Camisa Um: as cores da solidão

A manhã nasceu com os calores próprios de um dia de sol intenso e seco. Com os devidos acertos, antes mesmo do almoço se acomodar no esqueleto, já estávamos a caminho do centro da Capital e, chegando um de cada lado, nos encontramos no destino final: o Viaduto da Conceição. Uma informação aqui, outra consulta no mapa acolá e com alguma desconfiança nas indicações dos homens da empresa transportadora, embarcamos no coletivo. Na subida, o próximo a embarrigar a roleta era um alemão, com a tez avermelhada pelo sol imponente, que resolveu ocupar o banco logo a frente do nosso. Dito e feito, tagarelamos por 30 segundos sobre o fato de não termos a menor ideia de onde deveríamos saltar. E o rapaz que, agora já era perceptível, usava uniforme de uma empresa das telecomunicações, interrompeu:

__ Vocês querem descer no Pedra Branca? Vão jogar lá?

Respondemos:

__ Isso, queremos, mas não vamos jogar lá.

Interpelou novamente o alemão:

__ Vão fazer o que então?

Silêncio.

__ É que temos um blog sobre futebol do interior gaúcho e vamos acompanhar um jogo pelo Estadual Sub-19 entre o Inter e a Associação Garibaldi de Esportes.

__ Hum… Eu também já tive… Um blog. Até escrevia bastante, mas depois larguei. Eu aviso vocês quando descer. Hoje vai demorar de 20 a 30 minutos, não deve ter tranqueira.

O coletivo mergulhou no mar de asfalto da Avenida Farrapos e seguimos a prosa com o alemão. A essa altura nós e o guia-ex-blogueiro da Alvorada tergiversávamos sobre o extinto RS Futebol Clube, depois Pedra Branca, inevitavelmente sobre o polivalente centro médio, hoje empresário e treinador Paulo César Carpegiani, os afazeres do taura, a imagem já cristalizada da Alvorada como lugar com altos índices de violência, enfim, uma conversa que pertence aos recém conhecidos em coletivos. Quando saímos dessa imersão, percebemos que o ônibus já havia lotado e o movimento de descida seria bastante apertado. Não demorou e veio o sinal do banco da frente.

__ É na próxima, é só seguir em frente um pouco.

Puxamos a corda, confirmamos que era ali mesmo, pois não parecia que fosse, nos despedimos, agradecemos, solicitamos as licenças necessárias e ainda pedimos audiência repetindo duas vezes:

__ Valeu e acessa lá. É só procurar por Toda Cancha!

Caminhamos por cerca de 600 metros e nada. Na vista, só um paredão branco. Bueno, deve ser depois da curva, conjecturamos. Era. Mais um pedido de informação, a entrada certa, franca e amiga. Nosso destino. O pavilhão conciso e bem cuidado de um campo que honra a alcunha MORADA DOS QUEROS-QUEROS, não tanto pelos ninhos, mas pela vastidão gramada típica dos potreiros do Noroeste Colonial e da Campanha. Claro, tudo com um toque plástico do poder econômico. Cerca de quarenta espectadores, entre senhores, senhoras, crianças e jovens, já aguardavam o início da partida. Não avistamos nosso provável entrevistado e novas conjecturas foram inevitáveis:

__ Deve ser aquele, será? Não sei…

Arbitragem e a gurizada em campo ao mesmo tempo em que conseguimos a informação de que o motivo de nossa chegada permanecia no vestiário com os companheiros, mas já estava subindo.

Não demorou muito e fomos ter com o arqueiro João Paulo Ferreira Fernandes. Na linguagem própria ao mundo da bola, João é 93, tem 1.89 metros de altura e a imponência física necessária para manter a área pequena segura. Ao telefone o guarda-metas passou a impressão de ser bastante desenvolto e diligente, o que pudemos confirmar in loco. E foi assim, que desde uma arquibancada na Alvorada, passamos a vaca fria.

Toda Cancha: como tu tomaste conhecimento do clube (Garibaldi) e como acertou para jogar? Através de quem?

João Paulo: Coloquei meu DVD no youtube, os caras viram e gostaram. O Ariovaldo viu e me contatou. Ele é um diretor-empresário, tem alguns jogadores lá. É amigo do Rogério, eu acredito que ele também seja diretor.

TC: então tu disputou o Campeonato Carioca?

JP: Joguei o carioca profissional, atuei pelo Boa Vista, peguei jogo contra o Botafogo. E quando não atuava no profissional, eu era titular nos juniores. Eu sou 93, fiz 19 anos agora, mas assinei contrato com dezesseis no Boa Vista do RJ. Eu nunca fui titular no profissional, fiquei no banco do Carioca. Aliás, teve um caso curioso no último jogo do primeiro turno contra o Botafogo, no campo do Vasco. Num lance dentro área foi marcado pênalti, só que não tinha sido e o Thiago, o goleiro que estava em campo, foi discutir com o juiz, tomou amarelo e continuou falando. O Marlon, que tava do meu lado, até falou “acho que você vai entrar, do jeito que o Thiago tá ali”.

Lance do comentário a partir de 03 min. e 55 seg.

TC: Como tu percebe tua mudança do RJ para Garibaldi, no interior do RS? E como está sendo tua experiência, apesar do pouco tempo?

JP: É brabo né, cara. Falaram em Porto Alegre e eu não perguntei aonde em Porto Alegre. Eu nem sabia, era o time de Garibaldi, beleza. Só que até então eu não sabia que tinha uma cidade chamada Garibaldi distante duas horas de Porto Alegre. Descobri quando cheguei ao Aeroporto. Foi tudo muito rápido.

É diferente, até no jeito de falar, mas tá tudo bom. O pessoal que mora comigo no alojamento do clube é bacana e tal, tudo gente boa. São acolhedores, sabe? É tranquilo. E o frio, né!? Até que agora não tá, mas quando cheguei eu passei mal. Eu tava com muito frio. Pensei, que isso cara, não vou aguentar ficar aqui não. Já na quinta-feira eu treinei em três períodos, de manhã com os juniores, à tarde com o profissional e logo depois teve o coletivo dos juniores.

Assim, eu sou carioca, só que eu fui morar em Saquarema com 13 anos, eu acho. E voltei pro Rio faz uns três anos, pro Bairro do Flamengo. Morava com meus avós por parte de pai e mudei por causa do futebol. No segundo ano de juvenil o Boa Vista treinava no Caio Martins, que é o campo do Botafogo. Era mais próximo.

TC: É tua primeira experiência fora do RJ? Tem muita gente de fora? O pessoal viaja muito pra jogar futebol nessa idade? Aqui, por exemplo.

JP: Fora do RJ sim. O cara que mora no RS não pode querer só jogar aqui, só ficar ali, ele tem que querer ir pra outros lugares, conhecer outros times, jogar em outros clubes. Eu nunca pensei em só jogar no Rio.

TC: Nesse sentido, tu faz uma projeção mais a longo prazo pra tua carreira e pro teu futuro?

JP: Eu penso sim. Eu acho que a gente já tem que começar a pensar daqui a três meses, quando acabar meu contrato, o que vai ter, até no RS ou em outros lugares, que sejam, entendeu? Essa partida era uma que eu queria estar, contra o Inter, teria uma boa visibilidade, é um time grande, um clube muito grande em Porto Alegre.

TC: Bem, essa pergunta é inevitável: porque goleiro?

JP: Porque goleiro? Desde pequeno, cara, eu já joguei na linha, eu já fui atacante, mas isso eu era muito pequeno, entendeu? Já fui zagueiro. Uma vez fiz até um gol de placa. Eu tava na zaga e sai driblando todo mundo e fiz o gol (…) dá não, quero ser goleiro, quero ser goleiro. Daí eu fui ser goleiro, gosto, sempre gostei. É uma profissão ingrata. É o que mais treina, chega meia hora antes e sai depois do treino, cansativo, desgastante. E não tem como, você convive com dores, posterior, inferior, joelho…

TC: Como tua família viu isso de tu sair do RJ e vir pra cá?

JP: Pois é. Meu pai avisou minha mãe quando eu já estava em Porto Alegre. Ela descobriu porque tentou me ligar e não conseguia. Pra mim ela não falou muito, disse que estava com saudade, até mandou uma mensagem agora pra eu mandar notícias, pra ver como que estava e tal, mas ela deve ter falado um monte pro meu pai. Tranquilo, minha mãe sabe que eu sempre gostei e se precisar me apoiar ela vai. Minha namorada ficou também no RJ. Liga de dez em dez minutos, entendeu? Minha namorada é um amor de pessoa. Ela me dá a maior força, a família dela também. E meu pai cara, meu pai não existe. Se precisar ir pro Japão agora pra pegar um alfinete que eu estou precisando, e só pode ser aquele, ele vai. Meu pai pra mim é tudo cara.

TC: O teu pai deixou um comentário lá no site. É ele quem cuida da tua carreira? Ele conhecia o Garibaldi?

JP: É ele quem cuida de tudo. Tudo passa por ele. Pode até falar comigo, mas tem que falar com ele também. Ele sempre chega pra mim e pergunta: o que você quer? E eu falo, pode ser isso, não pode e a gente vai, pesquisa, pergunta pra amigos. Pra você ver como meu pai é. Ele é uma pessoa absurda. Pra mim ele é meu herói, velho. Não só por ser pai, mas como pessoa também. E a história… eu não sabia. Já estava em Porto Alegre, falei com ele por telefone e disse “pode deixar que eu  já pesquisei tudo sobre o clube, fundado em tal data,  o Tite jogou, não sei quem mais jogou”.

TC: Aqui nós estamos em um centro de treinamento com um bom campo. Essa é a realidade dessa categoria? E como é a estrutura lá em Garibaldi? E o pessoal aparece para acompanhar os jogos?

JP: Não é a realidade. Os campos do RJ são ruins. Cara, o Garibaldi é um time de terceira divisão, né!?  A estrutura é normal, tem alojamento, cinco pessoas por quatro, temos beliches, tudo direitinho. Cada quarto tem sua regra, cada um lava, limpa, varre, tem um campo pra treinar, às vezes é preciso dividir horário. Eu perguntei para o pessoal do clube, meus amigos aqui, os companheiros de trabalho, e eles falaram que se tiver um tempo assim, solzinho, dá um pouco de gente. É que geralmente não tem nada, é sábado à tarde.

(a conversa é interrompida pelos xingamentos da arquibancada contra o bandeirinha que corria em frente ao pavilhão)

 O acontecimento entra na conversa.

JP: Competição Sub-19, menos importante, eles sempre põem os árbitros da categoria de base. O Inter tem mais tradição. Quando eu cheguei fui falar com o juiz, sou do RJ, falei. Expliquei pra ele que eu tenho uma experiência e pedi para apitar de igual pra igual, para fazer uma boa partida pros dois lados. Pode deixar, pros dois lados, ele respondeu. Mas todo mundo sabe que não é em lugar nenhum. Time pequeno ainda tem que jogar contra o árbitro.

(interrupção para acompanhar outra jogada da partida)

JP: Não era esperado eu sair do Boa Vista, eu estava jogando, era como se eu fosse prata da casa. Estava lá desde os 15 anos. Os caras chegaram pra mim, antes do treino, falaram para eu me trocar que o diretor queria falar comigo. Conversou, falou que não poderia mais contar comigo. Estão lá com seis goleiros no clube, isso não existe. Não se trabalha com mais de quatro. Eu entendi, mais novo, mais fraco, digamos, corda mais fraca. Tem o Luis Guilherme que voltou emprestado do Botafogo, o próprio Vinícius que já era do Boa Vista e voltou do Flamengo cedido também, dois goleiros lá do Imperial que chegaram e a Copa Rio é uma competição que não tem ganho, só gastos. Saí do Boa Vista chateado. Foi surpresa. Eu não esperava, foi surpresa.

TC: Tu pensou em desistir, em largar o futebol quando saiu de lá?

JP: Teve momentos já, que eu paro e penso. Aí tu para, como agora, tu pensa no anterior, no depois e… ah, vou chutar o balde, jogar bola, tu fica meio naquela, né? Mas aí tu lembra todos os amigos que apoiaram, que já chegaram pra você e falaram “cara você é um grande um goleiro, tem que estar em time grande”, tipo, já tive coisas, já salvei jogos, já salvei clubes, entendeu? Já peguei pênalti no jogo que tinha que pegar pra gente poder se classificar. E aí eu lembro do meu pai, lembro do sacrifício, do esforço que ele faz, fez e ainda faz pra eu tá aqui, pra eu tá aqui hoje e por tudo que já passou, entendeu? Penso na família, de estar longe, penso no sacrifício que eu já passei, entendeu? Eu tiro forças disso. Peço sempre a Deus direção, peço sempre pra ele que esteja comigo, esteja perto. Penso na minha namorada que me apoia pra caramba. E meu pai para mim não existe cara, ele é… (voz embargada).

TC: Tu tem a questão da religião bastante forte ou não?

JP: É cara, eu sou católico. Já acompanhei a Igreja Evangélica Batista e eu sempre peço direção a Deus, sempre converso com ele antes de dormir, quando acordo, quando estou sozinho ou quando dá vontade, entendeu? O que for da vontade dele que seja feito. Sou bem apegado a ele, minha namorada também.

TC: Qual a profissão dos teus pais?

JP: Cara, meu pai é policial civil. E, empresário agora, né? Risos. É da ativa. Minha mãe era promotora da Oi, mas agora ela não tá trabalhando e tal, mas tranquilo, sem estresse, vive bem.

TC: tu tens irmãos?

JP: Não. Meu pai até mandou uma mensagem pra mim na quinta-feira. Aí ele me mandou uma mensagem ontem, na sexta, acho que a ficha da sua mãe só caiu agora, porque ela falou horrores comigo. Minha mãe nunca foi a favor. Sempre disse pra estudar, quem sabe ser modelo fotográfico, fazer faculdade e tal, mas eu quero jogar bola, já jogo, faço isso, vou fazer enquanto eu ver que dá, entendeu?

TC: Tu estudou até quando? E já jogava futebol no período?

JP: Terminei o ensino médio, estudei tudo direitinho. No vestibular que eu segurei um pouquinho, fiquei mais na minha pra poder investir no futebol. No terceiro ano cheguei a estudar a noite. Estudava pra poder treinar, porque às vezes o treino era de manhã e eu não podia estudar de manhã. E não podia estudar à tarde porque às vezes o treino era à tarde. Às vezes treinava de manhã, de tarde, estudava de noite e ficava assim, morto. Não aguentava ficar na sala de aula de cabeça levantada e no dia seguinte tendo que acordar cedo pra treinar de novo. E eu passei um tempo treinando longe, eu morava no Flamengo e treinava em Jacaré Paguá. Muito distante, muito longe. Tomava ônibus na época, trem, metrô, ônibus novamente.

O goleiro possui muitos nomes, mas apenas um destino: ser vencido. O sujeito que protege a cidadela é o guarda-metas, guarda-redes ou guarda-valas. Também esse errante entre traves pode carregar o nome de arqueiro, porteiro ou goalkeeper. Nos primórdios vestia preto e podia usar sóbrios bonés, era o diferente entre os demais jogadores e acompanhava as fúnebres vestimentas escuras dos árbitros. Com o passar do tempo os chapéus foram abandonados, as camisetas ficaram coloridas e seu traje ganhou um par de luvas, numa tentativa de crime perfeito, sem digitais, sem provas. A despeito das mudanças, a função do guarda-redes continuou sendo basicamente afastar a bola lá onde a coruja dorme, evitando assim que o sono da ave fosse perturbado. O seu lugar sempre foi mal visto. O goleiro é dono de um minifúndio improdutivo, onde nem mesmo a grama sobrevive. É um solitário produtor de uhhh.

Pelos gramados do mundo os arqueiros tentaram ludibriar a solidão. Amadeo Carrizo e Lev Yashin abandonaram a meta para aprofundar passes. Outros treinaram exaustivamente cobranças de faltas e penalidades máximas, contando com a ousadia calculada de treinadores corajosos e liberais. Também têm lugar na história os que fizeram do uniforme de jogo uma expressão em cores vivas da rudeza da posição, não que os faltasse outras qualidades, mas tiveram destaque também por suas roupas coloridas. Que destino terá João Paulo Ferreira Fernandes?

Em pouco mais de uma hora de conversa, pudemos acessar alguns fragmentos da vida do João Paulo, das escolhas que tinha feito até setembro do corrente ano. Obviamente, a vida desse menino que corre e salta atrás da realização como jogador de futebol é de uma complexidade que não cabe nessas linhas. Em tempo, também é preciso talhar que não saímos iguais dessa conversa de arquibancada, enquanto vinte e dois garotos corriam no retângulo verde, tentávamos decifrar alguns porquês de uma vida de altos e baixos, sacrifícios e glórias, enfim, anonimato e fama. Talvez tenha nos faltado expertise, tato, mesmo sensibilidade, mas não voltamos às nossas casas iguais, éramos outros na conversa de volta no coletivo. Talvez a maior lição: nunca saímos ilesos ao contar de uma história. A neutralidade é uma farsa.

Sábado, 01 de setembro do corrente ano, por volta de 09h30min, ao telefone:

__ Cara, tudo bem? Aqui é o Balejos. O Luiz falou contigo ontem à noite. Somos do Toda Cancha…

__ Claro, me recordo.

__ Então, teu nome saiu no BID? Jogará em Alvorada?

__ Cara, não, infelizmente não. Mas irei com o grupo.

__ Beleza. Podemos conversar então?

__ Claro!

__ Então tá. Abraço!

__ Abraço e até lá.

Luiz Eduardo Kochhann e El Viejo Balejos

A primeira foto é do acervo do entrevistado e as outras são do Toda Cancha.

O quadro da Associação Garibaldi de Esportes, defendido por João Paulo, alcançou a segunda fase da Copa Sub-19 2012 e segue na disputa.

Publicado em Associação Garibaldi, Copa FGF Sub-19, Entrevistas com as tags , , , , , , , . ligação permanente.

6 Respostas a Camisa Um: as cores da solidão

  1. Fred diz:

    Ahhhhh o futebol.

  2. Senhor trabalho do casal (ns) do Noroeste gaudério. Puta la mierda!

    E quanto ao arqueiro, segundo o Youtube: muito boa reposição de bola! É rápido e sabe sair jogando com as mãos e os pé (assim mesmo, sem ‘s’)

  3. Daroit diz:

    Que coisa linda, cara. Maior texto da história desse singelo blog.

    E o guri parece digno de ter sucesso na vida, torceremos.

  4. Franco Garibaldi diz:

    Caras… como escrevi no tuíto agora à noite, quem lê os textos do blog hoje e não se emociona, não tem mais nada pulsando dentro de si.

    “não voltamos às nossas casas iguais, éramos outros na conversa de volta no coletivo. Talvez a maior lição: nunca saímos ilesos ao contar de uma história. A neutralidade é uma farsa.”

    Nem ao lê-las, amigos. Nem ao lê-las.

  5. Cauê B diz:

    cara, que petardo essa reportagem.

  6. Diego diz:

    Que baita trabalho o de vocês. Sigam. é um favor para todos!

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