Teve tudo em São Borja, menos vitória do Bugre

Apesar do pedido do árbitro Cristiano Santos, o jogo teve muita confusão.

]Expulsões, golaço, entrevero, pressão, lance bizarro e intervenção da Brigada Militar. Teve quase tudo no embate entre a AESB, de São Borja e o TAC, de Três Passos, ontem, no Estádio Cel. Vicente Goulart, em São Borja. A única coisa que não teve, foi a primeira vitória do Bugre são-borjense. Mais uma vez a AESB jogou bem, mas não saiu com o resultado. Melhor para o TAC, que mantém a liderança do grupo e a vaga garantida no mata-mata da Segundona Gaúcha.

O Jogo:

O time de São Borja foi o primeiro a criar uma chance de gol. Jajá cruzou para Johnny que concluiu em cima da zaga. Depois disso, o TAC cresceu e aos 13’ abriu o marcador. Após uma falta que foi cobrada na área, Bonaldi afastou a bola que foi em direção de Aldair, que de sem-pulo acertou um chute de rara felicidade e fez um golaço. Cinco minutos mais tarde, a AESB empatou. Maikel Gaúcho aproveitou cruzamento na área e, de cabeça, deixou tudo igual. Dois minutos depois, o TAC marcou novamente. Bonaldi errou na hora de afastar a bola e Marcão aproveitou, saiu na frente de Guilherme Superti para ampliar para o time de Três Passos.  Após o gol, uma confusão generalizada, a primeira do jogo, tomou conta do gramado. Todos os atletas do Bugre foram pra cima da arbitragem, reclamar um lance faltoso do time de Três Passos. Era só o início da confusão com a arbitragem.

Time da AESB reclama do segundo gol do TAC.

Depois do entrevero o time de São Borja teve duas chances para empatar, primeiro com Juliano, que testou no canto após cruzamento de Chimbica e com Jajá, que cobrou falta para fora. Antes do último apito dos primeiros 45 minutos, Marcão protagonizou um lance legítimo de bola murcha. Ele arrancou sozinho da meia-cancha e só com o goleiro Superti na frente, chutou a bola em Itaqui, de tão feia que foi sua conclusão. Sem aproveitar essas oportunidades, o primeiro tempo terminou com vitória dos visitantes pelo placar de 2×1.

Marcão perde chance incrível. Sozinho com o goleiro ele chutou a bola a 20 metros da goleira defendida por Superti.

Na segunda etapa, a AESB voltou com o meia-atacante Japa no lugar do zagueiro Xano, ganhou mais movimentação e empatou logo no início. Jajá, aos 4’, cobrando pênalti, deixou tudo igual. Aos 10’, um lance capital. Japa fez bela jogada e deu um passe na medida para Chimbica, que dentro da área desviou do goleiro. A bola passou raspando o poste esquerdo do goleiro Luli. Depois disso, o TAC reequilibrou as ações da partida e construiu sua vitória. Primeiro Diego cobrou falta da direita e o vento mudou a direção da bola, fazendo com que ela fosse direto para o gol, surpreendendo a todos e marcando o terceiro gol do Jalde-Negro de Três Passos.  Mais tarde Juliano, em outra falta lateral, alçou a bola para área da AESB, a zaga falhou e a bola ficou para Elton, que sozinho, na frente do goleiro, chutou duas vezes para marcar o quarto gol do Três Passos na partida. O técnico Candinho até tentou mudar o time, promovendo as entradas de Cael e Guilet, mas de nada adiantou. Antes do fim do jogo, Japa reclamou com veemência da arbitragem. Na primeira, foi amarelado. Na segunda, o árbitro Cristiano dos Santos o expulsou. Solicitando inclusive auxilio da Brigada Militar para retirar o atleta de campo. Depois disso, o placar não se alterou mais. AESB 2×4 TAC.

Mas engana-se quem acha que o jogo terminou no apito final. Depois do encerramento da partida, o zagueiro Bonaldi foi tirar satisfações com o árbitro da partida e acabou expulso. A catástrofe só não foi completa, pois o Guarany empatou com o Tupi, ainda mantendo viva as chances da AESB de classificar-se a próxima fase. Já o TAC, manteve a liderança e está garantido no mata-mata desse ano da Segundona Gaúcha.

Depois do apito final, Bonaldi reclama com o árbitro da partida e é expulso.

Resumo da partida

Associação Esportiva São Borja 2 x 4 Três Passos Atlético Clube

Estádio Vicente Goulart 

AESB: Guilherme Superti; Maikel Gaúcho, Bonaldi, Xano (Japa); Juliano, Guilherme Cruz, Frois (Guilet), Jacks, Chimbica e Johnny (Cael); Jajá. Técnico: Candinho

TAC: Luli; Leandrinho, Darzoni, João Carlos e Diego; Jonas, Aldair (Julinho), Dudu e Tiago Saraçol (Japa); Marcão (Élton) e Kléberson. Técnico: Leco

Cartões Amarelos: Juliano, Japa e Xano (AESB).

Cartões Vermelhos: Japa e Bonaldi (AESB).

Renda e Público: Não divulgados.

Por Fábio Giacomelli – @fabiogiacomelli – direto da Terra dos Presidentes.

Publicado em São Borja, Segunda Divisão 2012, Terceirona, Três Passos com as tags , , , , , , , , , , . ligação permanente.

5 Respostas a Teve tudo em São Borja, menos vitória do Bugre

  1. Ildevandro GOmes diz:

    Parabéns pelo relato. Bem fiel ao que aconteceu no campo.
    Infelizmente o despreparo dos atletas do São Borja culminou com essa derrota e esse fiasco protagonizado em campo. Tem investimento, tem casa, comida e roupa lavada oferecida pela direção e não esfregam a bunda no chão (Exceção aqui para o Jajá, Frois e Jacks) pelo time de São Borja!

    Se quiserem algo pro proximo ano, tem que melhorar e muito. Acorda São Borja!

  2. Neco Müller diz:

    Pois em Santa Maria o jogo(Riograndense x BrasilPE) foi realizado em um campo sem condições de jogo em uma das laterais não se via a risca do campo e o bandeira usou galochas para o jogo, mas como o local era o Riograndense, o jogo ou a tentativa dele ocorreu. Para começar bem o jogo chuva de granito, que me fez perder o primeiro gol do Riograndense(Chiquinho), pois tive que me abrigar junto ao bilheteiro do jogo. O Brasil empatou de penalti e após o ex jogador Fabiano Eller ter feito uma agressão com direito a xingar bandeira levou de prêmio um amarelo. No fim o 2 x 2 foi justo Riograndense melhor no primeiro tempo e o Brasil no segundo, valeu pela garra apresentada e o público corajoso em torno de 200 pessoas certamente aproveitou mais do que os jogos da dupla que deu dó de ver.

  3. Vini Araujo diz:

    Grande TAC Peleador.. mais uma vitória incontestável, invencibilidade mantida e liderança isolada da Chave-B..
    Domingo é dia de lotar o Medeirão e mostrar para o Gabiru quem manda aqui no Noroeste..

  4. É… pelo jeito vai demorar para que o São Borja- se é que isto um dia voltará a acontecer- retorne à elite gaúcha. Tempos em que a “Arapuca da Fronteira” era temida, o “Mimoso” era famoso por suas viagens pelo interior – deve ter percorrido uma distância cinco vezes da terra à Lua, no mínimo- , que o São Borja era capaz de terminar com uma invencibilidade de quase três anos do Brasil no Bento Freitas, que jogadores do São Borja iam para a dupla gre-nal- Mano (goleiro),Fernando, Beto, Canhotinho, entre outros- que atletas como Illo, Casca, Aguiar, Morsa, abasteciam outros clubes gaúchos. Uma pena…

    Gente, pode parecer implicância mas não é. Só se justifica, para ele, se estiver com enormes dificuldades financeiras e se os dirigentes do São Borja sofrem de demência coletiva, ou ele morar ao lado do estádio Vicente Goulart e levar o uniforme para lavar, comprar bolas para treinos , etc. O que o São Borja quer com o Bonaldi ? Confirmem-me. Ele já foi expulso três vezes no campeonato não é ? Em Bagé quis dar no Adão de relho e apanhou da torcida. Depois teve outra expulsão e agora a terceira não é mesmo ? Se me disserem que ele joga por que precisa, ainda, respeito. Se é por que gosta, pôxa, se não aprendeu em quase 20 anos de carreira e agora anda mais nervoso do que ja era, só atrapalha e serve de mau exemplo para a gurizada. Não dá para entender. O Bonaldi me lembra o Daison Pontes pelo número de espulsões. O mais violento dos “Irmãos Pontes” foi recordista brasileiro em cartões vermelhos: 18. Se o São Borja continuar apaixonado pelo Bonaldi, não fechar as portas em 2013, e ele continuar até os 40, acho que supera a marca do Daison. Mais recentemente tinha um tal de Ludo, que andou por São Luiz, São José e outros “trocentos” times gaúchos. Jogava meia, era expulso, voltava dali a duas, era expulso, jogava mais uma, etc.. Nem sei se parou.

    Sobre uma colocação de um internauta aqui, sobre o Fabiano Eller, até concordo em parte que seja um ex-jogador. Mas é o que mais tempos no nosso interior: Adão, Gabiru, Bonaldi, Darzone. Só o Guarany de Bagé tem mais velho do que a Academia Brasileira de Letras. O Perondi- o Emídio- dizia, e eu não concordava, mas ao ver alguns atletas já ao encontro da senilidade, e agressivos, já repenso o assunto- o seguinte quando perguntado sobre campeonto estadual amador e sobre o retorno de alguns clubes aos profissionalismo: ” é tudo c. de cachorro- arrancava todas as frases, das que se podia compreender com a sua sofrível dicção- isso aí ó, é só para fazer um monte de velho brigar”. Não chego a tanto mas..

    GILMAR NUNES DOS SANTOS

    Cometi, ou cometemos ( eu e o Ernâni) ontem um erro na “Faixa de Gaza” ( no encerramento do Plantão Esportivo da Rádio Guaíba, de segundas a sextas, alí pelas 21h40min, mais ou menos, antes de começar o Futebol do Interior, com o Flávio Fiorin). Prega o bom jornalismo que se ouça os dois , ou todos os lados de um assunto antes de abordá-lo. Faço mea culpa. Recebemos várias reclamações sobre o árbitro Gilmar Nunes dos Santos pelo fato de ter dado condições de jogo para a partida Riograndense de Santa Maria x Brasil, no domingo. Teria havido pressão do Brasil para não retonar, ele não teria se preocupado com a integridade dos atletas, não teria querido adiar o jogo por que nãopoderia apitar no dia seguinte e perderia o cachê, etc. Liguei para ele ontem à noite, por volta das onze horas, e peguei sua versão. Com a permisão dos coordenadores deste site, em havendo interesse dos internautas, coloco aqui o endereço para quem quiser ler sua versão: http://www.futebolnarede.com.br/noticias/verumanoticia.php?var=109457

  5. Rogério,
    Assim como tu não entende, nós, que acompanhamos todo o ressurgimento do time de São Borja, tudo que foi investido no Vicentão e tudo que é pago e ofertado aos atletas, também não entendemos. Subiram para o profissional o Aírton Fagundes, um cara incontestável no trabalho nas categorias de base, paizão, que preza pela conversa ao chute na porta. Talvez tenha sido errada. O São Borja precisaria de um técnico “grosso” para esse início.

    Outra coisa, a ideia da direção era trazer um espinha de time (Goleiro-Zagueiro-Meia-Atacante) com experiencia e qualidade comprovada e juntar à eles o pessoal da base. Porém vieram 18 atletas, do interior do MS e de SP, por meio de um empresário. Não precisava. Poderia pegar tudo daqui, do interior do RS, com conhecimento do nosso estilo de jogo.

    Mas também quero pensar que é errando que se aprende. Não foi e nem será, apesar de ter ainda chance, dessa vez. Mas ainda nos cabe torcer.

    Me manda teu email para fabio@fabiogiacomelli.com para conversarmos melhor!

    Um abraço!

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