Série D – Metropolitano/SC 2 x 1 Juventude (Estádio do SESI)

Na verdade, o título deste post deveria ser “a arte de EMPAÇOCAR um time”. Afinal de contas, foi isso que Luiz Carlos Martins, treinador do Ju desde o final de abril, fez para a estreia na tão aguardada série D.

Apesar da competição ser daquelas de TIRO CURTO, um resultado ruim, ainda mais jogando fora de casa, não era algo inesperado pela papada nesse início. Quem havia acompanhado ao menos um dos amistosos preparatórios anteriores, já tinha dimensão do parto de bigorna que viria pela frente. Mas a esperança (ah, sempre ela…) forçava o torcedor a acreditar que ao menos um pouco de evolução e mecânica de jogo seriam vistos em campo.

Ledo engano. O treinador, que se caracterizava por montar um time bizarro no primeiro tempo dos preparativos para, na segunda etapa, trocar os onze e melhorar em campo, resolveu radicalizar. Mexeu em todos os setores de sua escalação inicial tradicional, sacando o zagueiro Marco Tiago, o meia Cícero e REI ZULU para, em seus lugares, começarem jogando Diogo, Marcel e João Henrique. A formação teria sido testada em dois míseros coletivos do final da semana.

Em menos de meia hora de jogo, o Metropolitano já abria dois gols de vantagem, fora as chances desperdiçadas. Ok, houve um pênalti não marcado pro Juventude no final do primeiro tempo, mas o time estava tão perdido em campo que sequer se antenou que Nílson Sergipano, do Metrô, havia recebido seu segundo amarelo e seguido em campo.  A situação era tão clara que inclusive a imprensa local confirmava o duplo cartão. Por sorte, o trio de arbitragem foi informado do erro e o jogador foi devidamente expulso na volta pro segundo tempo.

Com a vantagem de um homem e a troca de três jogadores (já que 11 não dá em jogos oficiais, né Martins…) – saíram Raulen, Marcel e João Henrique para a entrada de Raul, Alan e Zulu – o Ju mudou da água para o vinho e chegou a perder um gol antes que Jonatas Belusso sofresse pênalti, a 3 minutos, que ele mesmo cobrou para descontar o placar. Daí em diante, o que se viu foi pressão do Juventude e retranca do Metrô para segurar o resultado, situação que se neutralizou com a expulsão de Alberto, do Ju, já próxima do final do jogo.

Conclusão geral: não era um jogo pra perder. “Méritos” ao treinador papo, que empaçocou seu time, já de poucas luzes. Agora, vencer o Xavante no próximo domingo, no Jaconi, virou mais obrigação que o normal. Ao treinador Luiz Carlos Martins, um apelo: tente ao menos não atrapalhar. Já é um começo.

Ficha técnica:

Metropolitano: Flávio; Nequinha, Thiago Couto, Ribamar e Rodrigo Ninja; Alex Albert, Nílson Sergipano, André (Cláudio) e Felipe (Renan); Rafael Costa e Pantico (Andrei). Técnico: César Paulista

Juventude: Follmann; Raulen (Raul), Marcio Garcia, Diogo e Júlio César; Rafael Pereira, Alberto, Nem e Marcel (Alan); Jonatas Belusso e João Henrique (Zulu). Técnico: Luiz Carlos Martins

Gols: Pantico, Rafael Costa (Metrô) e Jonatas Belusso (Juventude).

Cartões amarelos: Pantico, Flávio e Rafael Costa (Metrô); João Henrique, Jonatas Belusso e Diogo (Ju). Cartão vermelho: Nílson Sergipano (Metrô).

Arbitragem: Daniel de Souza Macedo, auxiliado por Andrea Marcelino de Sá e Silbert Faria Sisquim (trio do RJ).

Se agarrando à esperança (que insiste em se desgarrar),

Franco Garibaldi (@francogaribaldi)

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