Foi-se o Martins. E agora?

Era pro outro lado, Martins... (foto: Pioneiro)

Demorou, mas nasceu. Após meses perdidos na preparação e na disputa da competição mais importante do ano para o Juventude, a direção do clube viu-se forçada a cair em si. Com tempo de sobra para trabalhar, apesar dos RESMUNGOS, Luiz Carlos Martins não disse a que veio e já se foi – de mala e cuia – para de onde jamais deveria ter vindo.

Quem acompanha os passos do Ju por aqui já sabe da história, mas vamos lá… Anunciado no final de abril, Martins foi abençoado pela ESPARRELA jurídica que postergou o início das séries C e D. No total, foram exatos 54 dias de preparação até a estreia no nacional, tempo que qualquer treinador agradeceria de joelhos chorando de emoção.

Fala uma coisa, faz outra (foto: Edgar Vaz)

Tudo jogado fora. Treinou por semanas um time, mudou tudo na estreia contra o Metropolitano fora de casa e perdeu o jogo. Daí em diante, mais bagunça. A cada partida, uma escalação. Jogadores que treinavam no time de cima sequer relacionados para a partida. Isso sem falar da pobreza tática do time, que fazia qualquer adversário virar um Chelsea, dentro ou fora de casa. Mirrados 41,7% de aproveitamento no primeiro turno da competição. Força ofensiva ridícula, atenuada apenas pelo NADA criativo vindo da meia cancha.

Finalmente, após o empate do último domingo, em casa, fez-se a luz nos gabinetes do Alfredo Jaconi. Talvez tenham percebido que este semestre coloca o clube na mesma situação de 2011: ou sobe para a disputa da série C 2013 – quando se completarão 100 anos de sua fundação – ou sequer calendário garantido haverá. Após toda uma segunda-feira (23/7), finalmente saiu alguma informação do CONCLAVE papo: Martins era passado.

Fica pra próxima, Argel (foto: Diário Catarinense)

Num lance OUSADO para os atuais padrões financeiros do clube, o nome de Argel, recém demitido do Figueirense, mas de boas campanhas como BOMBEIRO pelos clubes onde passou, ganhou a ficha 1. Porém, a pedida salarial (R$ 70 mil mensais, sendo que recebia R$ 150 mil em SC, na série A) e o tempo de contrato (até o final de 2013), uma vez que o treinador quer desvincular-se da imagem de CLAUDIO DUARTE 2.0 inviabilizaram o negócio, que se arrastou até a noite da última terça-feira. Como aceitar tais termos com a possibilidade real de ter apenas a AUTO-SABOTADA Copa FGF no segundo semestre do ano que vem.

Vaga segue em aberto (foto: Rádio Caxias)

Agora, o Juventude corre contra o relógio tentando evitar o desespero de contratar por contratar. Houvesse a reposição imediata, o novo treinador teria duas semanas de preparação até o início do returno. Nomes seguem sendo especulados, sem qualquer confirmação por parte da direção: Luiz Carlos Winck, Paulo Porto, Rogério Zimmermann, Antônio Carlos Zago, a volta de Picoli… Carlos Moraes, auxiliar do clube, assume interinamente, porém com efetivação (até agora) descartada. A impressão que fica é a de que o clube apostava tudo no nome de Argel e agora parece não ter certeza sobre qual profissional escolher.

Enquanto isso, o tempo – cada vez mais curto – passa…

De olho no relógio enquanto acompanho o noticiário,

Franco Garibaldi (@francogaribaldi)

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4 Respostas a Foi-se o Martins. E agora?

  1. Franco Garibaldi diz:

    Aditivo SURREAL ao texto: o contrato de Luiz Carlos Martins com o Ju era até o final de setembro. Explica-se: era o final previsto da série D antes da ronha jurídica que atrasou o início da C e D.
    Após setembro, o treinador do Ju para a Copinha 2012 e Gauchão 2013 seria o Carlos Moraes, auxiliar técnico do clube.
    O que não se explica: caso o Ju subisse pra C com Martins, este não permaneceria pra jogar a C ano que vem?

  2. Franco Garibaldi diz:

    E atualizando as últimas: Carlos Moraes, de interino sem chances de assumir a confirmado até o amistoso desta sexta, contra o Noia, no Jaconi, passa a ser a bola da vez. O amistoso serviria como um teste para ele. E, diante do que foi informado no comentário acima, passa a ser o mais sensato no momento. Sem contar o maior aproveitamento óbvio das categorias de base, uma vez que foi com ele que vários pratas da casa subiram para os profissionais (e atualmente não estavam sendo utilizados).

  3. Piada cretina: Claudião está no mercado.

  4. Franco Garibaldi diz:

    Não dá ideia, Natan. Não dá ideia…

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