Quando é preciso ser bravo pra manter a esperança

É complicada a vida de quem torce para clubes que não foram ungidos pela badalação que ousa dividir um estado em dois e DISCRICIONARIAMENTE sai a marcar o lombo de seus habitantes com uma marca azul ou vermelha.

Quando soube do amistoso entre Cerâmica e Juventude (o segundo durante a angustiante espera pelo início da série D nacional), me programei pro SABADÃO esportivo. Brasil e Argentina o CATZO! Afinal, veria pela primeira vez o Juventude em campo após a chegada do balaio de jogadores trazidos após o final de um Gauchão de lembranças nada boas para a papada.

Acostumado a reclamar da desorganização das federações, me deparo com a dúvida sobre o horário da partida: sites dos clubes informando 15 horas e imprensa divulgando 15h30min. Depois de tentar saber junto às fontes sobre qual o horário certo afinal, entreguei ao PAI e resolvi tentar chegar a tempo na base da sorte.

Sim, tempo e sorte. Pois outro desafio seria conciliar a ida da filha a um aniversário de uma coleguinha, no centro de Porto Alegre, com minha ida até Gravataí, tudo isso saindo da zona sul de Porto Alegre. Mas deu tudo certo, inclusive com direito a uma pequena sessão de PREPARAÇÃO FÍSICA para a Impedcopa, que foi como classifiquei minha corrida ESBAFORIDA até o Vieirão, após deixar o carro com a patroa em meio ao engarrafamento da Av. José Loureiro da Silva, repleta de namorados RODA PRESA atrás de presentes.

Mas deu tudo certo (o jogo começou às 15h30min mesmo), a ponto de ainda poder meter uma GASOSA (obrigado, Miki Breier, só que não) sem medo de perder grande coisa rolando em campo, e localizar a turma dos Papos da Capital, consulado que reúne os papos desgarrados da terrinha em Porto Alegre. O primeiro tempo foi de uma MODORRÊNCIA atroz, fazendo parecer que o frio que ainda campeava o estado tirava dos boleiros a vontade até de correr. O Cerâmica, até por jogar em casa, mostrava um pouco mais de vontade, mas nada capaz de fazer com que os bravos ABOLETADOS nas arquibancadas levantarem do cimento. De bom, para o Cerâmica, apenas o gol no final do período, quando Michel (ex-Juventude) pegou de primeira um cruzamento baixo de Rogerinho pela direita e meteu no ângulo de Fernando.

Foto de arquivo pessoal e, óbvio, totalmente AMADORA (mas pra provar pra patroa minha presença)

Na segunda etapa, o Ju começou a fazer as alterações em massa que caracterizam essa etapa de preparação. Ao contrário do primeiro tempo, quando REI ZULU sofreu com o jogo terrestre, no segundo tempo, já com dois baixinhos na frente, começaram os cruzamentos (vai entender…). Porém, já no primeiro minuto, o goleiro Follmann cometeu pênalti infantil em Rogerinho, que Cidinho converteu: 2 a 0 Cerâmica.

Como que sentindo que o boi tinha ido com corda e tudo, Luiz Carlos Martins resolveu mandar a campo todos os reservas do Ju. E surtiu efeito. De um time claramente retrancado e marcador, o alviverde se jogou pra frente e chegou ao empate através de João Henrique, que por volta de 30 minutos aparou de cabeça um escanteio e, aos 40, sofreu o pênalti que Léo Maringá cobrou, decretando o 2 a 2 final.

Admito que não sei ao certo quantos reforços o Cerâmica trouxe após o Gauchão, mas é certo que a base se manteve, o que ajuda a explicar o melhor entrosamento visto em campo. Do lado do Juventude, me assustou a falta de um jogo mais FLUIDO, mesmo com o tempo de treinamentos extra que caiu do céu com a ronha das séries C e D. O time é todo novo, falta ritmo de jogo, sei, mas esperava bem mais de um time que vai encarar um tiro curto.

Foto: Cerâmica A.C.

CERÂMICA: Villa; Bindé, Djair (Márcio Nunes) e Marcão; Pedro (Emanuel), Nunes(Robson), Rafael Carvalho (Geninho), Maurinho (Saraiva) e Rogerinho (Augustín); Michel (Tairone) e Cidinho (Elton). Técnico: Ben Hur Pereira.

JUVENTUDE: Fernando (Follmann), Raulen (Rafael Pereira), Marcio Garcia (Juliano), Marco Tiago (Diogo) e Julio Cesar (Alex Telles). Cleber Monteiro (Francisco Alex), Alberto (Léo Maringá), Nem (Alan) e Cícero (Marcel). Jonatas Belusso (João Henrique) e Zulu (Raul). Técnico: Luiz Carlos Martins

Ainda achando que o Ju merecia a vitória após seu presidente mandar um “TRIO PARADA DURA BOCA ABERTA!” para a arbitragem no final do jogo,

Franco Garibaldi (@francogaribaldi)

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8 Respostas a Quando é preciso ser bravo pra manter a esperança

  1. luizkochhann diz:

    dois belos uniformes, eu achei.

  2. beretta diz:

    Concordo, baita uniformes. No mais, to sentindo CHEIRO DE SÉRIE C pra algum dos dois times.

    Também posso estar ficando louco, mas isso deixa pra lá.

  3. Franco Garibaldi diz:

    Sobre os uniforme, muito verdade.

    Sobre os times, sei lá… depois da D do nao passado, em que o Ju tava voando e morreu pro Mirassol no primeiro mata-mata… O CAC claramente mostra mais conjunto. No Ju, a esperança é a de que a mística de formar um grupo totalmente novo e dar certo (by Caxias 2012) funcione também no Jaconi.

  4. beretta diz:

    O Cerâmica tenta manter uma base desde a série B do Gauchão em 2011. Veremos como será. To levando fé.

  5. LF diz:

    o Bindé jogou bem?

  6. LF diz:

    e o agustín?

  7. Bolacha Eterno diz:

    “Forte.
    Copero.
    Peleador.”
    .
    .
    .
    Morungava

  8. Franco Garibaldi diz:

    Bindé começou jogando (e o CAC utilizou bem ele durante o primeiro tempo), o Agustin entrou no segundo tempo apenas.

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