Sem agosto, mas com o mesmo desgosto

8 de agosto: data da última derrota dos canários de Erechim na Copa RS, 1×0, gol marcado por Juninho, para o Caxias, no Estádio Centenário. Desde então, a palavra derrota foi excluída do vocabulário. Foram 9 jogos, 6 vitórias e 3 empates que davam ao Ypiranga a melhor campanha entre todos os participantes da competição. Não bastando isso, o time tinha varrido os guris do Grêmio, com duas vitórias e um placar agregado de 6×2. Continua: no primeiro encontro entre ambos os times, no mesmo palco do jogo de sábado, um empate em 2×2.

Observe, caro leitor, nem precisamos entrar na greve dos jogadores e na crise financeira do adversário para chegarmos à conclusão de que eu e todos os ypiranguistas tínhamos ótimos motivos para a confiança. Mas já diz aquele ditado: depois da calmaria sempre vem a tempestade. Bem, se não diz isso, é quase isso.

Aos 16’, ZULU, cobrando pênalti contestado pela imprensa erechinense, marcou o primeiro para o Juventude e logo no minuto seguinte, livre em frente ao goleiro Tiago, anotou o segundo. Boas intervenções deste arqueiro ainda faziam que o placar no intervalo, 2 x 0, parecesse insuficiente. Mas ele foi mexido, e como foi mexido: Douglas, aos 3’ e Diogo Oliveira, aos 13’, marcaram. Zulu, botou a bola no barbante pela terceira vez, aos 25’.

Uma hora a tormenta teria de acabar. E ela acabou, mas não sem antes Alan marcar seu gol, de pênalti, fazendo jus à sua grande atuação. 6×0, um balde de água fria na confiante torcida VERDE-AMARELA.

No final Da partida de ida, os jogadores e o treinador falaram uniformemente no sentido de que já foi o boi com as cordas, sem tentar enganar a torcida. Alguém ainda acreditaria? Tomando como certa a eliminação, de outra parte, o futuro do canarinho é incerto. Depois de um jogo para cumprir tabela contra o mesmo Juventude, marcado para domingo próximo no Colosso da Lagoa, começarão as definições para o ano que vem.

Faltam cinco meses para o início da Divisão de Acesso e a manutenção do time em treinamento é improvável devido ao dinheiro que é escasso. O empréstimo de parte do grupo de jogadores para a disputa do Gauchão por outras cores deve ser discutido.

Nem mesmo a permanência do treinador, unanimidade entre torcedores e diretoria, é contada como certa. É notório que inúmeros convites chegam a ele todas as semanas e que, caso algum projeto realmente superior ao do Ypiranga lhe seja apresentado, Leocir Dall’astra pode deixar o Alto Uruguai.

Sem grandes frutos em 2012, que a próxima primavera seja melhor para nós ypiranguistas.

A foto é do Juan Barbosa/Jornal Pioneiro.

Querendo afogar as mágoas num bailão do chopp em Ipiranga do Sul,

Álisson Giaretta – @alissongiaretta

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4 Respostas a Sem agosto, mas com o mesmo desgosto

  1. Franco Garibaldi diz:

    Dessa vez, só consegui acompanhar de ainda mais longe o jogo, uma vez que estava me esbaldando no litoral catarinense (mentira, tava com as crias no Beto Carrero World mesmo). Mas ao menos do que consegui ouvir pela Caxias no primeiro tempo, era pra ter sido 6 só nos primeiros 45 minutos.
    Não sei o que deu com o Ypiranga, time que tinha surpreendido positivo na primeira fase (e também ao eliminar o piazedo do Grêmio), assim como não sei o que deu no Juventude, que vinha de uma semana terrível (ou mais uma, só o que varia é a intensidade do furãcão no Jaconi ultimamente), mas me parece muito provável que já era esse confronto.
    Só espero que agora o oba-oba não passe pro Ju nesse restante de copinha, para que ao menos essa meia-vaga – decisão ridícula da FGF – seja conquistada pra dar algum alento pro ano que vem.

  2. Alessandro Oliveira diz:

    Eu estava na partida de sábado. Algumas coisas inexplicáveis aconteceram no Jaconi o 1º foi trabalho da Brigada Militar que arrancou faixas do alambrado, retirou os instrumentos da torcida, ofendeu torcedores enfim fez seu showzinho a parte. O motivo que a BM alegava era simplesmente burocrático, mas nada justifica o que eles fizeram, só não partiram para uma agressão a partir da violência porque os poucos torcedores apaziguaram os ânimos. E 2º fato foi a surpresa positiva do time do Juventude que jogando no Jaconi sempre se impõe e fez uma partida muito boa , com Alan e Zulu em uma tarde inspirada, mas entendo que o Ypiranga tenha facilitado quando recou demais, se limitando praticamente a só se defender.

  3. #2

    Pois é, a atuação da Brigada nos estádios de Caxias é muito complicada. Passa a impressão de que odeiam futebol ou odeiam os clubes locais.

  4. Junior II diz:

    #2 e #3,

    A postura da brigada militar com a torcida do Pelotas também vai por esta linha, em função de alguns sinalizadores que foram acesos em um, pasmem, amistoso contra o Independiente (ARG) em Julho passado, os instrumentos ficaram proibidos por duas partidas.
    Só não se observa as mesmas restrições em relação a outros clubes na cidade.

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