Marília: esquizofrenia define

Hoje o Cerâmica A.C. enfrenta o time da terra dos Transportes Aéreos Marília. Depois de sofrer um revés como local, contra o Cianorte/PR, por 1 a 2. É a segunda viagem do CAC ao interior de SP, na outra ocasião o quadro de Gravataí foi derrotado pelo Mogi Mirim, na primeira rodada da D Nacional. Preocupados com as ARAPUCAS da TERRA DAS BANDEIRAS, confiamos ao Fernando CESAROTTI a missão de ESPIONAR o adversário ceramista e o vivente nos deu o SERVIÇO completo.

Adversário do Cerâmica neste sábado, às 19h, no Estádio Bento de Abreu, o ABREUZÃO, o Marília pode até ser uma das forças mais tradicionais do interior paulista, tem uma camisa forte, um nome e tudo o mais, mas falemos claramente: sua presença na Série D em 2012 é uma aberração. No primeiro semestre, o time disputou a Série A3 do Paulista, ou seja, a terceira divisão, e não conseguiu o acesso. E só tem a vaga na quarta divisão do Brasileiro porque até o ano passado se manteve a duras penas na Série C, o último dos resquícios de seus momentos de glória – que chegaram ao auge em 2003, ano em que o time foi à fase final da Série B e ficou a apenas cinco pontos de estar na primeira divisão do futebol brasileiro.

Passados nove anos, a situação do time hoje é catastrófica. O clube está uma zona, e a maior prova disso foi a demissão do técnico Betinho logo após a derrota na estreia, um 6 a 0 vergonhoso diante do Cianorte, no Paraná. É ou não é uma decisão muito inteligente? Você mantém o técnico comandando o time por dois meses sem jogar, por causa da confusão envolvendo o Treze, mesmo descontente com o desempenho dele, afinal a missão do acesso no Estadual não foi cumprida. Você vê que o ambiente não é bom, que o grupo está dividido, que há “donos” do time que não aceitam os reforços que chegam.

Você não faz nada. Deixa o barco correr, leva um chocolate na estreia e, voilá, demite o técnico. Betinho, um boa-praça, meio habilidoso e de algum sucesso nos anos 80 com as camisas de Juventus, Palmeiras e Cruzeiro, deu lugar a Guilherme Alves, ninguém menos que o ex-atacante goleador, vice-campeão brasileiro por Atlético-MG e Corinthians, conhecido tanto pela qualidade na área como pela barriguinha (cada vez mais) proeminente e pela imprudência no trânsito.

Fruto da terra, Guilherme é nascido em Marília, defendeu o clube nas categorias de base (profissionalizou-se no São Paulo, na mesma geração do Amigo do Pernalonga) e andava cobiçando o cargo de Betinho, visto que assumiu dizendo que “conheço bem o time, acompanhei vários treinos”. Em campo, porém, pouca coisa mudou: o time perdeu em casa para o Mogi Mirim e fez seu primeiro pontinho num empate contra o Concórdia.

Para completar a zona, o time não abriu mão de disputar a Copa Paulista, torneio que movimenta os clubes do Estado desocupados no segundo semestre – talvez consciente de que sua vida na Série D será curta, precaveu-se para tentar beliscar uma vaguita na Copa do Brasil de 2013. O problema é que, para jogar as duas competições ao mesmo tempo, o MAC inchou seu elenco e arrumou até um técnico reserva, Luiz Andrade, para comandar o time “alternativo”, que estreou na Copa Paulista perdendo por 1 a 0 para o América, em Rio Preto.

Neste fim de semana, a torcida terá a chance de ver o time em campo duas vezes em menos de 24 horas: depois de pegar o Cerâmica, às 19h de sábado, o time reserva joga contra o Santacruzense, no INFAME horário das 10h de domingo, pela Copa Paulista.

Ok, Cesarotti, enrolou, enrolou e agora diga: qual o time que joga contra o Cerâmica? Pois é, não sei. Nem o Guilherme sabe, provavelmente. Depois da derrota dos reservas no sábado passado, ele reclamou que os jogadores “perderam uma oportunidade”, mas no dia seguinte puxou dois dos jogadores, o zagueiro Júlio César e o volante Negretti, para o time titular e ambos devem encarar o Cerâmica. Ou seja, o MAC deve entrar com um time desentrosado, desorganizado e pronto para dar mais um vexame, para tristeza de sua apaixonada e cada vez mais desconfiada torcida. É uma chance de tanto para o Cerâmica faturar três pontos fora de casa e tentar embalar rumo à segunda fase. Se perder, serão pontos que farão falta, muita falta.

As fotos são do site oficial do MAC.

Direto da roça,

Fernando Cesarotti

Publicado em Além-Torres, Cerâmica, Série D. ligação permanente.

2 Respostas a Marília: esquizofrenia define

  1. Leo Maniçoba diz:

    O que acontece no Marília tem nome e sobrenome: Hely Biscaro.
    Esse cara foi presidente do Marília no final da década de 90, quando o time despencou da primeira para a quarta divisão paulista.
    Quando a empresa American Sport entrou e Biscaro saiu, o clube conseguiu retornar para a elite de SP e quase foi para a Série A do Brasileiro.
    Mas aí a AS saiu e Biscaro voltou, destruindo tudo oq a empresa fez.
    Só mesmo um site de futebol do interior paulista o defende.

  2. Zezinho diz:

    Bah, O MAC era uma das forças da Segundona há menos de uma década, sempre fazendo times encardidos. Agora tá nessa draga toda =/

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