A chuva embarrou a lajota tricolor

O guri se embecou, comprou roupas melhores e decorou o ambiente onde morava de uma forma mais organizada. Não apenas cortou o cabelo como também fez aquelas tais de LUZES que a guaipecada mais moderna gosta de chamar de ter estilo – e aí talvez esteja o ponto onde tenha se perdido na vida. O guri até que se vestia bem, mas buscando a modernidade acabou usando uma camiseta mais feia do que as que vestia, usou o dinheiro e acabou comprando algumas drogas que, no fim das contas, foram muito caras e não serviram para conquistar guria nenhuma. No fim, acabou sozinho, sentado no meio fio, vendo mais uma chance passar na sua frente. 

Poderia ser mais uma história destes frescos poetas das chinas de hoje, mas não, é a história recente do Cerâmica na série D, essa guria que ele namora, namora, mas nunca consegue tascar um beijo – comer então, nem pensar. Toda chance que existia acabou num empate sem sal no Vieirão, domingo, frente ao Mogi Mirim, que acabou ficando justamente na frente da equipe de Gravataí. Mas não é só um jogo que deve ser analisado aqui e sim tudo o que foi feito durante essa campanha. Longe de mim querer AVACALHAR com tudo, mas existem coisas imperdoáveis para um clube. Na visão deste que vos escreve, é bem simples: um time com Nunes e Geninho jamais vai ser campeão de qualquer coisa que dispute. Não que os dois sejam os únicos responsáveis, óbvio que não, existe também a saída do goleiro Cesar que o Cerâmica não soube substituir à altura. Além disso, ficou evidente que Djair, infelizmente, não tem mais PIQUE para ser titular. Falando um pouco do bem, Cidinho teve ótimo desempenho, sendo um excelente camisa 10 durante toda a competição.

Fica ao Cerâmica o aprendizado e a experiência, mais uma vez, para que use essa série D perdida como forma de crescimento do clube como um todo. Assim como funciona na LIDA DO CAMPO, tu vai tomando umas mordidas de gambá por ter medo do peido do bicho, até finalmente descobrir que se tacar o tiro no lombo do fedorento ele já não mete mais o mesmo medo e para de atucanar em cima do forro do galpão.

Dando cavalinho de pau com um Chevettão nervoso,
Douglas Beretta

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4 Respostas a A chuva embarrou a lajota tricolor

  1. Maurício Klaser diz:

    To imprimindo o último parágrafo para deixar dentro da carteira

  2. Pingback: O inacreditável aconteceu. E agora? | Toda Cancha

  3. Fred diz:

    A primeira estrofe deveria ser obrigatoria em toda e qualquer eliminação

  4. Zezinho diz:

    Mas é um gênio esse carcamano apaixonadi

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