Riograndense-SM 2 x 2 Brasil-Pel: chutando água, canelas e até a bola

Em Santa Maria, abaixo de muita água, o Brasil conseguiu trazer para Pelotas um empate, um lesionado e muito barro. A partida foi resolvida na base da força física e vontade. Canelas não foram poupadas e a grama foi arrancada na base do BICO. É o que chamo de futebol à la futebol.

Jogar na cidade universitária nunca foi uma tarefa simples. Pior ainda quando a natureza resolve comprar o ingresso e participar da peleja. O gramado se torna num misto de grama, água e muito barro. Cada chute é precioso e bolas áreas são ótimas alternativas. Nessas condições um carrinho bem dado dá os três os pontos, além de transformar o meião num pano de chão. Lindo.

A partida começou eletrizante. O Periquito, dono da casa, resolveu BICAR o índio ensopado que há pouco chegara ao estádio dos Eucaliptos. Aos 4 minutos, Chiquinho, de BICO, mandou bola rasteira no canto direito do grandalhão Luiz Muller. 1 a 0, Riograndense. Molhado, com frio e ferido, o índio Xavante precisava revidar.

A resposta veio dois minutos depois, após Alex Amado invadir como um JETSKY a área adversária e ser derrubado pelo goleiro. Willian Kozlowski cobrou a penalidade com categoria e colocou a pelota no canto. Empate nos Eucaliptos. No remate, o jogador Xavante lesionou o joelho e precisou sair de campo – por pouco não foi levado numa canoa.

A partida continuou eletrizante e molhada, numa perigosa combinação. Para a infelicidade dos pelotenses, o Riograndense chegou ao segundo gol após confusão na área. Foi aos 35, ainda da primeira etapa, após boa CAVADINHA de Adriano. 2 a 1, Periquito.

Fim da primeira etapa. Todos aos vestiários para torcer os seus respectivos uniformes. Na volta do intervalo, os índios vieram secos e com vontade de buscar o empate. Essa tribo, em particular, sabe bem o que é jogar num campo alagado, vide 2008, por exemplo.

Tamanha vontade deu resultado. Aos 15 minutos, após cobrança de escanteio, Cirilo tentou por duas vezes e marcou. Ele devolveu também no BICO e fuzilou. 2 a 2. A igualdade deu ao Brasil o gás que faltava. O Xavante pressionou muito, mas não conseguiu marcar pela terceira vez. O time da casa também ameaçava, mas a sólida defesa rubro-negra soube neutralizar os ATAQUES AÉREOS – literalmente – dos Periquitos. O empate, portanto, foi o placar final da partida.

A próxima batalha do Brasil de Pelotas acontece no domingo (23), às 16 horas, no estádio Bento Freitas. O adversário será o maior rival de todos, o Esporte Clube Pelotas. Será o clássico Bra-Pel de número 351 da história. Vale a invencibilidade Xavante e a revanche áureo-cerúlea.

As lindas imagens são do fotógrafo Carlos Insaurriaga.

FICHA

Riograndense-SM: Eduardo; Anderson, Da Silva, Rangel e Tainã; Gregori, Edu Silva e Chiquinho; Adriano Paulista, Giovani (Júnior) e Tiago Duarte. Técnico: Círio Quadros.

Brasil: Luiz Muller; Eder Silva, Jonas, Fabiano Eller e Edu Silva (Tiago Saletti); Leandro Leite (Marcos Denner), Moisés, Wender, Willian Kozlowski (Cirilo); Alex Amado e Matão. Técnico: Rogério Zimmermann.

Gols: Chiquinho e Adriano Paulista (Riograndense); Willian Kozlowski e Cirilo (Brasil).

Cartões Amarelos: Eduardo, Tiago Duarte e Rangel (Riograndense); Edu Silva, Fabiano Eller, Jonas e Leandro Leite (Brasil).

Arbitragem: Gilmar Nunes dos Santos, auxiliado por Ismael Mancilha e Pablo Sebastian de Mello.

“Avante, Xavante!”,

Pedro Henrique Costa Krüger

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3 Respostas a Riograndense-SM 2 x 2 Brasil-Pel: chutando água, canelas e até a bola

  1. Natan Dalprá Rodrigues diz:

    “Jogar na cidade universitária nunca foi uma tarefa simples. Pior ainda quando a natureza resolve comprar o ingresso e participar da peleja. O gramado se torna num misto de grama, água e muito barro. Cada chute é precioso e bolas áreas são ótimas alternativas. Nessas condições um carrinho bem dado dá os três os pontos, além de transformar o meião num pano de chão. Lindo.”

    Sensacional!

  2. Régis diz:

    Marcos Denner reserva do Matão porque?

  3. Falei com o Gilmar Nunes dos Santos, como já postei nos comentários do jogo São Borja x Três Passos-. Só para acrescentar o que na materia não caberia no aspecto jornalístico. Ele me disse que, aos dez minutos de jogo, quando houve a tal chuva de granizo, chamouos dois capitães, Rangel do Riograndense e Leandro Leite do Brasil e perguntou se queriam que ele paralizasse o jogo. A resposta foi, “doutor, já que sujamos a bunda n´agua, vamos tocar em frente”.

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