A convicção no equívoco. De novo?

Tá FEIA a pegada. Três rodadas já jogadas pela série D e nada faz com que a papada tenha alguma certeza da classificação do time pra fase eliminatória da competição. A equipe não evolui coletivamente. Apesar da coliderança de seu grupo ao lado do Brasil, ambos com um jogo a mais que os demais, confiança é artigo raro no Jaconi.

O treinador Luiz Carlos Martins, a cada entrevista dada, repete o MANTRA de que “a equipe é nova e o tempo de preparação foi insuficiente”. Não vou mais entrar no mérito disso. Se 45 dias de preparação, tempo maior do que normalmente se tem para uma pré-temporada de início de ano, são insuficientes, talvez o problema esteja no método de trabalho. Ponto.

E isso se reflete em campo. Três jogos e nenhuma repetição de escalação. Seja por suspensão ou opção tática, Martins não consegue dar um mínimo padrão tático aceitável para a equipe. Diz que gostaria de contar com alguns jogadores de sua confiança, mas que suas contratações não foram possíveis. Cita Mano Menezes, como se o torcedor devesse se conformar com o panorama. Se nem a seleção, que pode contar com quem quiser, consegue bons resultados, no Juventude não seria diferente, né? Não, Martins. Não é por aí MESMO.

Grande parte da renovação do grupo foi feita com a vinda de jogadores do interior paulista, HABITAT do treinador, que os indicou. Os demais vieram do mercado gaúcho, contratações pouco ou nada contestadas. À exceção talvez do Brasil, que disputava a Divisão de Acesso por aqui, boa parte dos adversários encararam a mesma parada provocada pela pendenga judicial que envolveu as séries C/D e, até mesmo, reformularam seus elencos. Então essa desculpa do treinador não cola. MESMO.

O grande medo da papada é perder mais um ano. Não como aconteceu no ano passado, em que tudo indicava que o acesso era possível pela campanha na fase de grupos e, no mata-mata, a esperança foi pro saco (porém dentro do compreensível para uma fase nesse estilo, que não admite erros). O receio é que o fatídico 2010 se repita, quando a direção COMEU MOSCA deixando o a barca afundar no comando de Osmar LOST, trocando o treinador quando já era tarde e o poço da QUARTA divisão já era nítido.

O grande momento para uma mudança de rumo era agora. Após o empate com o Mirassol (0 a 0 fora de casa) no último domingo (08/07), o Juventude folgará na próxima rodada (15/07), receberá o Arapongas no dia 22/07, folgará novamente na 6ª rodada (29/07), voltando a jogar o returno do grupo, sem novas paradas, só no dia 06/08. Praticamente um mês inteiro. Tempo suficiente para o um treinador menos ZOMBETEIRO encaminhar a equipe para a classificação entre os dois que seguem para os mata-matas. E tempo mais do que suficiente para até mesmo marcar um amistoso contra os argentinos do Independiente, unindo preparação e marketing, coisa que Novo Hamburgo e Pelotas já se ANTENARAM de fazer.

Mas já sabemos que isso não vai acontecer. O que efetivamente acontecerá é a chegada de alguns reforços, já veladamente anunciados pelo presidente Demore após o empate em Mirassol. Chegam o atacante Rodrigo Dantas, vindo do CRB, e com passagem RELÂMPAGO pelo Brasil de Pelotas em 2010. Aliás, no maior estilo SÉRGIO MALLANDRO de pegadinhas, o vice de futebol Guiotti aplicou que o jogador estaria “preparado e jogando”. Rápida pesquisa no ORÁCULO da internet revela que Dantas se desligou do CRB por estar esquecido e não ser aproveitado pelo atual treinador do clube alagoano. Ou seja, MENOS, Guiotti.

Outros dois possíveis reforços são o meia Diogo Oliveira, meia que jogou no Veranópolis no último COSTELÃO e o eterno Adriano CHUVA, atacante revelado no Ju no final dos anos 90. Oliveira depende apenas dos exames médicos e físicos para assinar, enquanto Chuva está apalavrado mas precisa conseguir a liberação de seu clube na Coreia do Sul, com o qual estaria atritado (Atualização: os reforços devem parar em Diogo Oliveira e Rodrigo Dantas mesmo).

Seguindo com a vida de contar mais com a sorte do que com treinador e direção,

Franco Garibaldi (@francogaribaldi)

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4 Respostas a A convicção no equívoco. De novo?

  1. Sancho diz:

    Depois daqueles 8-1, o Juventude nunca mais recuperou o Norte.

  2. Eduardo diz:

    Fico surpreso com essa má campanha do Ju na D, embora a liderança da chave.

    Em que pese o 7×0 levado no Beira-Rio, o time havia deixado boa impressão – ao menos pra mim – no campeonato gaúcho.

    Fez um primeiro turno interessante com o Picoli, onde só não foi para a final pois levou gol no apagar das luzes pro NH.

    Além disso, teve jogadores de destaque como Zulu, Belusso e tinha um carequinha na meia cancha que agora me foge o nome que ditava o ritmo do time.

    Se for o caso, que se troque o treinador! Vamos, Ju, força ao futebol gaúcho.

  3. Franco Garibaldi diz:

    Deve ser o Leo Maringá esse carequinha. Mas ele só entrou no time mais no segundo turno, pois vinha de lesão no joelho ainda no final da temporada passada.

    A questão é que nada justifica não haver ainda um padrão de jogo, tendo havido tempo pra isso e os jogadores que chegaram sendo escolhidos na maioria pelo próprio treinador.

    Foda que o tiro é curto, só classificam 2 e, sem esse padrão de jogo, não há como se estabelecer uma relação de confiança entre torcida e time.

  4. Pingback: Série D – Juventude 0 x 0 Arapongas/PR (Estádio Alfredo Jaconi) | Toda Cancha

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