“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena” (Ypiranga 2×0 Riopardense)

Leocir, O COMANDANTE, rindo à toa. Na foto, em encontro com Gilmar Rinaldi no Colosso.

Uma tarde de sábado é das mais sugestivas partes da semana. Entre inúmeras possibilidades de lazer, a direção do Ypiranga e a FGF, temendo perder público para os jogos da dupla no domingo, decidiram nos oferecer mais uma: o jogo contra o Riopardense, pela Copa RS.

Eu, mesmo em dúvida se valeria a pena todo o deslocamento, decidi embarcar no Unesul e sair da Terra do Pinho rumo à Capital da Amizade. Cheguei ao estádio a tempo de perceber que a mesma dúvida estava na cabeça de muitos erechinenses. Apenas duzentas pessoas foram ao Colosso da Lagoa – 20% brigadianos.

Como recompensa aos que provaram serem bons torcedores, o Canarinho começou em cima. O ponteiro dos segundos nem havia chegado na sua terceira metade quando Tiago, o volante artilheiro, colocou a bola na rede. O bandeira, entretanto, achou muito cedo para um gol e resolveu anular o lance.

Depois disso, NADA. 45 minutos da mais pura perda de tempo. Diante da retranca do Peixe, a inércia do Canarinho. Os goleiros, a cada instante, pareciam se lamentar por terem esquecido de levar algumas bergamotas nos bolsos. Eu tive tempo de fazer listas de supermercado, tarefas para a semana e livros que deveriam ter sido lidos nessa greve dos professores. Com seu trompete, a Mancha do Ypiranga até resolveu dar uma passeada pelo estádio. Os corneteiros se divertiam. No final da primeira etapa era consenso: teria sido melhor ir ver o filme do Pelé!

Como se avisada somente no intervalo de que o jogo já havia começado, a esquadra verde-amarela voltou com tudo. Rodrigo Couto pegou rebote de escanteio e desferiu um PETARDO no barbante do goleiro Vandré, logo no início. A rádio ainda passava o replay (?) do primeiro gol quando Julinho cruzou para Rodolfo marcar o segundo, em um bonito voleio.

Com os três pontos encaminhados, ainda deu para ouvir uma corneta no treinador, por xingar o lateral Julinho. “Como vai xingar o melhor do time, seu animal?!”, bradava o torcedor. Além de Garban, uma jovem aposta de apenar 15 anos, errar um gol sozinho em frente ao barbante.

Voltei para Getúlio Vargas faceiro com a vitória, com a confirmação de boas presenças, como Nicolas, Rodolfo, Rodrigo Couto e Julinho. Mas, principalmente, por ter escolhido o programa certo para a tarde. Afinal: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.”

Álisson Giaretta

Crédito: a foto é do Luciano Breitkreiz/Diário da Manhã.

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3 Respostas a “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena” (Ypiranga 2×0 Riopardense)

  1. “Eu, mesmo em dúvida se valeria a pena todo o deslocamento, decidi embarcar no Unesul e sair da Terra do Pinho rumo à Capital da Amizade”.

    Bravo, Álisson! E pensar que tem clubes que dizem ter milhares de associados e ainda precisam de promoção pra tentar encher o estádio. Isso na série A nacional..

  2. luizkochhann diz:

    Leocir e Rinaldi fechando a contratação de Adriano IMPERADOR para a SEGUNDONA.

    Balada erechinense vai crescer.

  3. Vicente diz:

    200 pessoas num estádio do tamanho do Colosso. Triste.

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