A CANCHA: Estádio Alviazul, C.E. Lajeadense

Após muito tempo sem  novas APRESENTAÇÕES, damos continuidade à série “A Cancha” trazendo ao mundo a história do mais novo dos estádios gaúchos, o Estádio Alviazul em Lajeado, inaugurado em 25 de janeiro de 2012.

BREVE CONTEXTO HISTÓRICO

Os anos 90 e 2000 (exceto 91, 93 e JORJÃO) não foram muito amigáveis ao Alviazul. Ano após ano e merda após merda, o clube chegou no ápice da demência chamado licenciamento, parando totalmente os seus trabalhos no famigerado ano de 2008. A decisão, inclusive, foi tomada da forma mais melancólica possível, com menos de 10% dos sócios e conselheiros atendendo o chamado à reunião que selaria o futuro do clube. Dali, obviamente, ninguém quis assumir a barca, atolada em dívidas MILIONÁRIAS, e o resto é história.

Porém, como talvez quem nunca tenha passado pela terra da Fruki não imagine, Lajeado é uma cidade muito ligada ao esporte (talvez como compensação pelo fato de ser um zero ABSOLUTO em cultura). Além do Lajeadense, temos um clube – O MAIOR! – de basquete, o Clube Atlético Ubirajá (carinhosamente chamado de Bira), que mantém todas as categorias de base possíveis e volta e meia revela jogadores de Seleção Brasileira (como Murilo e agora Matheus Dalla e Leonardo Waszkiewicz, o famoso MEIA) e é quinhentepta campeão gaúcho profissional. Mesmo sem grande apoio da massa empresarial local, Lajeado ainda conta com um time profissional de futsal, a ALAF, que disputa a Série Ouro, e outro de vôlei feminino mais ou menos em conjunto com Estrela, mantido pela AVATES (Associação Vale do Taquari de Esportes), que está pleiteando uma vaga na Superliga. Há também, porém, campeonatos amadores em TODOS OS CANTOS, desde os “livres”, organizados pela LILAFA (Liga Lajeadense de Futebol Amador), que reuniam até o ressurgimento do Lajeadense times de todos os bairros possíveis da cidade, e os internos dos clubes Sete de Setembro e Tiro e Caça, esse último com quatro divisões e mais de 50 times, um completo ABSURDO para o tamanho da cidade.

Com tantos DESVIOS de atenção, a classe esportiva da cidade parou de se preocupar com o Alviazul, levando a essa situação estúpida de um surreal FECHAMENTO. Casualmente, o período de declínio do Lajeadense coincide justamente com os melhores momentos de todos os outros movimentos esportivos da cidade, que passaram a receber quase toda a atenção dos LOCAIS.

No fim daquele ano sabático, porém, um grupo de empresários e amigos resolveram assumir a bronca e reerguer o então quase centenário clube de camisa celeste. Para 2009, guiada pelo então presidente do Clube Sete de Setembro e bem-aventurado empresário do ramo da pavimentação, Nilson Giovanella, e seu primo, melhor volante loiro da história e recém voltado de sua extensa carreira européia, Éverton Giovanella, a nova direção resolveu bancar novamente a existência do clube tendo que recomeçar basicamente do ZERO.

Um dos pilares da nova idéia de clube, bancada pelo então presidente, era de que o Lajeadense precisava de uma nova casa que substituísse o Estádio Florestal (:~~~~~~~~~), e assim foi feito. Ainda em 2009, sem que ninguém acreditasse muito que isso pudesse dar certo, a eterna casa celeste, o primeiro pavilhão de concreto do interior gaúcho, foi vendido a um grupo de empresários locais por cerca de R$ 6,6 milhões (valor divulgado à época pela imprensa). Dinheiro suficiente para sanear completamente o Lajeadense, zerando as antigas dívidas, e, pelos cálculos internos, para também construir uma nova casa, maior e mais moderna. Com a garantia de que só entregaria o Florestal após aprontar o novo estádio, o Alviazul partiu para o erguimento de seu novo templo.

CONSTRUÇÃO

Com dinheiro em mãos, o Lajeadense procurou por um local para a sua nova casa, e escolheu um dos piores imagináveis mas possível financeiramente. Por cerca de R$ 600 mil, adquiriu meio mundo de terra na divisa de Lajeado com Cruzeiro do Sul, mais ou menos tão distante quanto ROMA do centro da cidade, onde, como um bom município administrado a 300 anos pela máfia do PP, pretendia erguer o seu projeto de ARENA, projetada em fases pelo arquiteto local Cláudio Ferri.

Após a compra, porém, tudo começou a dar errado. Primeiro, descobriu-se que as árvores de um parte do local eram nativas e, portanto, intocáveis, o que fez com que boa parte do projeto desabasse ao ser empurrado alguns metros para o lado. Depois, em meio a terraplangem, descobriu-se que o terreno havia sido utilizado, no passado, como aterro de um CURTUME próximo. Com uma penca de couros fedorentos enterrados sob a área, o projeto teve de ser atrasado em vários meses até que se resolvessem as pendências legais e ambientais.

Em campo, porém, o clube ia bem, e por volta dessa época garantiu o seu até então inimaginável retorno ao Gauchão, garantindo o total apoio da comunidade a QUALQUER COISA que a direção resolvesse fazer. Em meados de 2010, então, começavam finalmente a ser posicionados os primeiros conjuntos de pré-moldados que viriam ser o Estádio Alviazul, até então chamado apenas de Arena, com o prazo inicial de entrega do Florestal aos novos donos para janeiro de 2011 já praticamente ESTRANGULADO e que, obviamente, não aconteceu.

Embora apertados pelos prazos e pelos escassos recursos, optou-se pelo BOM e pelo MELHOR, na medida do possível. No lugar da antiga – e obviamente muito mais digna – grama de jardim do Florestal, escolheu-se uma dessas BERMUDAS GREEN que adornam todos os estádios coxinhas do mundo. Estipulou-se que haveria uma cobertura METÁLICA no pavilhão social, cadeiras com encosto no setor da CORNETA INSTITUCIONAL dos alemãezinhos dominantes e uma iluminação que é cerca de VINTE vezes mais potente que a do antigo estádio.

Após vencer o primeiro prazo, imaginou-se que o novo estádio poderia ser entregue para a partida contra o Inter no Gauchão de 2011, em abril. Na data, entretanto, o novo estádio ainda era apenas um ESQUELETO, incapaz de receber um jogo de TACO de crianças. Depois de passado o jogo em que por muito pouco não vencemos os bonitinhos de vermelho, já desencanados com a pressão da imprensa filho da puta da capital capaz de achincalhar o clube por não levar médico a Porto Alegre mesmo com o regulamento autorizando e até INCENTIVANDO tal prática e que poderia causar um estrago terrível na reputação do clube pela situação lamentável em que estava o Florestal, determinou-se a inauguração definitiva para o início de 2012.

Sonhou-se e negociou-se com todo o tipo de loucura para o jogo de estréia, desde Peñarol até a Seleção Brasileira de 1994 (!). Tudo derrubado, um a um, pelos pedidos milionários ou pela completa falta de datas, como no caso do Atlético Mineiro, que já tinha até acertado um cachê que cabia nos bolsos alviazuis. Pra não dizer que não havia sido conseguido nada, o Lajeadense marcou a tão sonhada inauguração para uma semana antes do início do Gauchão, contra o mesmo Juventude da nunca aceita despedida do eterno Florestal. A chuva TORRENCIAL, porém, não deixou que o jogo acontecesse, e o primeiro jogo do estádio acabou sendo mesmo o primeiro do estadual em casa, contra o Caxias.

No dia 25 de janeiro de 2012, depois de três anos de incertezas e DEMÊNCIAS, e de se transformar no principal ponto turístico das famílias lajeadenses que a cada domingo acompanhavam o seu progresso, o Estádio Alviazul finalmente foi inaugurado, ostentando esse nome tosco que não diz absolutamente nada, decidido pela direção do clube na reunião anual de sócios no fim do ano anterior. Para a festa, foram chamadas autoridades de praticamente todas as cidades do Vale do Taquari – a prefeita de Lajeado, Carmen Regina, nem se prestou a comparecer; foi sorteada uma MOTO reciclada da final da Copa RS 2011, quando não houve ganhador; e houve até banda tocando o hino do clube, desconhecido de praticamente toda a cidade e que não ecoava em partidas do Lajeadense desde a final da Copa Abílio dos Reis, em NOVENTA E OITO.

A parte ruim da história é que as atrações, pensadas para um jogo festivo, tiveram de ser realizadas em uma partida competitiva, e em meio ao clima de ABOBEAMENTO generalizado, o Lajeadense perdeu por 2×0 para o Caxias naquela que é a única CONTENDA significativa do estádio até aqui. O primeiro gol das novas balizas foi obra do zagueiro grená Lacerda, logo no início da partida. Sem poder treinar no estádio novo até pouquíssimos dias antes da estreia, já que tudo foi terminado a TOQUE DE CAIXA para conseguir inaugurá-lo a tempo, os bebedores de Fruki não se acertaram com a bola durante todo o jogo, perdendo uns TRÊS MILHÕES de gols no segundo tempo. O que, no fim, com o péssimo ano do time, acabou não fazendo grande diferença. O importante, o estádio, ao menos, estava lá.

O ESTÁDIO

Agora vem a parte do choque e da sinceridade: o estádio, pra torcida, é uma bela de uma porcaria. Com capacidade para – dizem, embora não pareça – 7 mil pessoas, ele é constituído de duas arquibancadas, uma em cada lateral do campo. A social, maior, bastante elevada em relação ao campo por contar com os vestiários e bancos de reserva abaixo de si, no nível do gramado, com cobertura que inexplicavelmente acaba alguns degraus antes das bancadas, e outra platéia, bem à frente, menor mas com uma capacidade considerável. Porém, só visitantes podem ficar nesse lado oposto, com a desculpa oficial, na época, de que só havia uma bilheteria e um portão daquele lado, que teria de vender ingressos pras duas torcidas, ação proibida (abraço, Novo Hamburgo). O resultado é que, em todos os jogos, o que se vê é uma arquibancada enorme, a única decente do estádio para quem vive o jogo de verdade, contando com 5 ou 6 pessoas. Gênios.

A arquibancada da discórdia, sempre LOTADA por meia dúzia de visitantes.

Atrás dos gols, só derrota também. De um lado, nunca se poderá construir nada pois o terreno acaba logo em seguida do muro, e é necessário que os ônibus e carros oficiais passem por ali e cruzem todo o gramado para chegar aos vestiários – construíram o estádio virado pro lado errado :). Do outro, a situação é quase igual: logo após o muro, há um BARRANCO repleto de árvores nativas que não podem ser derrubadas. E o pouco espaço que resta, que até comportaria uma arquibancada que nos salvaria da social, também não poderá ser feita porque o acesso dos carros ao estacionamento TRASEIRO é feito por ali. Sensacional.

Além do muro, há um BARRANCO

Em outras palavras, o Alviazul, pra quem nunca o viu, é mais uma cópia desses estádios toscos sem sentido algum construídos no Rio Grande do Sul nos últimos anos, como o da Ulbra e o do Vale, em Novo Hamburgo, entre outros, que já haviam mostrado o quão NOJENTA é essa idéia de fazer a arquibancada principal elevada em relação ao campo pra dar espaço aos bancos e vestiários. (Aliás, alguém já viu um estádio assim fora do Rio Grande do Sul? Quem é o “gênio” por trás desse fenômeno?)

No dia de jogo, só é possível chegar ao Alviazul via automóvel – pegando a RS-453 e depois a RS-130, que leva a Cruzeiro do Sul – um completo absurdo para qualquer pessoa que nutra um ideal de popularização do futebol. Distante a uns 556565km do centro – a pé, demora-se cerca de 1 hora e 15 minutos, segundo meus últimos testes EMPÍRICOS – e sem transporte coletivo, como toda a cidade – na verdade, até tentaram criar uma linha que funcionaria em dia de jogo. Passava pelos três ou quatro principais bairros e retornava assim que acabasse o jogo. Mas funcionava em um único horário, quase duas horas antes do início da partida, e as pessoas precisavam sair correndo ANTES do fim da peleja pra não perdê-lo. Obviamente foi um fiasco e já parou de circular – não há qualquer opção. Nem de bicicleta se pode ir porque não há nem ACOSTAMENTO na rodovia que leva ao estádio. O terror.

“Frente” do estádio. Estacionamento e nada de identificação

Ao finalmente chegar ao local, que você obrigatoriamente precisa saber com antecedência onde fica, já que não há NENHUMA sinalização, pórtico, placa, sinal de fogo, absolutamente NADA que indique que aquela estradinha de chão leva a um estádio de futebol, o condutor ainda precisa marchar em cinco reais de estacionamento, já que não há NADA no entorno e não há outra opção de onde deixar o seu BÓLIDO. Até mesmo os sócios precisam pagar a taxa, mesmo que o site do clube diga o contrário. E, pasmém, até os motociclistas, que não tem onde deixar os seus capacetes e ao mesmo tempo não podem entrar com eles nas bancadas. Lindo.

Estacionamento traseiro, acessível apenas pelo mesmo lugar onde as PESSOAS devem passar. E que, por ser ao lado do BARRANCO, não comporta um automóvel e seres humanos lado a lado ao mesmo tempo

Superados os problemas, o torcedor pode escolher entre deixar o veículo logo à frente do estádio, onde há um espaço amplo, ou na parte traseira, onde há um espaço ainda mais amplo junto aos dois campos de treinamento que compõem o COMPLEXO NILSON GIOVANELLA (nome de gente viva, que bela decisão). Enfim, chega-se à entrada: uma rampa imensa, com as bilheterias ao centro e um portão de cada lado: um, para sócios, que pagam R$25 ou R$40 reais, dependendo da categoria, (ou R$ 35, se chamaram-se Guilherme Daroit, mesmo que isso não faça sentido algum) e o outro para pagantes, cujo ingresso normalmente custa R$20 no Gauchão, mas já variou de R$15 a R$30.

Boleterías e el portón

Adentrado o recinto, o torcedor é recebido pelo interior da arquibancada social, que comporta: dois banheiros sem luxo algum, mas razoavelmente limpos e mui dignos para o padrão FUTEBOL; um espaço duplo para venda de FICHAS das guloseimas, insuficiente para agraciar a toda a demanda e que invariavelmente é lugar de grandes filas – seria necessário pelo menos mais um espaço igual; uma cabine com uma janela DIMINUTA onde continuam a ser vendidos os famosos pastéis do Florestal (a 3 reais, se não me engano, com recheios de carne, queijo, presunto&queijo e chocolate, se de novo não me engano. Não são mais os mesmos da minha infância, mas continuam bons), que são lugar de filas ainda (MUITO) maiores. É impossível, basicamente, entrar na fila do pastel dois minutos após o início do intervalo e ainda conseguir ver o reinício de jogo – aqui o maior problema é a falta de fritadeiras grandes, já que o atraso é dado por não ser possível fritar os QUITUTES na mesma velocidade do aumento da fila; uma copa ENORME, que ocupa quase inexplicavelmente cerca de 1/5 da área total da laje. Ali, obviamente, só se vende FRUKI, servidas em copos de 500ml a partir de garrafas PET de 2L, a R$2,50. As garrafas de vidro, infelizmente, são parte do nosso passado. (Há de se registrar aqui que o fornecimento dos refrigerantes é a ÚNICA relação da RICA empresa do véio Eggers com o Lajeadense há ANOS. Dinheiro mesmo, nunca se viu) Ainda são vendidas latas de cerveja sem álcool, mas essa vergonha não merece que percamos nosso tempo; e, mais inexplicavelmente ainda, do outro lado há uma outra copa do mesmo tamanho, que não serve pra nada. Uma completa afronta ao fato de faltar espaço para todas as outras coisas. A solução tem sido ocupá-la com a venda de produtos do clube (que são camisas de jogo a R$80 e adesivos a R$1, únicos SOUVENIRS produzidos até hoje – nem uma mísera BANDEIRA à venda existe). E, claro, cinco rampas (duas delas externas) que levam até a arquibancada em si.

Pastel. Fila. Sempre.

Aqui, todos bebemos Fruki.

Chegando lá, finalmente enxerga-se o gramado, impecável e LINDO. Por estar localizado no meio do NADA, o clima é sempre dos melhores. Estando ali, tudo o que se respira é o estádio, suas cores, seus sons, já que não há mais nada que possa dividir a atenção do vivente, naquela que é talvez a única qualidade de se ter um estádio longe de tudo. As bancadas sociais são divididas quase ao meio, com a parte superior, totalmente coberta, repleta de CADEIRINHAS azuis-escuro(?) iguais as que existiam no Beira-Rio antes da Guerra e as que ocupam o Colosso da Lagoa. E, do meio pra baixo, um puro CONCRETO parcialmente coberto. Espaços com valores diferentes, obviamente. Mais acima ainda, existem CABINES, divididas entre 19 camarotes – que são cubículos com ar condicionado, basicamente – e 7 espaços para a imprensa e para câmeras.

Abaixo, está a parte verdadeiramente boa da história toda. No nível do gramado, existe um amplo espaço para a Secretaria do clube, uma gigante área mista digna de estádios de primeira linha, vestiários excepcionais em relação ao padrão de clube interiorano para o time profissional, o visitante e a arbitragem e mais dois terríveis para as categorias de base, um grande salão de festas, um refeitório, uma lavanderia, salas de fisioterapia e musculação (praticamente completa e com aparelhos novíssimos) e um ELEVADOR, que leva os ABONADOS até os camarotes e auxilia no acesso de cadeirantes – o Alviazul é um exemplo de acessibilidade.

Fotos do vestiário, mui modernoso

Mas voltando a parte de cima. Independente de onde se sente, a situação é a mesma: a corneta vai PEGAR. O Alviazul, com essa idéia de juntar todos os torcedores em uma mesma arquibancada, acabou com qualquer possibilidade de peculiaridades de torcida. Além disso, após algumas partidas, a Brigada Militar PROIBIU que a torcida se escorasse no PARA-PEITO que separa o concreto do gramado, acabando de vez com qualquer chance de VIDA.

Aliás, se o torcedor resolve levar faixas ou bandeiras pro seu lugar, a Brigada o repreende por tapar a visão de quem está ao redor. Se resolve ficar de pé, a Brigada o repreende por prejudicar a visão dos outros também. Se resolve gritar e cantar, a Brigada o repreende por incomodar os demais. Se resolver comemorar um gol de forma efusiva, a Brigada o repreende mesmo sem motivo. E se resolver xingar a Brigada, ela o repreende por motivos óbvios. Tudo isso aconteceu, sem tirar nem pôr, no Lajeadense 1×1 Ypiranga que encerrou o nosso ano em ABRIL. E, corre à boca pequena, com o apoio do clube.

Resumindo: é ainda mais difícil torcer no Estádio Alviazul do que chegar até ele. Se nada mudar em breve, NUNCA venceremos nada nele, pois inexiste qualquer chance de VIBRAÇÃO. Mais ou menos como foi em 2012, em que fomos um DESASTRE nos jogos como mandante e que tem gente que ainda tenta entender o porquê (dica a eles: leiam esse post novamente). A nova casa emula bem a administração do clube: PERFEITA para o futebol, DESASTROSA para a torcida. Podendo voltar atrás, basicamente TUDO seria feito de forma diferente, mas no fundo, é tudo bem bonito e ainda meio INACREDITÁVEL. O projeto original ainda contempla ampliações que triplicariam a capacidade, fechariam os quatro lados com arquibancadas e ainda possibilitariam devaneios como restaurante, hotel, lojas, um GINÁSIO e uma série de outras coisas que, com sorte, podem sair do papel antes do início do QUARTO MILÊNIO e nos salvar desse cenário TRÁGICO.

Campo de treinamento, atrás do estacionamento traseiro. Há ainda outro e, no futuro (quando e SE forem construídos), será também o local dos alojamentos.

É ruim, mas é NOSSO. Chupa, Grêmio! Chupa, Inter! (e, se isso sair do papel algum dia, Chupa, Avenida!)

As fotos, a menos que tenham alguma marcação em contrário, são do site do Clube Esportivo Lajeadense. Quaisquer correções, desde que justas, são muito bem-vindas.

Com saudades de um estádio,
Guilherme Daroit

Publicado em Lajeadense, Série "A Cancha" com as tags , , , , , . ligação permanente.

13 Respostas a A CANCHA: Estádio Alviazul, C.E. Lajeadense

  1. Sim, eu li tudo! Até o fim. E tá genial, Daroit!
    Impressionante esse relato teu sobre as restrições ao torcedor, mesmo após toda a INDIADA que é conseguir chegar ao estádio. Nada pior no futebol que um estádio frio, sem alma. E é isso que parece que querem pro Alviazul.
    Dependendo da taberla do ano que vem, tentarei conhecê-lo!

  2. Régis diz:

    No Edmundo Feix também temos esse problema de duas arquibancadas mais altas, gostaria saber quem é o gênio que pensou nisso!

    Agora essa pra visitantes é estúpida, só serve pra Gremio, Inter e rivais regionais.

    Custa colocarem uma cerca, ou algo que divida aquela arquibancada???

  3. pedrohckruger diz:

    Ótimo post, Daroit.

    Fiquei com vontade de conhecer o estádio – porque a Fruki eu já conheço… haha

  4. Brauner diz:

    Bons tempos em que eu joguei contra o glorioso BIRA, com seu uniforme vermelho patrocinado pela FRUKI.

    Fruki, o guarána do Ubirajá.

    Baita texto, Daroit.

  5. Giaretta diz:

    Bom texto, parabéns.

  6. Rogério Luiz Bohlke diz:

    Muito boa a matéria ! A próxima vez que eu entrevistar alguém do Lajeadense terei uns 330 tópicos para abordar graças a esta matéria. Só uma coisa: O que é feito aí do União Campestre que andou disputando o Estadual Amador há uns dois ou três anos / Tinha o estádio Campestrão ná ? Parece que tinha dado um rolo de tentativa de suborno com eles no certame da Certel, acho, e eles se bandearam para o fracassao Estadual Amador que hoje é uma espécia de 4º divisão gaúcha. E a propósito, este campeonato da Certel é forte né.

    Como uma dos “filhos da puta da imprensa da capital” quero dizer que eu, o Ernâni Campelo, no Plantão Esportivo, de segundas a sextas, das 20h ás 21h45min sempre falamos bastante, de bem e de mal, das coisas do interior. E depois temos um espaço único no rádio da capital- o ano todo- com o Flávio Fiorin, das 21h45min ás 22h, só do interior ( e da dupla zé-cruz), inclusive com os “grandes de Caxias. É bem verdade que volta e meia somos achincalhados por quase todos os “Outros fihos da puta” da imprensa daqui. Como somos masoquistas continuamos falando do nosso interior. Só mais uma coisa. Acho justíssima a indignação que a “minoria pensante” do nosso interior, que corajosamente resiste mas gostaria, a bem da justiça, que houvesse cobrança proporcional à imprensa da cidade/região. Nós , os “louquinhos” da capital que disputamos no braço, e sem nenhum reconhecimento, espaços para estes clubes desassistidos, vez por outra, nos abastecemos da imprensa local ( rádio, jornais, sites..) e não tem ABSOLUTAMENTE NADA sobre os clubes de lá, mas em compensação tem liga nacional de voleibol, NBA, e é claro, Muuuuuuita dupla gre-nal. Vamos cobrar deles, também, né .

  7. Giaretta diz:

    Estarei a partir de agora sabotando as bebidas Fruki até que o véio volte a patrocinar o Lajeadense.

  8. daroit diz:

    #6

    Bohlke, tu sabe que valorizamos muito o que vocês fazem na Guaíba. Já falamos aqui várias vezes, e é sincero. RATIEI no texto de não ter citado NOMES né, mas enfim, foi pra citar dois jornalistas só que sempre nos avacalham, nenhum deles da tua emissora. Quem lembra dos ocorridos, saberá quem é (Se não lembrarem, dicas: um é gordo e o outro é careca e GROSSo). É evidente que tu, o Ernani, o Fiorin não fazem parte do grupinho xingado. Se não for, deixo claro aqui agora.

    Quanto ao União Campestre, confesso não saber mais a quantas anda. O Regional Certel perdeu um pouco da sua força, e o municipal de Lajeado mesmo tá beem fraquinho. Não tinha meia dúzia de times esse ano, e sinceramente não lembro se o Campestre era um deles. Aliás, eles nunca foram nem o time mais forte da cidade, essa disputa do Gauchão foi um completo DELÍRIO.

    Quanto à imprensa do interior, concordo completamente. Mas nós, em Lajeado, acho que não podemos nos queixar. Embora ainda falem muito de Inter e Grêmio, as Rádios Independente e Emoção dos Vales e os jornais O Informativo do Vale e A Hora do Vale sempre cobrem muito bem o Lajeadense, o Bira, a Alaf, a Avates, os campeonatos internos, os amadores e tudo mais que apareça por aqui.

    Abraço!

  9. Franco Garibaldi diz:

    #6 e #8

    Apesar de acabar ficando um balaio de gato a expressão usada, acho que o Daroit explicitou bem agora os alvos da indignação, além daqueles que dariam graças a Deus para não terem que ir ao interior nas coberturas e que nada divulgam sobre qualquer coisa fora da capítal, Bohke.

    Aliás, foi através do Daroit que soube dessa cobertura maior do interior dada por vocês, na Guaíba. A partir daí, ao menos no horário das 21h30 às 22h tenho conseguido escutar vocês pra pegar as infos e entrevistas com gente do interior (ápós encerrar as atividades com as crias na chegada em casa).

    Mesmo sendo um espeçao diminuto, é louvável essa iniciativa de vocês três na divulgação de algo que “ousa” sair do padrão grenal (e sua decorrente falta de assunto, pois é muito tempo para tratar de apenas dois clubes – crítica geral que faço à crônica que se ocupa exclusivamente dos dois).

    No mais, concordo contigo sobre a cobertura no interior. De Caxias, em especial, acho que só o Pioneiro, por motivos óbvios, acaba dando espaço também para os times da capital. Folha de Caxias e o Caxiense cobrem, no futebol, apenas a dupla Ca-Ju. E, nas rádios, embora seja uma pena que só a Caxias realmente tenha departamento de esportes, sua cobertura é exemplar, chegando ao ponto de que, não fosse ela, sequer teríamos transmissão dos jogos fora de casa dos clubes nas séries C e D.

    Falta essa visão de valorizar mais o que é de cada cidade. Mas aí é uma luta para algumas gerações, pois o público foi tá catequizado de que só vale torcer pra dupla grenal que é preciso um trabalho dedicado para tentar mudar esse panorama.

    Abraço!

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  11. Zezinho diz:

    Vocês me chamam de Hunter Thompson do Vale dos Sinos. O que sobra pro Daroit? Spike Lee do Taquari?

    Olha que texto primoroso. Nunca chegarei ao nível de conhecimento e detalhamento do meu clube – até por morar a LÉGUAS de distância.

    Eu simplesmente ODEIO esse modelo de estádio. Primeiro, que tem que ser cercado. Segundo, muito espaço pro visitante. Terceiro, não há o POVÃO, a MASSA, a GERAL. Quarto: tá tudo errado.

    É bem possível visualizar esse alemão safado sendo eleito presidente do Lajeadense na base da surra de soga nos demais

  12. Xavante Munhoso na área… Gol do Brasil!
    Parabéns pelo texto! Mesmo sem ir a Lageado há muitos anos, senti-me neste estádio. Como vim parar aqui? Num debate entre torcedores do G. E. Brasil (que está em vias de fazer reformas profundas no Estádio Bento Freitas) manifestei minha crítica e estas “arenas” frias e alheias a energia de nossas torcidas. Pré-moldaram nossa inteligência e as verbas faraônicas tomam conta e deturpam tradições a partir da grande mãe Fifa e suas “afilhadas” CBF e por aí afora neste mundo de Deus. Feliz daquele que pôde gritar gol, xingar um juiz, abraçar um estranho ou mesmo afogar a derrota num e bom velho trago de canha. Quanto à cerveja, coitada, transferida do copo de vidro para uma imitação em plástico, sumiu compulsóriamente dos estádios.
    No link a seguir, a alma (em fotos) de um verdadeiro Estádio de Futebol:
    http://xavantemunhoso.blogspot.com.br/2012/05/estadio-bento-colosso-de-freitas-23-de.html

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