Time e torcida unidos num só… cagaço

Ainda ontem, curtindo um fim de domingo abafado, aliviado apenas por uma gelada enquanto esperava a prometida chuva que não veio, olhava de relance o jogo de futebol americano que rolava na tevê. A certa altura, o comentarista, referindo-se ao time que então perdia, lascou: “é dura a vida desse time verde e branco nos últimos anos”. Não foi necessário esforço algum para rememorar a ENCAGAÇADA tarde do dia anterior no Estádio do Vale…

A vontade de ver o Juventude em campo era grande. Mesmo com o sábado atolado de coisas a serem feitas, a brecha se fez e parti em direção ao Vale dos Sinos. Endereço no GPS, foi barbadinha encontrar o novo estádio anilado, ainda desconhecido para mim. Ingresso comprado, já dava pra ouvir o GRITEDO dos presentes lá dentro, decorridos pouco mais de vinte minutos do primeiro tempo. Localizada a parceria dementes de sempre, que acompanha o time onde for, ainda deu tempo de ver Paulinho Macaíba, destaque dos sapateiros, ser expulso por uma SOLADA (sem ironias) e constatar que, seguindo assim, tava a pelada a coruja.

Com a testa gringa já avermelhando com o mormaço (onde está sua CHUVA agora, Cléo Kuhn?), começa o segundo tempo e numa alucinada saída de bola, Douglas tabela com Zulu já na entrada da área do Noia, que deixa Diogo Oliveira na cara de Gott pra marcar o 1 a 0 papo. Se a coruja já tava pelada, tava a ponto de virar galeto, pensavam todos ao sol. Ainda mais quando logo depois, aos 4 minutos, o mesmo Gott derruba Douglas na área. Pênalti pro Ju. Metade da turma que correu pra trás do gol nem havia chegado ainda, apesar dos apelos ao árbitro pra segurasse a batida, quando o JERIVÁ alemão defendeu o chute do REI ZULU pra escanteio.

Foi o sinal de que a sorte alviverde estava mudando no jogo. Aos 8, Jardel meteu a mão na bola, tomou seu segundo amarelo e foi pro banho mais cedo. Dez pra cada lado em campo. Ainda tranquilo com o resultado, o Juventude parece ter levado ao pé da letra o mantra que transformou a Copa RS em sua Copa do Mundo particular. Aos 18 complementares, Fabrício sentiu numa dividida no meio do campo e candidamente, assim como o resto do time, esperou pelo “fair play” adversário, talvez até imaginando a entrada daqueles piazitos de amarelo carregando aquela bandeira da Fifa. Ficaram só no sonho, claro. Gilmar, do Noia, avançou como quis até a intermediária e soltou o canudo. O time verde só acreditou no gol quando viu o juiz apontando o meio do campo.

Aí o Novo Hamburgo se animou. Excetuando as cobranças de lateral, tudo virava balão pra área já que, como o próprio Lisca admite, levantou bola na área, a zaga do Ju confessa. Foi numa dessas que João Henrique, aos 27 minutos, pegou o rebote de uma estapeada do goleiro Fernando num escanteio e chutou pro gol praticamente vazio, virando o jogo. Devidamente dilatada a pupila do felino e mesmo estimulado por um ensandecido Marcelo Labarthe, que aproveitava toda jogada próxima à papada para gritar algum xingamento, a (não) tática anilada do balão foi a tônica até o final do jogo mas, pra sorte do Juventude (que empilhou defensores no final pra se cuidar), faltou qualidade pra fazer mais gols, já que só mais um não adiantava.

Fim de jogo, Ju classificado, mas aquele sentimento de que será MUITO complicado ir adiante na Copa RS. Em virtude da pior campanha geral, fruto da perda de pontos na fase classificatória, e da derrota frente ao Noia, que poderia viabilizar uma melhorada, o adversário certamente será o de melhor campanha que restar vivo. Se o cagaço já foi grande contra o Noia, que tava na mesma que a gente…

Novo Hamburgo (2): Gott; Sebá (Felipe Félix), André Ribeiro, Lucas e Eduardo Boeck; Márcio Hahn, Zaquel, Marcelo Labarthe e Luís Carlos (João Henrique); Paulinho Macaíba e Gilmar (Wesley). Técnico: Paulo Porto.

Juventude (1): Fernando; Ramiro (Juliano), Rafael Pereira, Diogo e Alex Telles; Fabrício, Jardel, Diogo Oliveira (Bressan) e Alan; Douglas (Nem) e Zulu. Técnico: Lisca.

Gols: Diogo Oliveira (10”), Gilmar (18′) e João Henrique (27′), todos na segunda etapa.

Expulsões: Paulinho Macaíba (40’/1º) e Jardel (8’/2º). C

Arbitragem: Eleno Todeschini, com José Eduardo Calza e Sedenir Martins.

Percebendo um clima de “queremos férias” (e salários) no Jaconi,

Franco Garibaldi (@francogaribaldi)

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6 Respostas a Time e torcida unidos num só… cagaço

  1. Zezinho diz:

    O Ju fez um favor ao eliminar o Noia.

    Que time ridículo, frouxo, pusilânime, PODRE DE RUIM. Conseguiu ficar atrás do SAPUCAIENSE, que caiu para a Terceiron Gaudéria! Por Gott!

    O senhor Eliseu Erhart tem que pegar o boné, atravessar a BR-116 e sumir no Scharlau. A maioria dos jogadores tem que ir pro SERASA porque ficaram devendo, e muito.

    Pelo que ouvi, o juiz tava mais perdido que filho da puta em dia dos pais. Tanto que a expulsão de alguém do Ju foi logo prevista assim que Macaíba recebeu la roja

  2. Franco Garibaldi diz:

    Pior que a arbitragem não tava encomendada, era ruim e totalmente perdida. O Jardel implorou pelo vermelho ao meter a mão na bola, ainda mais pelo Noia já ter um expulso, como tu falou. Mas, na real, se a arbitragem fosse boa, destoava dos dois times, aí ficaria estranho :/

  3. Chico Luz diz:

    cara, o juiz foi engraçado de tão bizarro. Contei quatro vezes em que ele voluntariamente correu em frente aos jogadores e conseguiu ser acertado pela pelota, parando os lances. Sensacional. O Marcos Couto tava totalmente em chamas reclamando da DIAGONAL do senhor árbitro.

    melhor momento: mando um tweet pro Franco dizendo ABANA AÍ na arquibancada e consigo decifrar quem é, do outro lado do campo hahahaha. Pena que não consegui ir trocar uma PROSÓDIA, foi um dia corrido de trabalho o sábado.

  4. Franco Garibaldi diz:

    #3

    ahahaha, mas ao menos rolou a identificação visual (tu tava sentado naquele banco central, computador no colo, certo? :D numa próxima, menos corrida, a gente fala mais tranquilo (ou na próxima impedcopa)!

  5. Weber diz:

    Com certeza o pior anilado dos últimos 10 anos. Uma vergonha. To preocupado com o Gaúchão.

  6. Pingback: 2012: quase um looping verde e branco de 2011 | Toda Cancha

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