Quem eles pensam que são?

Todos os corações alviazuis amanheceram ESFACELADOS nessa quinta-feira. Após reunião da diretoria do Lajeadense, ontem, ficou decidido que o clube não disputará competição alguma no segundo semestre, reabrindo apenas em 2013. Graças ao trabalho incansável da presidência, nos tornamos, oficialmente, a VERGONHA DO ESTADO.

(Parece piada que esse texto entre logo após a ótima defesa pelo fechamento do São Luiz no segundo semestre feita pelo Mauricio Brum, mas não é. Cada clube é um clube, e as situações são muito distintas nos dois casos.)

Como sempre, a desculpa para o assassinato de nosso futuro se resume a dinheiro. A diretoria, de forma UNÂNIME (precisamos repetir aqui aquele chavão que atribui à unanimidade outra “qualidade” muito propícia nesse caso?), julgou não VALER A PENA um gasto calculado por eles mesmos de R$400 mil que o clube teoricamente não tem para a disputa da Copa Hélio Dourado, com seu regulamento esdrúxulo e pouco atraente. Aí entra também a culpa do nosso grande amigo Francisco Noveletto, que compra a opinião pública distribuindo cotas de televisão aos clubes da primeira divisão, mas não faz ABSOLUTAMENTE NADA para realmente mantê-los vivos, sem contar os desafortunados que se EMBRENHAM pela segunda e agora terceira divisões.

Embora dirigentes não consigam pensar sob outros aspectos, os estragos dessa decisão não se medem em cifras e contas bancárias. Tenho pena, nesse momento, de qualquer jovem torcedor do Vale do Taquari que ousou TENTAR torcer de verdade para o Lajeadense. Restará a ele apenas voltar a torcer pra Inter e Grêmio e passar a CAGAR completamente pro Alviazul, entrar em coma futebolístico até o REVEILLÓN ou tentar tomar o clube com tochas e machadinhas. Está, simplesmente, SEPULTADA qualquer chance de um dia sermos um clube digno, com torcida, apoiadores, debates e pessoas preocupadas com o futuro. Nem ao menos teremos um futuro, aliás.

Está institucionalizado, a partir de ontem, que a torcida do Lajeadense deve ser formada só por simpatizantes, gremistas e colorados, que não dão a menor bola se o Lajeadense joga ou não, e que só se importarão quando for proveitoso pra eles – ou seja, nas vitórias. Que, desse jeito, nunca acontecerão. Pois, lhes pergunto nobres diretores, quem vai torcer, de verdade, por um clube que existe por TRÊS MESES ao ano? Infelizmente, parece que os grandes gênios, que acham que o dinheiro é tudo no futebol, só se darão conta disso quando a minguada grana que recebem passar a pingar nas contas de Inter e Grêmio, com a migração dos sócios desiludidos, das rendas de ingresso e alimentação em dias de jogos, de produtos licenciados. E ainda irão às rádios e jornais chorar pela falta de apoio, como já fazem, sem saber porque ninguém dará a mínima pelo clube. Futuro não se constrói com R$400 mil, nem com TRILHÕES. Futuro se constrói com torcida, com apoio, com gente que SE IMPORTA com o clube, que, caso esteja tudo perdido, terá forças para resgatá-lo. Mas tudo bem, vamos economizar uns reais, ao custo de assassinarmos qualquer chance disso. BOA, GENTE.

Que motivo tem alguém – além de mim e outros cinco ou seis fanáticos que a cada dia levam mais e mais tapas na cara do clube até que não aguentem mais – para destinar uma parte de sua renda ao plano de sócio de um clube que não entra em campo por NOVE MESES e não dá absolutamente nenhum motivo para a associação que não seja o ingresso das partidas? Aposto o que quiserem que o brilhante cálculo dos R$400 mil não contabilizou a desistência dos pouquíssimos sócios que esse clube ainda tem.

Bons tempos em que, mesmo sempre derrotados, pelo menos tínhamos pra quem torcer

Para fazer de conta que há algum plano de crescimento, surgiu outra desculpa que é a de guardar o dinheiro que seria investido no segundo semestre para gastar mais no Gauchão de 2013. Bom, pra começo de conversa, isso já atesta, então, que HÁ DINHEIRO SIM. E atesta também que não há auto-crítica nenhuma, pois em 2012, gastando mais do que em 2011, montamos um time milhões de vezes inferior para o Gauchão, que foi capaz de vencer um Grêmio cujo atacante sozinho recebia por mês MEIO ANO da folha do Lajeadense. Basicamente, abrimos mão de qualquer futuro para poder pagarmos mais no ano que vem a lêndias como Juninho Tardelli, Tales e Osmar. Brilhante.

O motivo disso tudo, aliás, é que acreditam que, com isso, teremos uma chance maior de nos tornarmos campeões do interior em 2013. Título que não vale absolutamente nada, a não ser uma vaga na Série D que, vejam só, é disputada no segundo semestre. E que provavelmente não jogaremos porque “não vale a pena”, já que não há preocupação alguma com o crescimento do clube. Que mentes!

Outro argumento é de que em 2013 disputaremos a Copa do Brasil, vaga que aliás nem foi confirmada pela FGF. Acho que esqueceram, porém, de puxar na memória de onde essa vaga surgiu. Tivessem tomado essa mesma decisão em 2011 – e haviam tomado, pelo conservador tesoureiro da época que, como forma de  recompensa pelo seu CAGONISMO e cabeça-pequena, foi alçado a presidente, antes de o então presidente bater no peito e bancar a participação – não haveria vice-campeonato da Copa Laci Ughini, não haveria despedida do Florestal, não haveria vaga em porcaria de Copa do Brasil nenhuma. E tudo isso custou ao clube, que não tem dívida alguma após a venda do estádio, um déficit de míseros R$50 mil. Algum desalmado é capaz de defender que não valeu a pena?

Pois então, nesse ano, com cota de televisão maior, patrocínios maiores e teoricamente um número maior de associados, o Lajeadense não pode participar da Copinha? Como pode um clube que é o ÚNICO de uma das regiões mais ricas do estado não atrair patrocínios que lhe garantam sua existência contínua? E, ao não conseguir, como pode um clube que se gaba de ser exemplo de alguma coisa não ter capacidade de pensar o futebol de outra forma para, ao menos, ENTRAR EM CAMPO? Isso se chama, NO MÍNIMO, incompetência.

Temos um estádio novíssimo, construído com o dinheiro da venda do Florestal, que é uma grande BOSTA. É longe o suficiente da cidade pra ser impossível chegar até lá a pé, de ônibus, de bicicleta ou qualquer outro meio que não seja o AUTOMÓVEL. Que tem uma arquibancada enorme do lado oposto que não pode ser utilizado pela torcida porque não lembraram de construir portões e bilheterias diferentes para locais e visitantes. Que a torcida não pode ficar atrás do gol pois, para chegar lá, e necessário passar pelo vestiário visitante. Que não arrecada o quanto poderia com alimentação porque não pensaram que deveriam construir mais de um lugar pra FILAS. Que a Brigada Militar REPRIME, com a conivência da diretoria, qualquer torcedor que ouse, vejam só que marginais, FICAR DE PÉ. E que agora, oficialmente, não serve pra porcaria nenhuma, já que o clube entra em campo UMA VEZ POR DÉCADA.

Antes fosse só o Florestal…

Mais umas das desculpas dadas em entrevistas pelo presidente da instituição é de que só entraríamos em campo se fosse pra GANHAR. Ora, meus nobres diretores, desde quando o futebol se resume a isso? Ainda mais no LAJEADENSE? Acordem para a vida, nunca ganhamos nada. E isso alguma vez mudou algo em nosso sentimento? Você certamente não teve capacidade de refletir, mas ao falar isso, simplesmente jogou na cara de todas as pessoas que realmente se importam com esse clube que mais de 90% dos nossos 101 anos de vida não “VALERAM A PENA”. De que deveríamos ter ficado fechados por praticamente nossa inteira existência já que nunca entramos como favoritos em algo. E atestou que pode ser um grande empresário, um grande tesoureiro, mas que não sabe absolutamente NADA de futebol. Com essa declaração, você não tem mais nem o direito de se gabar por ter feito parte da reabertura do Lajeadense após o terrível ano de 2008, em que nos licenciamos do futebol profissional. Afinal de contas, na fase em que estávamos, era melhor mesmo ficar fechado do que entrar em campo, já que obviamente não íriamos subir, não é mesmo? E nem naquela época, de falta de dinheiro e descrédito completo, os péssimos presidentes que tivemos – destaque e reforço para o “péssimos” – ousaram fechar o clube nos segundos semestres. Parabéns.

Nos tornamos, para desgosto das pessoas que realmente amam esse clube, aquilo que há de mais detestável no futebol. Somos atualmente um clube extremamente ELITISTA, BRANCO, CONSERVADOR, MERAMENTE CAPITALISTA e com PENSAMENTOS PEQUENOS. Isso aliás, é a única coisa que nos separa do NAZISMO. Pensando melhor, nada mais apropriado para um clube de Lajeado, que prega esses valores como DOGMA há décadas. E que não é nada menos do que se espera de uma diretoria que vende camisas METADE INTER E GRÊMIO/METADE LAJEADENSE em pleno estádio em dia de jogo, atestando sua completa falta de inteligência e amor próprio, ou que deixa parte dos escassíssimos troféus de nossa história, por mais irrelevantes que sejam, para serem facilmente furtados após o abandono do velho estádio, deixando claro que não dão a mínima para a manutenção de nossa história e legado. Burros somos nós, apaixonados, que ousamos sonhar com um clube diferente.

Há poucos dias, enviei o seguinte email, SUPLICANDO pelo não-fechamento do clube. Contei ali tudo o que o Lajeadense significa na minha vida e de meus amigos de arquibancada, de todos os dias que perdi divulgando o clube e fazendo o que me era possível, à distância, já que não moro mais em Lajeado, para que conseguíssemos crescer e mostrar a todos que há sim, outro modo se fazer futebol. Enviei a todos os emails “@lajeadense.net” que existem (secretaria, tesouraria, presidência, futebol etc) e adivinhem? Todos VOLTARAM. Nem o servidor de emails o clube tem competência para manter.

Não cancelarei minha associação – que, aliás, me cobram um valor maior do que deveriam, sem motivo algum, e que consome DEZ POR CENTO da minha renda mensal – porque já investi muito tempo da minha vida nessa história. Porque muitas das amizades que fiz em Lajeado começaram naquele concreto torto que em breve vai se transformar em prédios residenciais. Porque não vou abrir mão do meu voto contra essa palhaçada por todas as eleições que virão. E porque, afinal de contas, mesmo com tudo o que fazem, ainda não conseguiram destruir meu sentimento. Ou porque, afinal de contas, continuo sendo um grande otário que vê e sonha esse clube diferente do que é. Infelizmente, não posso falar por todos. Na verdade, até TORÇO para que todo mundo se desassocie e transforme essa decisão esdrúxula em um símbolo do que NÃO FAZER, pois é só no bolso que é possível atingí-los.

Por sorte, moro em Porto Alegre, no Passo d’Areia, onde há um clube que, mesmo sendo também uma vergonha por sua postura sempre desleixada, reflexo de seu dono, pelo menos entra em campo e dá a sua torcida o direito de sonhar. Quem sabe, mais uns anos de decisões estúpidas como essa, e o azul do meu coração escureça. E talvez vocês fiquem satisfeitos, pois não haverá mais ninguém pra se preocupar com o que fazem ou deixam de fazer.

É nesses dias, tristes, que fica ainda maior a saudade do Lajeadense que todos conhecemos, que, com todos os problemas, fazia das tripas coração pelo simples direito de SEMPRE ESTAR EM CAMPO; que ostentava nas arquibancas, mesmo que quase vazias, lajeadenses de todas as classes sociais, raças, preferências políticas e religiões; que colocava em campo os filhos do Vale do Taquari, e não dos Sinos; que tinha uma torcida e uma imprensa com postura sempre combativa, que estimulava o debate, ao invés de ficar simplesmente passando a mão na cabeça dos alemãezinhos dominantes; que se dava ao direito de pelo menos sonhar com dias melhores, e de não ser apenas vitrine de jogador dos amigos; que sabia que futebol não era, nem de perto, só dinheiro.

É nesses dias que dá saudade do Lajeadense que tinha gente que, por piores que fossem (e alguns extrapolavam o limite humano), realmente nutria algum sentimento pelo clube, pelo seu futuro e por sua torcida. Já derrubaram o Florestal, e caminham a passos largos para derrubar todo o pouco que ainda resta.

Sempre tiveram medo e nos acusaram, enquanto grupo de torcedores (faço parte da Associação dos Amigos do Alviazul), de sermos oposição e querermos tirá-los do poder, o que nunca foi verdade. Talvez por não estarem mais acostumados a receber críticas quando faziam alguma merda, acharam que existiámos só para xingá-los. Mas sempre fomos gratos por tudo o que fizeram, reabrindo o clube, recolocando-o na primeira divisão e nos permitindo pensar que algum dia coisas melhores viriam. As críticas que sempre fizemos nunca tiveram a intenção de derrubar ou denegrir alguém, mas sim não deixar que se acomodassem e pensassem que esse era o limite.

Não posso falar por todos os torcedores, mas pra MIM – reforço que é uma opinião meramente pessoal – pelo menos, esse tempo acabou ontem à noite. Infelizmente, não consigo ver qualquer possibilidade de crescermos do jeito que a coisa está. Vai ver, realmente, era esse o limite. Conseguiram que hoje, finalmente, eu acordasse envergonhado de torcer para o Clube Esportivo Lajeadense.

Tudo isso, em geral, não se aplica ao vice-presidente, diretor de futebol, maior jogador, filho de presidente, ídolo, boa pessoa, inteligente e tudo o mais que for possível Evérton Giovanella, e o gerente de futebol também boa pessoa, com boas idéias, crítico e trabalhador Luis Fernando Hannecker, que já mostraram que são competentes e merecem crédito e apoio. E talvez ao ex-presidente Nílson Giovanella, que mesmo tendo idéias do tipo vender camisas meio-a-meio, de alguma forma é responsável por o clube ainda existir. Ao resto, mesmo que tenham boa vontade, acabou o amor.

Desculpem o desabafo longo e chato, mas eu precisava falar.

Sem nada pra fazer até 2013,

Guilherme Daroit.

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26 Respostas a Quem eles pensam que são?

  1. Maurício Klaser diz:

    Chiquinho Noveletto deve estar rindo na SEDE LINDA da FGF, cada vez mais o interior é ENGOLIDO por todo resto

    PS: façam uma pelada no antigo Florestal para enterrar tudo que vocês AMARAM do Lajeadense

  2. Franco Garibaldi diz:

    Chiquinho Noveletto, aliás, que curte dar uma banda nos shoppings (talvez para dar um confere em suas várias lojas lotadas de… vendedores? – algum dia me explicarão como um comércio dá lucro sem consumidores) vestindo camisetas de clubes da MLS.

    Sobre o Lajeadense: não dá pra conceber esse tipo de decisão. Pra que construir um estádio no CU DO MUNDO pra não jogar? Se a ideia era vender o Florestal para pagar as dívidas, que o fizessem e fechassem o clube de vez

    Ainda leio algumas vezes que “o Brasil é o país do futebol”. ACORDEM PRA VIDA, dementes! Que país do futebol, às vésperas de realizar uma copa do mundo, permite que situações como essa relatada acima aconteça, que duas de suas quatro séries nacionais simplesmente estejam paralisadas por cagadas administrativas e decisões judiciais?

    Se é pra ser assim, que acabem de vez com qualquer clube de qualquer localidade que ouse não se pintar de azul ou vermelho e permitam apenas que o esporte seja jogado na grama sintética dos poucos shopping-estádios atualmente em obras.

    Fico de cara porque vejo as coisas a contecer e me dá verdadeiro medo de que isso seja como aquele comercial antigo (joguem no youtube, jovens): “EU SOU VOCÊ AMANHÃ!”.

  3. Fred Salomao diz:

    E o futebol do interior segue indo ladeira abaixo, cada vez menos times da primeira gaúcha querem jogar o campeonato, que foi criado na teoria pra eles jogarem um ano inteiro, por não haver lucratividade.
    Daqui a pouco a copinha vira a segundona de uma vez, ou acaba, e os mesmos clubes começam a reclamar que não montam time pro ano todo porque não tem futebol o ano todo

  4. Maurício Klaser diz:

    E o pior disso tudo é que pode refletir no nível do futebol do Gauchão do ano que vem, com times formados apenas no final do ano com PACOTÕES DE JOGADORES trazidos por empresários.

    Mas não espero nada diferente de um presidente de federação que se diz ORGULHOSO em ter duas Libertadores e um Mundial na sua gestão, ainda faz PIADA com SC que tem times competindo em todas as divisões.

    A situação só piora, o que resta é a gente que é DEBIL DEMAIS para aceitar essa nova realidade.

    UM DIA, venceremos

  5. Daniel diz:

    A falta de dinheiro é um baita problema, mas a falta de ambição é ainda maior.

  6. luizkochhann diz:

    direção do Ypiranga tem reunião hoje.
    pelo que ouvi falar, decisão será a mesma (fechar as portas) e desculpas (guardar dinheiro para o ano que vem) serão as mesmas.
    triste.

  7. Gustavo diz:

    To muito afim de cancelar meu título. To muito afim de, no gauchão, torcer pros visitantes. To muito afim de o estádio novo estar construído em cima de uma falha sismica, de ser engolido por um terremoto de 500 pontos de magnitude na escala richter levando junto o presidente, o diretor de marketing e o noveleto. To com vergonha desse time. Mas esse não é o meu time. Em 2012 meu time não entrou em campo. Em 2012 meu time não existiu. 2012 não existiu, nem existe. O mundo acabou em 2011, em novembro, junto com o futebol.

  8. Maurício Brum diz:

    É excelente que esse texto tenha entrado pouco depois do meu, pra PROVAR QUE ESTOU ERRADO (ns). Não. Para provar que cada clube tem as suas individualidades e não podemos generalizar a situação e as escolhas de um ou de outro.

    Penso que, ao contrário do São Luiz, que parece estar esquecendo que ainda joga a própria sobrevivência, de fato o Lajeadense poderia sim buscar essa manutenção do futebol pelo resto do ano. Financeiramente é um clube mais bem SITUADO, e já existia um projeto nesse sentido. Acima de tudo: se venderam até a cancha, se anularam as dívidas e prometeram fazer do clube MAIS DO QUE ELE ERA, que raio de ~~evolução~~ é esta que fecha o Lajeadense num momento em que ele vinha ficando aberto? Isso até serve bem para fortalecer meu argumento contra a nova cancha do São Luiz, que sozinha não é garantia de crescimento algum, e pode até servir para reverter o tal crescimento que o clube tem buscado lentamente.

    O que me parece que ninguém discorda é que a Copa FGF é um torneio desinteressante para o torcedor na maior parte do tempo, e financeiramente é um desastre. Algo como ela, uma competição que classifique pros torneios nacionais e mantenha os clubes ativos além do Gauchão, é imensamente necessário – mas no formato atual ela se torna cada vez menos VIÁVEL. Tirando os clubes que construíram um orgulho e identidade extremos por seguir em atividade – em especial os pelotenses -, mais cedo ou mais tarde o pessoal PULA FORA.

  9. andré diz:

    daroit vestiu a camisa de jornalista sério e analítico ao mesmo tempo que não deixou a (esterilidade) imparcialidade de nossos estimados colegas o contaminarem. se o clube do seu coração não tem futuro, seu estimado blog (e extendo o elogio a todos os que aqui escrevem) possuem, pelo menos, um legado do qual se orgulhar.

    e sem precisar de cotas televisivas para sobreviver.

    parabéns e obrigado por existirem.

  10. Daniel diz:

    A Copinha é uma piada. Regulamento formaludo dadaísticamente.
    Foi legal quando foi lançada pela novidade, mas logo se mostrou insustentável.

    Só que é o que a casa oferece, ou joga-se ela ou não joga-se nada…

  11. beretta diz:

    Tchê, essa daí eu não esperava. Que troço absurdo, tinha certeza que o Lajeadense tava BEM DAS PERNAS mas pelo visto eu não entendo nada mesmo de futebol.

    Enquanto isso, segue a felicidade por ter dois times em série A, sendo que nenhum vai ganhar algo esse ano fora o Gauchão.

  12. Cauê B diz:

    #2

    meu papel de parede, sério.

  13. Gralha diz:

    Putz, lamentável.

    Se os gestores dos clubes não se importam em DESLIGA-LOS durante mais de seis meses, como querem que as comunidades se identifiquem com eles depois?

  14. Sancho diz:

    Eu nunca consegui descobrir se o futebol do Interior morre por homicídio ou suicídio. Talvez seja pelos dois motivos.

    E dizer que há menos de vinte anos, em 1994, fez-se um Gauchão de ano inteiro porque os clubes não queriam fechar as portas…

  15. Sancho diz:

    Não nos matarão:

    http://www.blablagol.com.br/como-fazer-um-estadual-que-valha-a-pena-versao-rs-16185

    P.S.: Na boa, que fechassem o futebol profissional e inscrevessem o clube nos torneios amadores da região. Mas, fechar as portas, jamais! O mesmo vale para o São Luiz.

  16. Fábio Klaus diz:

    Tchê, essa diretoria só pode estar de brincadeira ou falcatruagem… Os caras só fazem MERDA !!!! Primeiro aquelas camisas meio lajeadense/dupla grenal agora fecham o clube pra jogar só o gauchão do ano que vem…. VÃO TOMAR NO RABO !!!! E os trouxas aqui pagando mensalidade ainda…. é brabo….

  17. Acho que fiz bem nas pessoas que abstive das reclamações. Éverton Giovanella mandou a real sobre a desistência do clube na Copinha em entrevista pra Independente, sem demagogia. Começo a ficar um pouco mais aliviado com o futuro do clube: http://www.independente.com.br/player.php?cod=25680

  18. O foco do clube deveria ser trazer torcedores pra perto, aproveitando o potencial de crescimento não só em lajeado como em Estrela (afinal “lajeado é apenas um bairro da grande Estrela” Wildner, Wander (2012) das cidades vizinhas e tals. No entanto se opta por resumir meio ano do clube a uma participação de alguns jogadores da base na copa BH pelo time de pedro leopoldo.
    Fim de ano amargo.

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  20. Vinícius Fontana diz:

    Eu ficaria muito feliz de torcer o ano inteiro pela SER Panambi, e com alegria maior ainda escrever sobre as suas GLÓRIAS (que só tem ocorrido em confrontos contra o quase freguês de Vacaria, infelizmente)! Porém, temos que nos conformar com a situação: se equipes de cidades com grande poderio e tradição no futebol, como Lajeado, não conseguem manter uma equipe o ano inteiro, muito menos Panambi. No entanto, eu sempre me questiono sobre a falta de gestores de verdade no futebol. Somos todos torcedores, apaixonados pelo clube e que queremos dar o nosso melhor a ele. Porém, a gestão de torcedores não é suficiente, falta a habilidade política e economica que alguns clubes quase sem tradição conseguem manter, e que tenho certeza que eu também não tenho. Claro que ambas as partes são importantes: gestão sem torcida é São Caetano, torcida sem gestão é Sta Cruz de Recife.

    Acho que é possível para um time jogar todo o ano, mas há uma ampla lista de requisitos que a SER Panambi não vai preencher se não tiver a gestão necessária e o APOIO das instituições oficiais, especialmente da FGF, que colabora para manter o Status quo dos grandes de POA.

    Pronto, também desabafei :P

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  24. SOU DE PANAMBI E PRA MIM JA E DIFICIL FICAR UM SEMESTRE SEM A SER IMAGINA VOCES AI SEM O LAJEADENSE BOTE DIRETORIA FRACA NISSO DE QUE ADIANTOU FAZEREM NOVO ESTADIO? ESTADIO NAO GANHA JOGO LEMBRO QUE ALGUNS ANOS ATRAS QUANDO IAMOS JOGAR AI OU VOCES VINHAM AQUI DAVAM JOGOS BEM PARELHOS SE OLHARMOS AS FOLHAS DE CADA TIME A DE VOCES DA UMAS DEZ VEZES MAIS DOQUE A NOSSA NAO DA PRA INTENDER. TORCEDOR QUER VER O TIME EM CAMPO NEM Q SEJA UM TIME DE BAIXA QUALIDADE TECNICA MAS QUE TENHA GARRA SINTO MUITO POR VOCES GOSTO DE IR AI PQ VCS NUNCA DESMERECERAM NOSSO TIME DIFERENTEMENTE DAQUELES HIPÓCRITAS DE VACARIA ATE OS RADIALISTAS DE LA QUE SEMPRE QUANDO DAVA UM GOL DO GLORIA DIZIAM QUE TUDO ESTAVA EM SEU DEVIDO LUGAR SO QUE ELES ESQUECERAM QUE NUNCA GANHARAM NADA EM CIMA DE NOS E SO PERDERAM DE GOLEADA LA DENTRO ESSES SIM MERECEM FECHAR AS PORTAS OQUE VOCES TEM QUE FAZER E PROTESTAR E SE PUDEREM SE DESASSOCIAR. UM ABRAÇO A TODO POVO DE LAJEADO E ATE MAIS

  25. Régis diz:

    Só digo uma coisa, fazer futebol longe de Porto Alegre é difícil, o ano inteiro então, quase impossível.

    Mas o Lajeadense com aquele novo estádio só jogar Gauchão é brabo, jurava que tinham um plano pra estarem seriados em médio-prazo…

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