E agora SER Panambi?

A parcial da rodada ocorrida hoje mostrou uma SER Panambi diferente. De treinador novo, Victor Hugo Zancanaro, honroso manager local, e com um esquema defensivo bem montado, a equipe panambiense sofreu apenas um gol, o que eu considero admissível contra o líder Esportivo na Montanha dos Vinhedos. E fez outro, o que eu considero previsível, dada a qualidade ofensiva da verde-e-branca. Infelizmente não consegui acompanhar a partida como devia, mas ouso escrever e rubricar algumas colocações gerais acerca da situação atual da equipe e do que podemos projetar para as rodadas finais.

Eu sempre discorri aqui acerca das qualidades ofensivas da SER Panambi, que, mesmo com a ‘perda’ de Zé Anderson (o jogador foi dispensado)  manteve a postura e o posto de terceiro melhor ataque da chave. Também afirmei que não é pecado sofrer gols, desde que a equipe possua condições para guardar algumas bolas na rede.

A equipe foi posta a prova neste final de semana. Mais do que o jogo, a SER Panambi disputava a confiança de seu torcedor com o ostracismo e desesperança que circunscreviam o ambiente do time.  A verde-e-branca venceu os percalços impostos pela situação anterior, administrou a troca de treinador (Bebeto cedeu lugar a Vitor Hugo Zancanaro, que já havia assumido a SER em temporadas anteriores), sobreviveu à dispensa de quem, na minha opinião, era seu melhor jogador (a ‘cavadinha’ de Zé Anderson não ressonou bem no clube, parecia que o atleta estava  desdenhando a gloriosa verde-e-branca) e, ao menos por enquanto, perpassou seu status quo de 7º lugar. Renato assumiu a postura de líder técnico e maestrou a equipe.

Agora a vaga está muito próxima. A equipe ainda não é totalmente confiável, no entanto, sabe-se que ela possui capacidade de decisão. O forte da SER tem sido a reação ante às intempéries do jogo: seja em placares adversos, perdas de jogadores ou polêmicas internas. Eis a vantagem de ser uma equipe identificada com uma comunidade, ao contrário dos gigantes, que assemelham-se muito mais às corporações racionais, burocráticas e impessoais: o time se reergue dentro de seu próprio seio. O reforço externo é importante, mas o papel e dedicação dos entes locais é o que realmente move o conjunto. Ainda bem que a verde-e-branca possui pessoas dedicadas e sem medo de tentar buscar soluções que não extrapolem os limites risíveis da representação comunitária.

A SER Panambi possui duas partidas relativamente fáceis: contra o Milan, de Julho de Castilhos, em casa, e a Juventus, de Santa Rosa, lanterninha absoluto do campeonato e primeiro rebaixado para a terceirona. Considero que enfrentar uma equipe já rebaixada como o Juventus, mesmo que fora de casa, é tarefa mais simples que pegar um Milan (que provavelmente estará desesperado) no estádio da Pirata, que não tem sido um bom reduto para a verde-e-branca. Nada de mais nestas constatações, e que bom que assim é. A tarefa é simples: ambas as peleias devem ser vencidas. Seis pontos garantem a classificação, visto que os confrontos paralelos fazem a vaga depender exclusivamente da verde-e-branca do Vale das Borboletas. Tudo depende apenas do desempenho da equipe nestas partidas. A hora de errar passou: o risco de rebaixamento está anulado, a única visagem possível é a do topo da tabela (não o seu pico, obviamente). Seria um bônus por um trabalho realizado com tanto esforço, e, à despeito das críticas (as quais também endossei), acredito muito que a equipe continuará no gauchão e pode tentar algo mais do que a coadjuvabilidade da competição, nem que seja o delicioso papel de mosca na sopa dos grandes, que ‘engrandeceu nanicos’ como Juventude, São Caetano e Goiás.

Eu possuo esperança! Vamos SER! Avante verde-e-branca! Não tá morto quem peleia!!

Vinícius Fontana

Publicado em Divisão de Acesso 2012, Gauchão 2012, Ser Panambi com as tags , . ligação permanente.

Um comentário em E agora SER Panambi?

  1. É, os resultados do final da rodada alteraram o paradigma das coisas:

    – A SER não depende só dela, o STO Ângelo tb tem partidas fáceis, contra o rebaixado Milan e o desesperadíssimo Sapucaiense. É necessário um tropeço da equipe missioneira, e com derrota, já que o saldo de -6 não ajuda em nada a SER

    -Agora a SER enfrenta dois rebaixados: Milan e Juventus. Ainda acho que rola os seis pontos;

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