Série A2 – Brasil-Pel 1 x 0 São Paulo-RG (Estádio Bento Freitas)

A essência do bagualismo: jogada aérea e cotovelo do zagueiro na cara do atacante. Foto: Carlos Insaurriaga.

O índio ainda respira, senhoras e senhores.

A partida de ontem à noite, no estádio Bento Freitas, poderia selar o fim do objetivo maior do Grêmio Esportivo Brasil: retornar à elite do campeonato gaúcho. Competição que deixou de disputar em 2009, após trágico acidente. Porém, o rubro-negro pelotense conseguiu mais três pontos. Igual a uma fênix, o Brasil vai ressurgindo das cinzas.

O Brasil, de Pelotas, enfrentou o rival da cidade vizinha, o São Paulo, de Rio Grande. Foi para cima, buscando o gol. A vontade era tanta que o tento saiu aos quatro minutos de jogo. O matador Marcos Denner abriu o placar depois de jogada tabelada. Festa da torcida Xavante na Baixada!

Enquanto isso, eu estava na sala de aula. O tempo correndo, o Brasil vencendo e eu não podendo sair. Consegui livrar-me das garras da universidade quando o segundo tempo começava. Corri feito um louco fugindo do hospício; ou como um perdido no deserto do Saara indo em direção a uma latinha de Fruki. Mal cheguei à frente do Bento COLOSSO Freitas e ouvi a torcida gritar. “PÊNALTI!”, berrou o narrador em meus fones de ouvido. Porém, o juiz nada havia sinalizado.

Fiquei atrás da meta defendida pelo goleiro do São Paulo de Rio Grande. Ao meu lado esquerdo, em bom número, a torcida rubro-verde. Preferi assistir ao jogo em frente ao alambrado. Desta vez, não quis as arquibancadas. Em pouco tempo percebi que o jogo estava nervoso e bastante aguerrido. O time da casa buscava contra-atacar, enquanto o visitante insistia nas bolas áreas, principalmente nos escanteios. Nenhum estava tendo muito sucesso em suas ações. O Brasil não acertava o contragolpe e o São Paulo não marcava. Os treinadores mexeram: mais um zagueiro ao rubro-negro e mais um atacante ao rubro-verde. As intenções eram claras.

Massa Xavante aliviada com o triunfo tal como bagual após ir no ESTRIBO domingo de manhã. Foto: Carlos Insaurriaga.

Felizmente a nós, Xavantes, o resultado se manteve até o fim. O Brasil venceu por 1 a 0, chegou a nove pontos ganhos, respira e sonha com a classificação à próxima fase. As coisas ainda estão muito complicadas, mas enquanto houver esperança haverá luta!

O Brasil folga na próxima rodada. A nova decisão acontecerá apenas na quarta-feira (20), fora de casa, frente ao xará Brasil de Farroupilha. Oremos.

FICHA:

Brasil-Pel: Luiz Muller; Tiago Rannow, André Ribeiro, Fabiano Eller e Tiago Saletti; Leandro Leite, Dione, Wender e Têti (Alex Amado); Marcos Denner (Alex Goiano) e Willian Koslowsky (Jonas). Técnico: Rogério Zimermann. 

São Paulo-RG: Willian; Mateus, Teda, Cirilo (Caçapa) e Marciel; Bocha (Dangelo), Alex, Maicom Sapucaia e Anderson Ijuí; Robert e Juliano (Tainã). Técnico: Rudi Machado. 

Cartões Amarelos: Tiago Rannow e Willian Koslowsky (Brasil); Mateus, Cirilo, Alex, Maicom Sapucaia e Dangelo (São Paulo). 

Gol: Marcos Denner (Brasil). 

Arbitragem: Anderson Daronco, auxiliado por Júlio Cezar dos Santos e Paulo Ricardo Conceição.

“Em busca do (quase) impossível”,

Pedro Henrique Costa Krüger

Publicado em Brasil de Pelotas, Divisão de Acesso 2012, São Paulo-RG com as tags , , , . ligação permanente.

4 Respostas a Série A2 – Brasil-Pel 1 x 0 São Paulo-RG (Estádio Bento Freitas)

  1. beretta diz:

    Fabiano Eller e Thiago Saletti, como é bonito esse mundo dando voltas.

    E sério, o São Paulo tem um jogador chamado BOCHA, maior escalação possível.

  2. Xavante diz:

    E hoje mais duas batalhas extra-campo. Julgamento do mérito do agravo contra CBF/STJD em Porto Alegre e reunião com o Zé das Medalhas no Rio. Se eu gostasse de moleza ia torcer pro Barcelona.

  3. Maurício Klaser diz:

    Além do BOCHA ainda tem o CIRILO, que time

  4. Foi um belo clássico. E o Fabiano Eller mostrou que ainda sabe o que faz. Amém!

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