Copa RS – Novo Hamburgo 1×1 Sapucaiense (Estádio do Vale)

Márcio Hahn é vigiado de perto pelo adversário: novamente, o cérebro do Noia. (Foto: Elenise Martins)

No sábado, o Anilado fez seu primeiro jogo diante do torcedor na Copinha, enfrentando o Sapucaiense, que estreava na competição. Apesar da evolução mostrada em relação à primeira rodada, o Noia não passou de um empate contra o rival rubro-negro, rebaixado à Terceirona gaudéria.

Ambas as equipes entraram na cancha desfalcadas: o Noia perdeu André Sangalli por lesão e Dimas por suspensão imposta pela FGF devido a uma expulsão no Gauchão Sub-20; já o Sapo não teve três de seus jogadores inscritos a tempo na competição.

Torcida anilada comparece na Copinha: número de adeptos ainda baixo em comparação à população da cidade. (Foto: Elenise Martins)

Formatado no mesmo esquema da estreia, o Anilado começou melhor a partida e pressionando o adversário. Logo aos 5′, Diogo cobrou falta na pequena área e Wesley desviou para o gol, mas em posição irregular. Com arremates de fora da área, os comandados de Paulo Porto assustavam a meta de Eliandro.

Até que 19′, Márcio Hahn lançou Sebá na ponta direita. O jovem camisa 2 ganhou da marcação, cruzou no fedor e a zaga afastou mal. Hahn pegou o rebote e queimou o sabugo com a canhota, a bola desviou na marcação e morreu nas redes rubro-negras. Foi o 13º tento anotado pelo volante com a camisa anilada.

Após o gol quem cresceu foi o time da terra do Zoológico. Rafinha e Fusca traziam pesadelos para o sistema defensivo anilado. Rodolfo, em forte cabeceio após cobrança de escanteio, quase empatou a peleia, obrigando Sidivan à linda defesa. O Noia equilibrou as ações novamente no final da primeira etapa, com uma cabeçada perigosa de Brock e uma torneada de Wander na trave.

As ENTRANHAS do Estádio do Vale. (Foto: Chico Luz)

Para a segunda etapa, Paulo Porto tirou o volante Felipe e promoveu a entrada do jovem meia-atacante João Henrique. O jogo ficou mais franco e ambas as equipes chegavam com facilidade à meta adversária. Altieri, em arremate de fora da área, e Rafinha, na trave, assustaram pelo Sapo. Wesley, em cabeceio desviado, Gilmar, na trave e em chute de fora da área, e Sebá, em arremate de longa distância, perderam as chances aniladas.

E justamente depois de perder tais chances, o Noia sofreu o empate: Lucas recou para o goleiro Sidivan, que saiu jogando mal. O Sapo logo recuperou a bola, Fusca recebeu dentro da área e fuzilou a meta anilada, trazendo justiça ao placar.

O time da casa ainda teve chance de gol em falta cobrada por Diogo, porém o jogo acabou mesmo 1×1. Apesar da melhora em relação à estreia, comissão técnica e torcida anilada deixaram o Estádio do Vale frustadas por não conseguirem os três pontos diante do adversário mais fraco da chave.

Ficha técnica

Sidivan; Sebá, Lucas, Brock e Wander; Zaquel, Márcio Hahn, Felipe (João Henrique) e Juninho (Sato); Diogo e Wesley (Gilmar).

Eliandro; Elias, Rodolfo, Valença e Guilherme; Douglas T-Rex (Altieri), Evandro, Taffarel e Rafinha (Cláudio); Gabriel Fusca e Rafael Paraíba (Elder).

Como eles foram

Sidivan – uma bela defesa, mas um erro grave no gol de empate do Sapo. Nota 3;
Sebá – mostrou desenvoltura ofensiva na primeira etapa; na segunda etapa, sem Felipe, subiu pouco ao ataque. Nota 6;
Lucas – foi seguro na maior parte do tempo, embora tenha tido problemas com os atacantes do Sapo. Nota 5,5;
Brock – voltou a apresentar a insegurança dos amistosos. Nota 4,5;
Wander – mais desenvolto na função, meteu bola na trave e criou duas boas chances de gol em cruzamentos. Nota 6,5;
Zaquel – a trinca de volantes tem o permitido subir mais ao ataque, mas ficou devendo na cobertura aos laterais. Nota 5,5;
Márcio Hahn – o gigante de sempre: anotou o gol, marcou e armou. Nota 7;
Felipe – o mais discreto dos volantes tem dado a consistência necessária para os laterais apoiarem o ataque. Nota 6;
(João Henrique – embora afoito, mostrou a habilidade dos tempos da base. Pode ser melhor aproveitado. Nota 5,5);
Juninho – mais segundo ponta do que armador, foi o motorzinho da equipe, porém perdeu a chance de matar o jogo. Nota 5,5);
(Sato – entrou aos 28′ e pouco fez. Nota 5);
Diogo – bom na bola parada, não é o armador que a equipe precisa. Nota 5;
Wesley – involuiu em relação à primeira partida, ficou preso à marcação e perdeu gol estando livre. Nota 4,5;
(Gilmar – com um cabeceio na trave e um arremate forte de longa distância, já faz por merecer a camisa 9. Nota 6,5).

Aniladas

– O presidente Carlos Duarte não gostou da atuação, embora consciente de que o time só renderá o esperado com a sequência de jogos, e prometeu reforços em breve;

– E, de fato, dois deles já chegaram: o lateral-direito Luiz Fernando (ex-Luverdense) e o volante Labarthe;

– A contratação do volante com sobrenome de PUTEIRO é pra lá de questionável. Revelado pelo Inter, não se firmou no futebol português, foi reserva do NUNES no Grêmio e foi reserva do São José no último Costelão. Por que contratar um bugre que não conseguiu ser estagiário nas lojas da Multisom?

– Aliás, Labarthe fez parte de uma política de futebol implementada pelo então presidente do Internacional, Fernando Carvalho, de chamar jogadores da base colorada apenas pelo sobrenome, de modo a facilitar suas vendas ao exterior. Camozzato, Saletti e Sobis fizeram parte do pacote, contudo apenas o atacante rendeu DILMAS ao clube da capital.

Ainda a espera dos camisas 9 e 10 no Restaurante Portal do Noia,
Zezinho 

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5 Respostas a Copa RS – Novo Hamburgo 1×1 Sapucaiense (Estádio do Vale)

  1. Maurício Klaser diz:

    o Marcelo LABARCA (risos) rendeu até pro Inter, foi envolvido na negociação da primeira VINDA do Tinga

  2. Sandrilho diz:

    Felipe jogou muito bem o primeiro tempo, saiu com o tornozelo machucado e foi tratar (ficar de pé descalço) ali no meio da torcida. Com sua saída o time perdeu força de marcação no 2º tempo, com isso o apo veio para cima.

    O ECNH está muito bom do meio para trás, onde justamente há mais jogadores de casa.

    A saída do Vesgo serviu para posicionar o Márcio em sua posição original no meio de campo, já que o maldito Lisca estava escalando ele na lateral direita.

    E por fim estas últimas contratações só acrescentam números na folha de pagamento.

  3. Chico Luz diz:

    vi o jogo e posso dizer: o Noia jogou bem, apesar do empate. Principalmente no primeiro tempo. No segundo, tentou segurar o jogo, mas cometeu muitos erros – e o mais fatal foi o do Sidivan. Ainda assim, está na briga pela Copinha.

    E muito me honra estar presente neste sítio com um retrato. O Estádio do Vale está cada vez mais bonito.

  4. Natan Dalprá Rodrigues diz:

    Me nego a comentar algo sobre tal jogo asqueiroso, argh!

  5. Régis diz:

    Esse Sidivan é aquele que tava no Guarani, ex-Caxias?

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