A um ano dos cem, o verde é de pouca esperança

29 de junho de 1913. Trinta e cinco jovens apaixonados por futebol fundam o Esporte Clube Juventude. 29 de junho de 2012. No dia em que completa 99 anos, milhares de papos de todas as idades se perguntam: qual o FUTURO do nosso Juventude?

Os últimos anos foram duros para a papada. Após uma era dourada do clube, quando os títulos da Série B nacional, Gauchão e Copa do Brasil indicavam uma afirmação concreta do Juventude como terceira força do estado, tudo RUIU. Durante algum tempo, mesmo após o fim da parceria com a Parmalat, o clube ainda conseguiu se manter de forma decente entre os grandes. Mas foi o que também ajudou a comprometer suas finanças.

O dinheiro da multinacional, que se não era uma fortuna, ajudou muito o Juventude a fazer bons times e aumentar sua estrutura, sendo fundamental no crescimento gradual do clube até o final da década de 90. Porém, gestões atrapalhadas, menor aporte financeiro de patrocinadores e a falta da consciência de que, sem aquela parceria, era preciso um CHOQUE DE REALIDADE, readequando o Papo dentro de seu atual momento.

A já citada permanência na elite brasileira por mais alguns anos após o fim da parceria custou caro. Diferente dos times de ponta, o dinheiro da televisão para os clubes do fim da fila era baixo para a necessidade de fazer um time para ao menos se manter na Série A. O rebaixamento para a segunda divisão em 2007 e o endividamento decorrente dos últimos anos levaram o clube a, inclusive, vender sua sede campestre. Daí a entrar na VERTIGINOSA espiral de fracassos que culminou com a queda para a QUARTA divisão do futebol brasileiro, onde sequer há garantia de permanência no ano seguinte mantido o atual formato de disputa…

Enfim, hoje o Juventude completa 99 anos. Em 2013, chega aquele momento emblemático para todo clube de futebol: um século de vida. O que podemos esperar? Após a queda ao último nível do futebol brasileiro, a proposta era sempre “devolver o Juventude ao seu lugar”, mantra entoado até mesmo pelos boleiros que sequer ligação com o clube ou a cidade possuem. Antes era ao menos voltar para a B, hoje já se aceita voltar para a C, cuja forma de disputa e televisionamento já ajudariam bastante.

Mas será que ao menos isso poderá a papada comemorar no próximo aniversário? A não ser que a coisa mude de figura, e rápido, não me parece que o atual cenário aterrador se altere. Se no ano passado, com o time consolidado e melhor campanha geral na competição, o time morreu no primeiro mata-mata, 2012 não parece ser o ano do Ju. Após um estadual sofrível, passando por uma eliminação bisonha na Copa do Brasil, tudo precisou ser mudado, mas não parece que pra melhor.

Na ânsia de acelerar o processo, o grupo foi montado à imagem de seu novo treinador. Jogadores chegaram às pencas, a maioria vindas do interior paulista, berço do novo comandante. Mais de 45 dias foram dedicados a treinamentos para, às vésperas da estreia, tudo ser alterado. O resultado, no campo, não poderia ser diferente. Agora, toda a esperança é concentrada no jogo deste domingo, contra o Brasil de Pelotas, no Alfredo Jaconi.

Não resta outra opção a não ser a vitória. Uma vez mais, o time é alterado, mais à feição do que a direção, que alterna entre falta de RUMO e falta de PULSO, pra não falar em falta de CONHECIMENTO, e torcida esperam ver em campo. Mas, ao menos até o final da tarde do próximo domingo, o medo continua. Todos estão conscientes que mais um fracasso pode representar mais um ano perdido, mais um ano de esperanças frustradas. Até quando?

Desejando de presente nada mais que um sopro de esperança no domingo,

Franco Garibaldi (@francogaribaldi)

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10 Respostas a A um ano dos cem, o verde é de pouca esperança

  1. Natan diz:

    Buenas!

    Tenho um apreço pelo Juventude por razões familiares, enfim.

    Mas, tem uma coisa que observo na dupla CAJU que é uma mania LASTIMÁVEL de se IMPORTAR treinadores aleatórios de RJ/SP. Esse cara que tá no Ju agora é só mais um exemplo, me lembro de ver Juninho Fonseca, Roberto Cavalo, Raul Plassmann, Lazaroni, entre outros no comando da dupla caxiense. Ante esses caras, penso que seria sempre mais prático, barato e mais efetivo se apostar no pessoal daqui.

    Falei e assino embaixo, CABRAL MODE: ON

  2. #1

    Cara, concordo contigo nisso. Talvez por alguns que tenham tido sucesso vindos de fora, tipo o Heron Ferreira, com quem subiu da B pra A, fora algumas campanhas no brasileirão, com Leão e Ricardo Gomes, por exemplo, essa ideia tenha vingado. Não sei se contou pra isso também alguma safra fraca de treinadores gaúchos nesse período, não considerados “aptos” a pegar um time então na elite.

    O fato é que seus maiores títulos foram com gaúchos (Lori Sandri e Walmir Louruz). E acho que, especialmente agora, tendo que voltar a ter uma identidade adequada à realidade, investir nos treinadores daqui seria o mais adequado.

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  4. Marcelo Cougo diz:

    É a maldição de Fernandão!!

    Depois que o presidente do juventude tirou onda do Fernandão (perda da bola no último minuto de jogo, Ju 1 X 0 Inter) depois do 1° jogo da final do gauchão em 2008, veio o 8 x 1, com direito a gol do Clemer (Chicão)!! Daí foi a ladeira…Em 2013 será NENHUMA divisão!!

    Parabéns pelos 99 anos!

  5. Matheus diz:

    Off Topic total, mas enfim:

    Coloradagi pode me dizer se o Ceará, ala direito, é bom?

  6. matheus diz:

    #5

    muito bom defensivamente, e se não é o apogeu da técnica na lateral direita, compensa suas carências com empenho. também não é de abrir a boca e ficar se falastreando, gosta de trabalho, isso é, ANTES de ir se fresquear na europa, agora já não sei… os caras vão pra lá e viram umas bichas…

    e como que tu não sabe, cara? NÃO VIU O JOGO (inter x barça) ????????????? hehehehhe

  7. matheus diz:

    e era afudê o juventude na série A… me lembro que no ano da glória de 1997, inter e ju classificaram juntos (2º e 8º)

  8. Murilo diz:

    Que pena que o time do juventude não impõe mais o respeito de outrora.

    Mas domingo, Juventude X Brasil, de Pelotas, será um grande jogo. Duas equipes de grandes façanhas, em momentos muito difíceis.

  9. Sancho diz:

    Eu estive no Jaconi na semifinal do Estadual de 98 contra o Brasil.

  10. Natan diz:

    #2

    Bah Franco, é verdade sobre os treinadores que tu citaste, tanto que até conversando com minha amiga vascaína, falei pra ela que o grande trabalho feito pelo Ricardo Gomes antes do Vasco tinha sido o Juventude.

    Abraço!

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