Flávio Campos no Lajeadense

Depois de perder o nobre Antônio Picoli, que havia acertado com o clube depois de séculos negociando pra no fim deixar todo mundo a ver navios pra acertar com o Caxias na Série C, o Lajeadense anunciou nesta semana o seu novo treinador que, espera-se, aguente no cargo até pelo menos o INÍCIO do Gauchão 2013. Pra não perder a pilha JUVENTUDE ’99 da coisa, que aparentemente começa a substituir Novo Hamburgo e São Leopoldo como obsessão do clube, o Alviazul foi atrás do capitão daquele time e, enfim, acertou com Flávio Campos.

Enquanto jogador, o volante Flávio passou por Flamengo, São Paulo, Vasco, Gamba Osaka e Bragantino antes de chegar ao Juventude, em 1995, no auge da PARLAMATICE. No Jaconi, virou capitão e ergueu a principal taça do interior gaúcho até hoje, a Copa do Brasil de 1999, conquistada no Maracanã lotado de botafoguenses. Gostou tanto de Caxias do Sul que não saiu mais de lá. Em 2000, de um dia pro outro, em meio a Libertadores da América e já com suas 35 primaveras, Flávio abandonou as chuteiras e começou, meio que no SUSTO, a sua vida de técnico.

Depois dessa aventura inicial na casamata verde, Flávio Campos assumiu seu primeiro emprego de verdade como TREINEIRO no infelizmente finado 15 de Campo Bom, em 2002. Naquele ano, de LIGAS e Supergauchões, o time amarelo chegou às FINAIS do Gauchão com o carequinha no comando, perdendo apenas a final pro Inter. Já com um MARCO no currículo, Flávio começou então a rodar pelo Brasil, inclusive, obviamente, no Rio Grande do Sul, onde treinou Glória, Esportivo, entre outros.

Em 2006, se aventurou por Belém, onde assumiu o Clube do Remo. No Leão, não perdeu nenhum jogo no PARAZÃO, mas mesmo assim ficou em 3º, e acabou sendo demitido. Voltou para o RIO GRANDE LINDO DE MEU DEUS em 2007 e, de novo, fez grande campanha no COSTELÃO, levando a Ulbra ao 2º lugar em sua chave – na frente do Inter – e sendo eliminado nas quartas-de-final pro Caxias, nos penaltis. No fim de 2008, acertou com o Brasil de Pelotas para o Gauchão do ano seguinte, mas, no fim, acabou desistindo para assumir novamente o Remo. Em Belém, de novo realizou um trabalho aceitável, até ser FRITO pela diretoria e acabar demitido após uma VITÓRIA. Serviu, pelo menos, pra fugir do acidente trágico de ônibus que envolveu o Xavante naquele ano.

Até onde se sabe, seu último trabalho foi no Sampaio Côrrea em 2010, onde treinou o time na famigerada Copa União do Maranhão no 1º semestre até pedir demissão por problemas de saúde do pai, que estava no Rio de Janeiro. Poucos meses depois, acabou recontratado e guiou a famosa esquadra BOLÍVIA nos mata-mata da Série D daquele ano, nos quais acabou eliminado, e pediu demissão novamente.

Embora relativamente sumido do mapa nos últimos tempos, Flávio tem um currículo muito justo, como se pode ver, principalmente no Rio Grande do Sul. É calmo, mas estoura quando preciso, conhece do riscado e sabe do que se trata o interior gaúcho. Hoje, se me pedissem pra escolher entre ele e Picoli, ainda optaria pelo amigo do Voges, mas o carioca era, certamente, um dos melhores nomes disponíveis para assumir o flamejante JALECO alviazul deixado por EDEMAR ANTÔNIO. Até prova em contrário, é um novo acerto do departamento de futebol do Lajeadense. Além de tudo, ainda traz junto consigo, como auxiliar, o MITO MÁRIO TILICO. Não há como ser contra. A comissão técnica ainda contará com o preparador físico Luis Paim e o preparador de goleiros Ivair Gomes.

Por enquanto, Flávio conta com um esboço de time formado pelo goleiro Fernando (emprestado ao Juventude), pelo lateral-direito Celsinho, pelos zagueiros Micael (Caxias) e Gabriel (que estava no Rio Branco-AC e acertou-se com o Concórdia até o fim do ano) e o lateral-esquerdo Mineiro, ex-Inter, ADAP e Criciúma, recém-contratado. Do meio pra frente, terá o volante Rudiero (que estava emprestado ao Remo) e o meia Bruninho (Ponte Preta), além do centroavante Jandson (Brasiliense). O volante-meia Tales, que disputou o Gauchão 2012 pelo clube, machucou o joelho e se encontra em fase final de recuperação em Lajeado, também deve retornar. Segundo a direção do clube, com a chegada em definitivo de Flávio ao Vale do Taquari na próxima semana, os acertos com novos jogadores começarão a se definir.

Pra quem havia voltado praticamente à estaca zero após o DESONRADO abandono de Picoli, até que estamos muito bem. Caberá a Flávio fazer com que tudo isso funcione.

A corneta está de férias, mas logo regressará mais forte do que nunca,
Guilherme Daroit

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13 Respostas a Flávio Campos no Lajeadense

  1. Ismael Lavallos diz:

    Pra quem havia voltado praticamente à estaca zero após o DESONRADO abandono de Picoli, até que estamos muito bem. Caberá a Flávio fazer com que tudo isso funcione.

    Pura verdade! Melhor contratação possível! Flávio sempre teve passagens cumpridoras e conhece a aldeia… torço para que consiga fazer um bom trabalho!

    O Micael zagueiro é aquele alemão que jogava no Nóia entre 2008-2009? Nunca vou esquecer um jogo Inter x NH no Beira-rio que o cara foi substituído aos 20 do PRIMEIRO TEMPO pra não ser expulso, dada a distribuição farta de porrada promovida por ele.

  2. Juve na alma diz:

    esse era genial dentro do campo

  3. daroit diz:

    #1

    é ele, sim. mas no Lajeadense sempre jogou genialmente, deixou sua alemãozice violenta pra trás.

  4. Jordan diz:

    ta aí um cara que queria ver no Juventude treinando. Quando passou aqui foi injusticado por uma torcida com parafusos a menos.

  5. SOU JACONERO diz:

    “no auge da PARLAMATICE”

    Invejosos, cagões, recalcados. Quem escreveu esse texto deve ser um torcedor de algum timeco sem título, que QUERIA SIM estar no nosso lugar na década de 90, com uma Parmalat apoiando.

    Outra coisa, a Copa do Brasil que a gente ganhou foi em 1999 e não 1998.

    Várzea.

  6. daroit diz:

    #5

    e quem disse que isso é ruim, rapaz? não foi o auge da era parlamat mesmo, ué?

    que mania de perseguição…

  7. SOU JACONERO diz:

    Não é perseguição seu zé mané, vocês escreveram essa porra com sentido de menosprezo, como se fosse um defeito. Não adianta dizer que não, tá lá no texto pra qualquer um entender, inclusive tudo maiúsculo.

  8. SOU JACONERO diz:

    Outra coisa, o nome do patrocinador era Parmalat, e não “Parlamat”. O certo seria “parmalatice”, não “parlamatice”.

    Aliás, vocês chamam o Picoli de “nobre” no início e depois “desonrado abandono”. QUÊ? Que tipo de cara nobre é esse que abandona de forma desonrada? Que contradição, vão aprender a escrever um texto.

  9. daroit diz:

    façamos um trato: eu aprendo a escrever e tu aprende a interpretar :}

    sugiro um pouco mais leitura desse blog, do Impedimento e de outros do tipo pra entender o sentido do uso de adjetivos (como “nobre”) e de RANDOM CAPS. não vou perder meu tempo explicando.

    o PARLAMATICE é uma alusão à pronúncia da marca em algumas regiões do estado. até hoje tem gente que fala “Parlamat” em cidades na fronteira entre colonização germânica e italiana.

    se tu acha que isso é depreciativo, tu não sabe nada da vida. e muito menos de toda cancha, olha se eu ia escrever algo com menosprezo? se tu 1) não pegou o espírito da coisa ou 2) é só uma cópia de torcedor da dupla grenal no que diz respeito a só olhar pro próprio umbigo e não estar nem aí pros outros clubes do estado, não consigo entender o que faz aqui.

    por fim, mané é tua bunda.

  10. SOU JACONERO diz:

    Em mais de duas décadas de existência no meio da colonada nunca ouvi o tal “Parlamat”, só neste site. Palmas pra vocês. Lógico que tu não vai assumir crítica, sempre se defendendo na desculpa do “contexto do Toda Cancha” (QUÊ???). Tchau mané.

  11. Régis diz:

    “Invejosos, cagões, recalcados. Quem escreveu esse texto deve ser um torcedor de algum timeco sem título, que QUERIA SIM estar no nosso lugar na década de 90, com uma Parmalat apoiando.”

    Cara que comenta isso não pode ser levado a sério…

  12. Jesus… só vi agora os comments desse texto. Menos mal que agora, quando for explicar para as pessoas que os problemas do Juventude são MUITO pela falta de grana (apoio local) e capacidade administrativa (dirigentes), mas TAMBÉM pela irracionalidade e sentimento de “sou melhor que o resto” de alguns (ou, infelizmente, muitos mais do que deveriam existir) torcedores do clube, que não se dão conta de que isso também está arrastando o Juventude pro chão, bastará linkar pra cá…

  13. Balejos diz:

    Não conheço muito da trajetória do Flávio Campos como DT, mas, como jogador, sempre tive a impressão que ele carregava um bom temperamento, possivelmente adequado com a casamata.
    É estranho que os clubes brasileiros envolvidos, em algum período, com grandes empresas tenham sofrido com o pós-parceira. Pensando bem, será que é tão estranho assim? Paraísos artificiais, alguns diriam.
    Agora, o mais louco é que parte das torcidas não voltam do transe, por ideologia ou inocência, talvez.

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