Série D – Brasil-Pel 0 x 1 Juventude (Estádio Bento Freitas)

Um grande clássico na Baixada.

Em campo havia em jogo um clássico do interior gaúcho, a manutenção da briga por uma das vagas na próxima fase do campeonato brasileiro e um tabu de 17 anos sem perder no Bento Freitas para o adversário em questão, além da minha estreia dentro do gramado enquanto representante do Toda Cancha. Tudo muito legal até a derrota surgir diante dos meus olhos.

Pouco antes de a bola rolar, conheci o cancheiro Franco Garibaldi. Grande cara! Com a bola em jogo, vi o time do Juventude chegar com Zulu e levar perigo à meta rubro-negra. Logo depois o time da casa respondeu com Marcos Paraná que acertou a trave num chute rasteiro. O Brasil conseguia exercer uma pressão e Alex Amado acertou o travessão. Pouco tempo mais tarde o lance que ficou marcado como o “divisor de águas” da partida: Marcos Paraná entrou sozinho na área e, de frente para a meta, chutou de uma forma inacreditável – no pior sentido da palavra. O erro custou caro, muito caro. Um preço que o Xavante não pôde pagar.

Porque no lance seguinte, após uma bela troca de passes, Zulu recebeu cruzamento e nem precisou pular para testar a pelota ao fundo da rede. O tento saiu perto dos 45 minutos da primeira etapa, o que com certeza mudou os discursos dos treinadores dentro do vestiário.

Na volta do intervalo o Juventude veio melhor. O Brasil estava desorientado e insistia em lançamentos e em jogadas pelo alto. Não estava dando certo. Rogério Zimmermann mexeu: sacou Alex Amado, Fabiano Eller e Wender para colocar Márcio Jonatan, Alexandre e Dione, respectivamente. As alterações também não surtiram efeito. O time de Caxias mostrava tranquilidade e jogava enquanto esperava o tempo passar. A partida ficou morna, a torcida também, e o cenário tornou-se perfeito ao adversário.

Papada - e um torcedor do São Paulo-RG - no Bento Freitas.

O tempo foi passando e ficou cada vez mais claro que apenas um milagre salvaria a partida. Poderia ser numa falta bem cobrada, numa penalidade, num lance isolado, mas nada disso ocorreu. O cavalo passou encilhado na frente de Marcos Paraná e ele não montou. Zulu, um pouco atrás, percebeu a chance e não a desperdiçou. Coisas da vida, coisas do futebol. Agora o Juventude joga, em casa, pela vitória, a qual lhe dará a classificação. Já ao Brasil resta a Copa Hélio Dourado e a próxima partida dessa competição é um clássico Bra-Pel, no estádio do maior rival, nesta quarta-feira (22). Oremos, meus amigos.

FICHA

Brasil-Pel: Luiz Muller; Eder Silva, Jonas, Fabiano Eller (Alexandre) e Cirilo; Leandro Leite, Washington, Wender (Dione) e Marcos Paraná; Alex Amado (Márcio Jonatan) e Matão. Técnico: Rogério Zimmermann.

Juventude: Follmann; Ramiro, Bressan, Rafael Pereira e Alex Telles; Jardel, Fabrício, Alan (Francisco Alex) e Marcel (Nem); João Henrique (Alberto) e Zulu. Técnico: Lisca.

Gol: Zulu (Juventude).

Cartões amarelos: Marcos Paraná, Fabiano Eller, Alexandre e Jonas (Brasil); Bressan, Zulu e Alan (Juventude).

Arbitragem: Francisco Silva Neto, auxiliado por José Javel Silveira e Alexandre Kleiniche.

“Apesar da dor de cabeça, sei que sou teimoso e que continuarei ao teu lado”,

Pedro Henrique Costa Krüger

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18 Respostas a Série D – Brasil-Pel 0 x 1 Juventude (Estádio Bento Freitas)

  1. Franco Garibaldi diz:

    Grande , Pedrinho! Muito legal te conhecer lá no estádio! Foi aquilo que se imaginava: um jogo tenso, pegado e disputado. Pouco futebol e muita entrega. No final, apenas um saiu vivo mesmo (o Brasil, apesar de tudo, ainda tem chances embora dependea do resultado em Caxias no próximo domingo…)

    E tô ali na foto da papada, lá no canto superior direito, perto da bandeira do Ju, o careca com a tradicional camisa listrada :D

    Abração, velho!

  2. pedrohckruger diz:

    #1

    Digo o mesmo, Franco. Foda conhecer um cancheiro!

    Ah, eu sabia que era tu. hahaha

    Abraço.

  3. Zezinho diz:

    Grande jogo da Série D. Até eu, um isento (abra$$o, Baldasso), fiquei na pilha pelo jogo. Pelo rádio, achei que o Ju teve mais chances no 1T e não achei o estádio tão cheio. Como tava de público, PH? Aliás, por que o Bento Freitas não tem lotado com tanta frequência?

    Papo está com um pé na próxima fase. Ao Xavante, um Bra-Pel pra ajeitar a casa quarta que vem

  4. pedrohckruger diz:

    #3

    Bah, Zezinho, achei o público fraco pra uma decisão. Às vezes parece que a galera tá cansando. A queda da C para a D foi algo que derrubou o pessoal mesmo. Vamos ver como vai ser daqui para frente. Eu chuto umas 4 mil pessoas, mais ou menos. Eu sempre chuto esses números porque não sou bom com eles. haha

    Sobre o jogo, o Juve atacou primeiro, mas o Brasil perdeu umas chances fodas de marcar. Principalmente com o M. Paraná (até eu fazia aquele gol). O segundo tempo foi morno e todo do Juve. Jogaram com tranquilidade e só esperaram o tempo acabar.

    O Bra-Pel pode ajeitar a casa ou derrubá-la de vez.

    Abração.

  5. Balejos diz:

    #3 e #4
    A média de público do Juventude é de 2.500 almas; do Brasil-PEL de 660; e do Cerâmica 45 almas na Série D. Contando todos com 3 jogos em casa e excluindo o Juventude x Brasil-PEL de ontem. Já a SER Caxias possui média de 3.080 viventes por jogo, com 4 partidas como local na Série C. Ou seja, nesse aspecto ninguém tem motivos pra comemorar, infelizmente.

  6. Franco Garibaldi diz:

    #3, 4 e 5

    O público foi realmente fraco pro que era o jogo, até comentei isso no meu texto. Há que se dar o desconto para a fase atual do Brasil, mas até por ser minha primeira vez no Bento Freitas, os mitos que tinha em relação ao estádio, pressão e pilha da torcida caíram. Acredito que deva ser ou já tenha sido muito diferente, mas achei muito parecida com a realidade do Jaconi: a pouca torcida que vai é fiel, mas também já sem saco se o time é ruim ou não se puxa em campo.

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  9. wagner diz:

    entendi pq o ju ganhou o jogo… entrou com 12 em campo
    pelo menos é o que se entende vendo a escalação colocada no texto

  10. pedrohckruger diz:

    #9

    Eu repeti o nome de um jogador.

  11. Gustavo diz:

    Pois é, já ví Brasil e Caxias pela série C com muita chuva e tinha umas 5 mil almas. Torcida Xavante cansou ou o adversário não tinha tanta rivalidade assim com os índios da zona sul.

  12. pedrohckruger diz:

    #5

    Balejos, sei que esses são números oficiais, mas não dá para se guiar pelo borderô. Eu não vi o borderô do jogo contra o Juventude, mas eles devem ter apelado novamente no público pagante. Acredito que isso ocorra com os outros clubes também, mas falo pelo Brasil porque eu tô sempre lá.

    #11

    Os públicos da C eram MUITO bons. Só procurar os vídeos na internet e já se tem uma boa ideia. Eu tava acompanhando os comentários da Xavantada em fóruns e no Facebook e percebe-se o desânimo geral. Foda. Um bom resultado no Bra-Pel pode ajudar a quebrar isso e dar ânimo para buscar essa copinha e a vaga na D do ano que vem. A gente não pode desistir do brasileiro, porque se parar não tem mais volta.

  13. Douglas diz:

    Belo post, Pedro!
    Entendo que é difícil a situação do Brasil.
    Mas a do Juventude também. Senão, vejamos: da série A p/D em 5 anos!
    E este ano vamos lutar muito p/subir p/C. Repito ainda não ganhamos nada!
    Assim, digo p/torcida xavante: continue lutando sempre!
    O futebol do interior deve continuar vivo! Não podemos esmorecer! Não seremos fantoches da mídia pró-dupla.
    FORÇA FUTEBOL DO INTERIOR GAÚCHO!!!

  14. Lisandro andré Ló diz:

    Relativo a medias de publico, se pegarmos nos últimos 20 anos a média do Ju geralmente é a melhor do interior em todos campeonatos, porém já foi mto maior que hj. Tbém no Jaconi o publico divulgado é sempre de 20 a 30% menor que o real (sabemos porque). Os 3 , 4 mil de fé tão sempre lá, e olha que ñ tem sido fácil estes últimos anos. Tomara que consigamos sair da D e vislumbrar horizontes melhores. E domingo todos ao Jaconi para outra decisão.

  15. pedrohckruger diz:

    #13

    Valeu, Douglas.

    Sim, a situação é complicada pra todo mundo. Não dá pra desistir da luta.
    Abração!

  16. Murilo diz:

    2013 será um ano muito difícil para o clube de pelotas, só vai ter a série b e a copinha para disputar( ambas competições bastante deficitárias).

    O público tá reduzindo a cada ano devido às quedas sucessivas e a briga com a FIFA, com o Brasil perdendo, matou a motivação do pessoal.

    Infelizmente, nem a vaga do Juventude é garantida, uma vez que é bem possível do Arapongas vencer o Brasil e o Metropolitano será um adversário difícil, mesmo no Jaconi.

    Ah, e o Brapel será realizado com time MISTO. Provavelmente o clube vai tentar um milagre na D, buscando reverter um saldo de gols mt desfavorável.

    Enfim, poderiam ter subido no gauchão se a direção não tivesse gastado tantos recursos lutando contra uma decisão da CBF.

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  18. Fabio diz:

    a FGF conseguiu o que queria, apenas 2 clubes fortes no rio grande do sul
    fico mto indignado

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