Costelão 2012 – A Grande Final – Parte III

Após o Grenal da semana passada e conforme o primeiro jogo da final se aproxima, algumas certezas se SEDIMENTAM cada vez mais:

– O jogo da vida do Caxias é o do dia 06. Assim como o Juventude em 1998 e o próprio Caxias, em 2000, o resultado feito em casa escreve os rumos da decisão. Não tomar gols é primordial, quase tão importante quanto faze-los. Em tempos de gol qualificado, quem tem gol fechado é rei. Em um cenário bem otimista, que seria uma vitória com 2 ou mais gols de diferença, o Caxias pode chegar ao Beira-Rio totalmente qualificado ao caneco. Em um cenário mais realista, que seria uma vitória simples, sem sofrer gols, o time grená vai pro segundo jogo ainda com chances reais de título, nem que seja nos CARDÍACOS pênaltis. Agora, em um cenário também realista, porém não tão interessante pro Caxias que seria um empate, a coisa complica consideravelmente, ainda mais se for empate com gols. Alias, empate com gols ou derrota determina a exigência de um verdadeiro TRABALHO DE HÉRCULES no Beira Rio. Nesse prognóstico prefiro não mexer.

– Bola pro mato, que é jogo de campeonato. Se o Caxias quiser jogar bonito, vai se lascar. Qualquer toque displicente pode gerar a jogada pro LETAL ataque colorado abrir o placar. O jogo do Caxias tem que ser sério, feio, com chutão e eficiente. Já entrar com a caixa de ferramentas aberta. Bica pra fora do estádio vale também. O importante é não se empolgar com o espetáculo que jogadores de técnica do Internacional podem proporcionar e achar que pode fazer igual. Melhor manter o foco, se nenhuma bola entrar no gol de Paulo Sérgio, meio caminho andado.

– Não ter medo do adversário. Ok, o Internacional hoje tem uma folha de pagamento 40 vezes maior que a do Caxias, uma camiseta com títulos internacionais e uma torcida de alguns milhões. Mas no gramado do Centenário são 11 contra 11 e quem manda na casa é o dono. Respeito sempre, mas QUA COMANDO MI.

– Dar chance ao Marcos Paulo. Seguinte: o guri tem estrela. Ainda é jovem o bastante pra não se intimidar com coisas irrelevantes como realidade e sensatez e provou, em um dos mais CASCUDOS momentos dessa trajetória grená até aqui, que pode resolver sim. Confio plenamente no plantel do Caxias como um todo, mas na decisão precisamos de jogadores “com a setinha pra cima”.

– O Grenal provou que o time colorado está afiadíssimo. E também que a hora que chega, marca. O segredo é não deixar chegar (Senhor Óbvio). No primeiro turno o Internacional fez 2×0 ao natural no Caxias, com Dagoberto e Oscar AZEITADOS, pintando e bordando. Ou seja, o nome dos meliantes já temos, agora é cercar os dois (isso se o DM e o BID liberar, tomara que não, hehehe).

No mais, o clima começa a esquentar cada vez mais aqui na Serra. A procura por ingressos está aquecida, as camisetas estão pelas ruas. Até mesmo os mais VACINADOS grenás (eu) que encaravam essa final como mais dois bons jogos na história já estão ficando ASSANHADOS com a possibilidade de reviver um certo episódio de 12 anos atrás. Continuo achando bem complicado, mas como não aprendo nunca, não vai ser nessa semana que vou duvidar da Sra. Esperança.

O que a história nos conta

Os heróis de 2000 na "final" do primeiro turno.Os heróis de 2000 na “final” do primeiro turno.

No ano 2000, assim como em 2012, o Caxias levou o primeiro turno do campeonato, levando uma vida boa no segundo. Assim como em 2000, um milionário esquadrão apareceu pelo caminho. Assim como em 2000, o único caminho pra vitória é a humildade, foco total e fechamento do grupo pelo objetivo. E assim como em 2000, acredito que esse Caxias seja mais do que uma reunião de bons jogadores, mas sim uma equipe.

Sonhando com o GALETO da vitória,
Tiago Zilli

Publicado em Caxias, Gauchão 2012. ligação permanente.

Um comentário em Costelão 2012 – A Grande Final – Parte III

  1. Vi no estádio a final do 1º Turno de 2000. Poucas vezes vi um Grêmio tão impotente diante do adversário. Não por ineficiência, mas pela força do adversário. Aquele time do Pastor era muito AZEITADO, pragmático e, quando necessário, um trator.

    Um time matreiro, com Sandro Neves e Nego Adão ESMIRILHANDO, Márcio Hahn, GIlmar, Emerson, Jairo Santos, Paulo Turra, Gil Baiano, Jajá…só acho que o site do Caxias poderia ter um material mais POPULDO sobre o ISLAZO

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