Brasil-Pel 4 x 0 14 de Julho: uma juba como troféu

Lembram-se da caça Xavante aos leones na fronteira? Naquela ocasião a indiada rubro-negra voltou para Pelotas trazendo consigo um leão abatido. Pois bem, ontem à noite chegou à TERRA DO DOCE uma alcateia leonina buscando vingança. No entanto voltaram para casa sem algumas jubas.

O 14 de Julho chegou ao estádio Bento Freitas destinado a obter uma DESFORRA. Entraram no gramado com um uniforme composto de calção branco, e camisa e meias AMARELAS, provocando certo FUROR aos presentes. Aliás, foram os poucos que assistiram à partida. Um público fraco, totalmente não-Xavante!

Já o Brasil, de Pelotas, entrou no gramado com a meta de vencer em casa, finalmente. Após empatar a última partida no Bento COLOSSO Freitas, a indiada estava sendo pressionada a vencer e a convencer. Com o tradicional uniforme composto de camisa vermelha, calção preto e meias brancas, o time da casa dava início à partida.

Qual a primeira atitude que se faz quando há uma dezena de leones dentro da tua tribo? Atacar para defender, obviamente. Sabendo bem disso, a indiada Xavante partiu para a briga e quase chegou ao primeiro GOLPE com Matão, mas este cabeceou para fora. Os índios insistiam também com Márcio Jonatan, autor dos dois tentos no confronto anterior.

A primeira PAULADA no leão invasor ocorreu por volta dos quinze minutos. Washington mandou um forte chute, o goleiro espalmou e viu a bola escorrer como areia por entre os dedos. Sem nenhum problema nem misericórdia, Fabiano Eller empurrou com um toque sutil, mas matador, para dentro do gol adversário. Brasil, 1 a 0. Os índios continuaram a atacar os invasores. Estes, por sua vez, nada conseguiam fazer. Os guerreiros protegiam a tribo com muita segurança, apesar de estar com poucos combatentes na arquibancada. Poucos, mas bravios!

Na segunda etapa da peleja o técnico – e cacique – Rogério Zimmermann resolveu colocar em campo um dos mais sábios e experientes dentre todos os índios Xavantes: Marcos Denner. O índio velho entendeu a ordem e mexeu com o time, mudou a postura da equipe, tornando-a SANGUINÁRIA. Ele não queria apenas expulsar os invasores, mas roubá-los a juba! <o> (ns) Da mesma forma que faziam os índios norte-americanos quando utilizavam a prática de ESCALPELAR os seus inimigos. Lindo e mortal.

Márcio Jonatan encarnou o novo clima da partida e buscou o segundo gol Xavante e sua TERCEIRA MALDADE contra os leões. Conseguiu isso ao invadir a área e chutar rasteiro no canto esquerdo do goleiro Yai. Brasil, 2 a 0. Logo em seguida o 14 de Julho tentou revidar com Júnior, mas a bola foi para fora. Porém, era o Brasil que pressionava. Alex Amado, o indiozinho, que há pouco entrara no lugar de Márcio Jonatan, tentou de bicicleta depois de bate-rebate; no mesmo lance a bola ainda sobrou para Willian Kozlowski que tentou um voleio.

Já tontos, os leones viram aquele índio chegar de forma IGNORANTE: Marcos Denner, o sanguinário da noite. Após chute de Amado, Yai deu rebote e a bola sobrou para o veterano Denner que, sem dó nem piedade, colocou para o fundo das redes. Brasil, 3 a 0. A última PAULADA saiu aos 43 da etapa final. Kozlowski, após bola parada, subiu mais do que todos e testou a pelota ao gol. Os leones mais uma vez caíram perante a Tribo Xavante. Como se não bastasse perderam também as suas jubas.

Com o resultado, o 14 de Julho perdeu a liderança da chave para o São Paulo de Rio Grande. O Leão da Fronteira, portanto, perdeu o posto de REI DA SELVA para o Leão do Parque. Será que os índios Xavantes derrubarão mais uma alcateia por estas bandas? Oremos que sim.

O Brasil chegou aos 13 pontos e está na terceira colocação com um jogo a menos. Além disso, possui o melhor ataque da Copa (13 gols) e a melhor defesa da chave (5 gols sofridos). Que mais vitórias apareçam, assim como a falange Xavante. O ritual só funciona perfeitamente quando há casa cheia.

As fotos são de Carlos Insaurriaga.

FICHA

Brasil-Pel: Luiz Muller; Éder Silva, Jonas, Fabiano Eller, Edu Silva (Galego); Leandro Leite, Washington, Wender, Willian Kozlowski; Márcio Jonatan (Alex Amado) e Matão (Marcos Denner). Técnico: Rogério Zimermann.

14 de Julho: Yai; Gamela, Léo Korte, Júnior, Dakimalo; Alexandre, Gustavo, Fernando Lima, Michel (Marcelo); Vágner (Moisés) e Luis Paulo. Técnico: Julio Batisti.

Gols: Fabiano Eller, Márcio Jonatan, Marcos Denner e Willian Kozlowski (Brasil).

Cartões amarelos: Washington e Márcio Jonatan (Brasil); Gamela, Júnior, Fernando Lima, Michel e Moisés (14 de Julho).

Cartão vermelho: Moisés (14 de Julho).

Arbitragem: David Baquini, auxiliado por Rodrigo Macedo e Itatiã Nunes.

“Bebendo chá Matte Leão”,

Pedro Henrique Costa Krüger

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3 Respostas a Brasil-Pel 4 x 0 14 de Julho: uma juba como troféu

  1. Giaretta diz:

    Eu acho o Denner um baita jogador, sempre foi destaque nos jogos que vi na baixada, não consigo entender porque parte da torcida tem cisma com o cara.

  2. Régis diz:

    Foda é o salário dele…

    Mas é o melhor atacante que o Brasil tem.

  3. Giaretta diz:

    Se a camiseta titular do 14 é elogiável não se pode dizer o mesmo desta reserva.

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