Brasil-Pel 1 x 1 Riograndense-SM: o empate que fez a chuva parar

Tchê, inicialmente eu não iria à partida. Lá fora caía uma chuva fina e pelo adiantar da hora eu chegaria com alguns minutos de atraso na Baixada. Porém, minha namorada me ligou e me INTIMOU a levá-la ao jogo. Orgulhoso, vesti a jaqueta de cor rubra, peguei a carteira de sócio e parti.

Chegamos ao estádio e a PELOTA já estava em movimento. Na catraca eletrônica tentei passar com a CARTEIRA DE PASSAGEM DO ÔNIBUS (totalmente ns), arrancando risadas da minha guria, da funcionária que administrava a catraca, do BM que há pouco me revistara e de mim mesmo, é claro. Pois bem, voltando ao que interessa, a bola rolava e o Brasil pressionava.

Enquanto a chuva (do tipo MOLHA BOBO) caía, as cerca de mil almas viam Matão perder um gol incrível ao rematar de letra. O goleiro defendeu como deu e o placar foi mantido. O time de Santa Maria jogava pouco e SE JOGAVA muito. Ameaçavam em lances de bola parada e em raros contra-ataques. Chegaram a marcar um tento, mas este anulado por Impedimento. Fim da primeira etapa.

Rumamos ao outro lado do estádio; mas antes, motivado pelo texto do Daroit sobre o estádio do Lajeadense, comprei um lanchinho: uma pipoca que me custou CINCO DILMAS. Uma facada no peito. Para piorar NÃO havia Fruki. Triste. Voltemos à partida!

O primeiro fato da segunda etapa foi o grito solitário de um torcedor na arquibancada: “COSTELA DE PORCO!”. Tal BERRO ecoou pelo estádio e foi direcionado ao goleiro adversário, o Costella. Com certeza essa ação foi a responsável por um dos FRANGOS mais épicos que já presenciei no estádio Bento Freitas. Aos 10 minutos, após cobrança de escanteio, Costella espalmou para trás/errou a bola/marcou um golaço/”frangou”. Porém, o tento foi de Fabiano Eller que invadiu a meta empurrando a bola com a barriga sem qualquer tipo de constrangimento. 1 a 0, Xavante.

Na arquibancada, a charanga Xavante tocava “parabéns pra você” e canções semelhantes ao aniversariante da noite: o GOLEIRAÇO Luiz Muller. Completou 31 anos de idade e tem contrato renovado para mais uma temporada. Maravilha!

O Brasil jogava melhor e administrava a partida. No entanto, a chuva aumentou e a presença ofensiva do Riograndense também. O time de Santa Maria começava a ameaçar, apesar de o Brasil chegar ao ataque com alguma facilidade. Porém, quando a chuva estava bem mais forte, apesar de ainda MOLHAR BOBO, Giovani cabeceou livre após escanteio e empatou a peleja. E a chuva parou…

A partir do empate, e com o tempo finalmente sem chuva, o jogo tornou-se dramático. Parecia final de copa do mundo. O banco de reservas do Riograndense pedia o fim da partida e o Xavante ia ao ataque de uma forma desesperada. O Brasil tentou principalmente com Matão, mas o empate quase veio após bom chute do zagueiro Jonas. O tempo passou, a chuva foi embora e a vitória MOIÔ. Placar final: 1 a 1.

Por fim, entreguei minha guria à sua família e retornei à minha. O Brasil não conseguiu vencer (de novo) em casa e mais nenhuma gota caiu por este chão após o empate.

A foto é de Carlos Insaurriaga.

FICHA

Brasil-Pel: Luiz Muller; Éder Silva, Jonas, Fabiano Eller, Tiago Saletti; Leandro Leite, Washington, Willian Kozlowski (Wender), Marcos Paraná; Márcio Jonatan (Alex Amado) e Matão (Marcos Denner). Técnico: Rogério Zimmermann.

Riograndense-SM: Costella; Anderson, Da Silva, Clayton, Tosta; Rangel, Gregori (Ricardo), Edu Silva, Chiquinho; Adriano Paulista (Giovani) e Tiago Duarte (Júnior). Técnico: Círio Quadros.

Gols: Fabiano Eller (Brasil-Pel); Giovani (Riograndense-SM).

Cartões amarelos: Jonas, Fabiano Eller, Tiago Saletti e Márcio Jonatan (Brasil-Pel); Costella, Anderson, Tosta e Adriano Paulista (Riograndense-SM).

Cartões vermelhos: Tiago Saletti (Brasil-Pel); Tosta e Ricardo (Riograndense-SM).

Arbitragem: Paulo Jassin Gutierrez, auxiliado por Vinícius Palau e Alexandre Horn.

“Um BOBO molhado”,

Pedro Henrique Costa Krüger

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4 Respostas a Brasil-Pel 1 x 1 Riograndense-SM: o empate que fez a chuva parar

  1. Junior II diz:

    “Mil almas” ????
    Consta que foi entre 200 e 250 “almas” o público da partida !!

  2. NecoMüller diz:

    E o Giovane gosta de fazer gols na dupla BRA PEL, e jogando pelo Riograndense e de preferência em Pelotas.

  3. Junior II diz:

    Caro NecoMuller, acredito que ele não tenha marcado muitos gols de cabeça na sua carreira, devido a baixa estatura, mas além do deste jogo marcou o da vitória do Pelotas no clássico bra-PEL do brasileiro da série C em 2003 !
    Sempre no Bento Freitas, e sempre contra os xavantes…será que foi na mesma trave ?

  4. #1 e #3

    Tinha umas mil almas, sim. No borderô tem bem menos, então, oficialmente, estás correto. O que vi foi um pouco mais, mas não tira o fato de que foi MUITO fraco. Entretanto, como coloquei no post, nem eu iria ir ao jogo. Além do tempo MURRINHA, o abatimento ainda é muito forte.

    Sobre o Giovani, o gol não foi na mesma GOLEIRA. Realmente foi ele que fez aquele gol em 2003. O último clássico, inclusive, com vitória azul e amarela.

    Um abraço.

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