Gauchão série A2 – Brasil-Pel 0 x 3 Passo Fundo (Estádio Bento Freitas)

Xavante perde em casa para o Passo Fundo (Foto: Moizes Vasconcellos/Diário Popular).

Ontem (6), à noite, saí da faculdade rumo ao Bento Freitas. Precisei correr – literalmente – para não perder tanto tempo de jogo. Porém, a uma quadra do estádio, ouvi um guardador de carro dizer ao Xavante que chegava que já estava 1 a 0 para o Passo Fundo. “Pô, o ‘cara’ faz uma correria ‘pra’ vir e acontece isso”, desabafou aquele torcedor. Identifiquei-me com aquele desabafo, pois eu também estava correndo pelo Brasil. De qualquer forma, peguei minha carteira de sócio e rumei às arquibancadas.

O que vi foi um dos jogos mais tristes e humilhantes da minha vida. Naquele frio impressionante, estávamos nós – torcedores que abandonaram o conforto de suas casas para encarar uma sensação térmica quase negativa – observando uma partida pífia, vergonhosa e sem nenhuma garra.

O primeiro gol eu não vi ao vivo, mas pela TV percebi a facilidade encontrada pelo time de Passo Fundo. O segundo foi questão de tempo, num escanteio: Sotilli dominou a bola vinda do cruzamento e tocou para o meio da pequena área, encontrando Guto, que marcou o tento. Neste momento, percebi que a série A2 estaria conosco por mais um ano. Enquanto isso, centenas de torcedores deixavam as arquibancadas. Com razão.

O terceiro veio para humilhar. Num cruzamento da direita, o zagueiro Xavante tentou tirar, mas acabou passando para o veterano Sandro Sotilli que, matador como é, chutou no canto esquerdo de Luiz Muller. Depois disso, cancheiros, fiz o que nunca havia feito em minhas duas décadas de vida: saí do estádio antes do intervalo.

Sempre fui muito otimista quanto ao futebol. Pela Copa América de 2004, assisti ao gol do Adriano contra a Argentina no último minuto enquanto a maioria não acreditava mais. Com o Xavante, o qual recebe muito mais atenção de minha parte do que a seleção brasileira, não é diferente. Porém, o que vi no gramado da Baixada ontem à noite foi demais para mim. Nem meu pai, sócio desde 1963, resistiu a isso tudo – nem ao jogo ele foi.

O segundo tempo foi apenas consequência do primeiro. O time de Passo Fundo simplesmente esperou o relógio andar. O Xavante já estava caído.

Com a derrota, o Brasil dá adeus à possibilidade de jogar a primeira divisão do campeonato gaúcho no ano que vem. Fim da história. Fim da luta. O próximo jogo ocorre no domingo (10), em Santa Maria, frente ao Riograndense.

FICHA

Brasil: Luiz Muller; Tiago Rannow, Jonas, André Ribeiro e Galego (Juninho); Leandro Leite, Dione (Alexandre), Leandro Ezquerra e Alex Goiano (Têti); Marcos Denner e Alex Amado. Técnico: Rogério Zimermann.

Passo Fundo: Sousa; Barão, Mário, Gláuber e Diego Koning; Dudu, Marcus (Danilo), Gil e Fabiano Diniz; Guto (Edinho) e Sandro Sotilli (Jean Paulo). Técnico: Ricardo Atolini.

Cartões Amarelos: Alex Amado (Brasil); Sousa, Glauber, Gil e Fininho (Passo Fundo).

Gols: Guto (2x) e Sandro Sotilli.

Arbitragem: Eleno Gonzales Todeschini, auxiliado por José Javel Silveira e Vilmar Burini.

¨Decepcionado com a última partida”,

Pedro Henrique Costa Krüger

Publicado em Brasil de Pelotas, Divisão de Acesso 2012, Passo Fundo. ligação permanente.

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