O inacreditável aconteceu. E agora?

No final das contas, nem foram necessárias as três vitórias após aquela derrota em Arapongas, na estreia de Lisca. Graças aos resultados paralelos das duas últimas rodadas, o empate em zero do último domingo contra o já classificado Metropolitano (SC) garantiu o Papo na fase de mata-mata da QUARTONA. O que era considerado inacreditável até pelo clube aconteceu. Resta saber, agora, até onde pode chegar o Juventude…

Num final de semana em que o inverno gaudério resolveu voltar a dar as caras, o frio e a chuva (e até um pouco da CERAÇÓN tão caracterísca do Alfredo Jaconi) se fizeram presentes durante todo o domingo em Caxias do Sul, deixando longe do estádio todos os CUSCOS – o que nunca é bom sinal. Aliás, isso só serviu pra completar o quadro de DESCONFIGURAÇÃO ASTRAL do domingo passado, já que nenhuma Kombi pôde ser locada (culpa da Expointer?) pra reeditar a indiada do final de semana anterior. O jeito foi encarar a RS-122 de carro mesmo e seguir CALIBRANDO a lenta na “sorveteria” ao lado do estádio.

Preocupado com o que acontecia no norte paranaense, o Juventude atrasou o máximo que pôde a entrada em campo para já ter ideia do andamento do outro jogo, de forma que nada fugisse de seu controle na tarde decisiva. Porém, talvez um pouco anestesiado pelo fato de não precisar mais se atirar ao ataque feito um esfomeado numa GAMELA de sopa rala, já que só uma combinação maluca (mas ainda possível) de resultados o deixaria fora da próxima fase, o Ju não pareceu, aos olhos do torcedor, o mesmo das últimas partidas.

O gramado molhado não ajudava o Papo, que buscava mais o ataque em busca da liderança do grupo. Embora satisfeito com o empate desde que saiu de casa, o Metropolitano – que novamente tentou EMULAR algo vestindo sua terceira camisa, cor de vinho… – não chegou a vir retrancado, mas deixou claro que um empatezinho amigo o deixaria bastante satisfeito, tanto que sua melhor chance foi num chute quase a ESMO, ainda no começo do primeiro tempo, que pegou na quinta da goleira de Follmann. Depois disso, só deu Juventude, mas daquele jeito devagar, como quem quer mas, se não der, também tá bom.

Como o outro jogo do domingo não tinha saído do zero, o placar fechado do Jaconi garantia os dois times em campo na fase quente da Série D. Rodrigo Dantas, que buscou substituir Zulu (suspenso) à altura, embora possuindo características diferentes, quase marcou no finalzinho, mas chutou em cima do zagueiro após cortar a marcação já na grande área. Final de jogo e tanto Juventude como Metropolitano comemoraram. Merece destaque a vibração dos guris Bressan e Alex Telles, crias da nossa base, vibrando junto ao torcedor. Daquelas coisas que fazem o cara manter a esperança de que (ainda) exista algo mais que apenas o dinheiro nas relações clube/boleiro.

Agora, zera tudo. Diferente do confronto imaginado pela maioria da papada, que sonhava com o primeiro lugar no grupo e o enfrentamento com LOS CHEVETTEROS DA FREEWAY, com o primeiro jogo em Gravataí e decidindo tudo em casa, quem nos sobrou foi o paranaense Cianorte, treinado por Paulo Turra, conhecedor da aldeia, invicto e que chega à fase decisiva de forma parecida com a do Juventude em 2011. Como que VACINANDO a torcida, Lisca, que antes falava em “cinco jogos para a C”, preferiu dizer que, embora se vá com tudo pra dentro dos paranaenses, se não der ainda haverá a Copinha e o Gauchão do ano que vem. Sei lá…

Na verdade, deixei pra fazer uma previsão mais no final do texto por não ter ideia do que poderá acontecer daqui por diante. Sou um pessimista por natureza, por isso a primeira coisa que me vem à cabeça é pensar que o Ju está prestes a “bater no teto”, ou seja, chegará a seu máximo em breve, sem sucesso. O próprio desempenho mais baixo que nas duas rodadas anteriores me leva a pensar nisso.

Por outro lado, a RESSURREIÇÃO alviverde que testemunhei in loco me obriga a ir contra o meu espírito habitual, creditando essa MALEMOLÊNCIA ao natural relaxamento de quem fez o mais difícil nos jogos anteriores, deixando a vaga bem encaminhada para o último jogo, ao clima/gramado complicar as coisas pra quem precisa ganhar, e ao bom e velho QUEM TEM, TEM MEDO de um grupo que tá quase lá e pode perder tudo num gol sofrido e numa eventual vitória do Arapongas.

Da mesma forma que não achava que antes eram “cinco jogos pra C”, tampouco acho que agora são quatro. São dois, bobeia UM, apenas! O Juventude tem que seguir encarando cada jogo como uma DECISÃO! O Mirassol nos ensinou ano passado que a dita vantagem de jogar em casa o jogo decisivo passa pelo resultado da primeira partida. E é esse confronto com o Cianorte, domingo que vem, no Jaconi, é que vai encaminhar ou não o clube de volta ao desejado purgatório futebolístico nacional (o que se vive hoje é o INFERNO absoluto, acreditem).

[As fotos que ilustram o texto são do site do Juventude, dos jornais Pioneiro e Folha de Londrina e do celular do cancheiro.]

Torcendo para que o inacreditável siga acontecendo,

Franco Garibaldi (@francogaribaldi)

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12 Respostas a O inacreditável aconteceu. E agora?

  1. Eu também sou um pessimista de carteirinha. Mas temos visto um time bastante motivado, lutando em campo… Acho que ocorrendo pequenos ajustes por parte do Lisca e a torcida continuar fazendo sua parte, podemos passar pelo Cianorte.

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  4. João Gabriel Silva diz:

    é tudo muito bonito, mas acho que dá cianorte ein…

  5. Antonio Felipe diz:

    Por Alá, que camisa horrível essa aí do Metropolitano.

  6. Grená diz:

    Grená, linda essa camisa do Metropolitano!

  7. Sganzerla diz:

    Qual foi o público do jogo? Tenho impressão de que a papada botou mais gente no Jaconi do que Flamengo e Botafogo no Engenhão.

  8. Franco Garibaldi diz:

    #7
    Na imprensa, saiu algo em torno de 4200. No site do Ju, 4800. De qualquer forma, um belo público pra um dia como aquele e ingresso a trinta pila.

  9. Lisandro andré Ló diz:

    Realmente tudo indica que nosso time está batendo no teto, temos mta vontade e aplicação, mas falta qualidade e reposição em algumas posições. Mas vamos torcer pra domingo o Ju fazer um grande jogo e ganhar sem tomar gols, usando a força da torcida e do jaconi (quase 1 ano e meio sem perder), para ver se o improvavel acontece. Entramos como azarão pela campanha e time, mas que a força da camisa prevaleça.

  10. #9

    É por aí, Lisandro… tudo indica que o limite tá chegando, mas não dá pra parar de acreditar. Se até eu, pessimista convicto, tô esperançoso… :D

    Sobre a invencibilidade no Jaconi, isso é uma verdade. Estávamos conferindo na lista dos Papos da Capital outro dia e verificamos que a última derrota em casa foi pro Inter, em 2011, pelo Gauchão.

    E o segredo é esse, não tomar gols. Se vencer assim, melhor.

  11. Zezinho diz:

    Sou fã dos textos do Franco. Quero ser assim quando crescer

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