperado “boa viagem” foi registrado, mas totalmente sem ROSTO entre a multidão. Não é fácil ser visitante no Bento Freitas.

Com o resultado, o Brasil alcançou os 21 pontos do Guarany, que ainda é líder graças ao saldo de gols. Os dois times voltam a campo na quarta-feira, 18. O Guarany recebe o Riograndense, em horário convidativo ao PÚBLICO MÍNIMO: 15h30. Já o Brasil visita o Rio Grande, em partida que começa às 20h30.

G.E. Brasil:  Júlio Cesar; Wender, André Ribeiro, Anderson Bill e Rodrigo Dias; Dione, Javier (Marquinhos), Ezquerra e Willian Kozlowski (Alexandre); Alex Goiano e Jabá (Alex Amado). Téc.: Luizinho Vieira.

Guarany: Geo; Claiton, Gustavo, Alex Pereira e Carlinhos; Índio (Júlio), Júnior, Ivan Lima e Esquerdinha (Waldir Baiano); Alexandre Matão e Fabinho Natal (Douglas Alemão). Téc.: Fabiano Daitx.

Arbitragem: Éder Davi Zanela, Júlio Cesar Rodrigues, André da Silva Bittencourt.
Sempre aí pra ajudar o Toda Cancha e acreditando no BUGRE,
Gabriel Marquez

Publicado em Brasil de Pelotas, Divisão de Acesso 2012, Guarany de Camaquã. ligação permanente.

Um comentário em Gauchão Série A2 – Brasil de Pelotas 1×0 Guarany de Camaquã (Estádio Bento Freitas)

  1. Ficou foda bagarai. Aliás, não percebi a presença da torcida visitante, mas acredito que estavam numa “casinha”, próximo à bandeira de escanteio da goleira de fundo. Eu acho, né. Talvez essa falta de atenção se dê em razão da namorada estar ao lado. haha Foda.

    Massa ter a outra visão do jogo. Legal mesmo. Sorte ao Guarany! :)

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