A volta do boêmio

Eterno treinador anilado. Foto: Bruno ColomboNo último fim-de-semana a direção do Novo Hamburgo confirmou o novo dono da casamata anilada: ninguém mais, ninguém menos do que Gilmar Miguel Iser, o eterno treinador do Noia, que vai para sua SEXTA passagem pelo clube oito anos. Desde 2005 o técnico só não esteve a frente do Anilado em 2007.

Último treinador a levantar taças no Vale dos Sinos, com as conquistas da Copa Emídio Perondi e da Copa RS, Gilmar Iser se caracterizou por montar equipes eficientes, ofensivas e de bom toque de bola. Isso, contudo, quando assumia um trabalho já em andamento, pois nas duas vezes em que foi co-responsável pela formação do elenco os resultados ficaram aquém do esperado.

Sua chegada, após a demissão de Paulo Porto, dividiu a torcida. Enquanto há anilados que exaltam seu estilo de jogo e suas taças erguidas, há torcedores magoados pela saída repentina, em 2009, e pelo mau trabalho no ano do Centenário, quando foi tido como ultrapassado.

O retorno foi bancado pelo vice-presidente de futebol Raul Hartmann, que participou da direção campeã em 2005. Junto com Iser retornam o preparador de goleiros, Gílson Dias, e o preparador físico, Eduardo Maus. O que, somando-se à eleição de Everton Cury como presidente do Conselho Deliberativo, parece fazer o Noia retornar a tempos passados. Tempos vitoriosos, mas será que ainda efetivos?

Estilo de jogo

O treinador tem clara preferência pelo esquema 3-5-2 e de estilo ofensivo – o que deve causar estranheza na maioria dos pseudo-cronistas esportivos do País. Seu estilo caracteriza-se por valorização da posse de bola, triangulações na meia-cancha, alas que chegam constantemente dentro da área e zagueiros que saibam sair jogando. Assim, com certa frequência os placares são dilatados, para bem ou para mal. Vitórias empolgantes fora de casa são, por vezes, sobrepostas por empates frustrantes diante do seu torcedor.

O que deixa muitas pulgas atrás das orelhas dos torcedores será como se dará a formação do elenco para 2013. Iser é conhecido por levar, sempre que possível, seus bruxinhos a tiracolo. Alguns deles muito conhecidos da torcida anilada: Vinícius, Polaco, Flaviano e Edimar. Por outro lado, costuma dar chances aos egressos da base: Preto, Duda e Micael.

Em sua primeira entrevista, Iser disse que montará o elenco em conjunto com o diretor de futebol Elise Erhart, o que certamente traz calafrios, visto os resultados recentes. Também precisa-se ver se o dirigente sobreviverá até o próximo verão – diz-se que o mesmo pediu demissão, não aceita por Carlos Duarte (porra, presidente!).

Assim Gilmar Iser precisará desmentir seus últimos resultados, como o rebaixamento com o Avenida, e mostrar aos anilados que não está desatualizado. E poderia começar assinando um contrato eterno de uma vez, para não ficar nesse entra e sai promíscuo.

Todas as vezes de um homem

2005/06: do inferno ao ceus em quatro meses

Gilmar Iser era mais conhecido como ex-zagueiro do Brasil de Farroupilha e do Lajeadense quando desembarcou no Santa Rosa como novo treinador do Anilado, em 2005. O Noia fazia um péssimo Gauchão, com uma mísera vitória em seis jogos, e ocupava a lanterna do Grupo 1. Dias antes do confronto diante do Internacional, em casa, Bebeto Rosa foi demitido da casamata, junto com outros supostos jogadores de futebol.

Assim, com um time deplorável, de campanha pífia e enfrentando um dos gigantes do Estado é que Iser estreou no comando do Noia. E com gols de Cleverson e Preto, mais Luciano defendendo pênalti de Rafael Sobis, o Anilado venceu o Colorado por 2×1. No entanto o triunfo não foi suficiente para injetar ânimo na equipe, o Noia perdeu as últimas três partidas e terminou na penúltima colocação geral do Estadual.

Findada sua participação o Anilado passou a se preparar para a Copa Emídio Perondi, que tanto daria vagas à Copa do Brasil e à Série C como definiria os rebaixados – dada o desempenho do Noia essa era sua realidade. Após reformulação na diretoria, com a chegada de Luizinho Valentim, e no grupo de jogadores – muitas dispensas e as contratações do zagueiro Marcelo, dos laterais Rafael e Alex, do volante Márcio Hahn e dos atacantes Flaviano e Valdiney -, o Noia bateu o Passo Fundo por 1×0 na estreia, fora de casa, num jogo de seis pontos para fugir do descenso.

Contudo, poucos imaginavam o que se sucederia. Gilmar Iser encaixou um 3-5-2 ofensivo, com muita qualidade na gestão da bola na meia-cancha, alas que entravam na área adversária a todo momento e zagueiros que sabiam sair jogando. Acima de tudo: descobriu Preto, um meia de rara habilidade e que há anos não se via no Santa Rosa.

O candidato ao rebaixamento, então, passou a atropelar seus adversários, com direito a goleadas – contando um épico 4×0 diante do 15 de Novembro em pleno Sady Schmidt, então vice-campeão gaúcho. Líder de sua chave o Noia passou a buscar o título. Nas semi-finais, contra o Glória, vitória por 1×0, em Vacaria (gol de Alex) e uma SARANDA no Santa Rosa: 5×0, com show de Preto.

Quatro meses após sua contratação Gilmar Iser colocava o Novo Hamburgo numa improvável final de campeonato. O adversário era o tradicionalíssimo Brasil de Pelotas. No Bento Freitas lotado, mesmo desfalcado, o Noia arrancou o empate em 1×1, com gol de Neuri em passe de Duda. Já na volta, num Santa Rosa abarrotado, a torcida anilada viu mais uma exibição de luxo daquela grande equipe: goleada por 3×0, caneco no armário depois de cinco anos e vagas na Série C e na Copa do Brasil.

Para o segundo semestre o elenco foi inchado para disputa do Nacional e da Copa RS. Chegaram o zagueiro Sidiney, os volantes Polaco e Émerson (aquele mesmo, ex-Grêmio), o ala Willian, os meias Tiago Treichel e Odair e o atacante Maiquel, o FAÍSCA NEGRA. Na Série C, os comandados de Iser ficaram na mesma chave que Joinville, Iraty e Adap na primeira fase.

Após dois empates nas primeiras rodadas e duas vitórias em cima da então líder Adap, o Noia quase perdeu a classificação ao ser derrotado em casa pelo Joinville. O time só passou à Segunda Fase com uma vitória renhida para o outrora algoz Iraty, no Paraná, por 2×1.

Depois de despachar o Gaúcho no primeiro mata-mata, o Noia travou dois duelos contra o Joinville para cardíaco nenhum botar defeito. No Santa Rosa, vitória suada por 1×0, com gol de Luis Henrique já no ESTERTORES da partida. Na volta, na Arena Joinville lotada, o tricolor catarinense aproveitou a expulsão de Willian, no primeiro tempo, e pressionou o Noia do começo ao fim. Na etapa final, chegou ao gol com Marcelo Silva e levou a decisão aos penais. Eis que, então, o goleiro Luciano, que sequer chegava aos 1,80 m de altura, catou duas cobranças e classificou o Anilado.

Nas quartas-de-final, nova peleia braba. Em Nova Lima os gaúchos perdiam por 2×0 quando, ainda na etapa inicial, Gilmar Iser promoveu o ingresso de Flaviano. E seu TALISMÃ incendiou o Castor Cifuentes: com dois gols o Noia arrancou um improvável 3×3. Na volta, vitória tranquila por 2×1 e classificação ao Quadrangular Final da Série C.

Na reta final da Série C o Noia tentou um SALSEIRO, mas acabou terminando atrás de Remo, América/RN e Ipatinga, tendo desfeito seu sonho de ascender à Série B nacional. Até hoje sua campanha é a melhor de um time gaúcho na Série C.

Concomitantemente a todas essas peleias, o BANGUZINHO anil jogava a Copa RS e patrolava tudo e todos. Depois de avançar como líder de seus grupos nas duas primeiras fases, despachou Lajeadense e Juventude nos mata-matas e enfrentou a Ulbra na final.

Já na primeira partida, em Canoas, o Noia pelou a coruja, com vitória por 3×1. Na volta, no Santa Rosa, o empate em 1×1, gol de Luiz Gustavo, deu novo caneco ao Anilado e nova vaga à Série C. Foram os dois últimos trofeus erguidos pelo Novo Hamburgo. Ambos sob a ÉGIDE de Gilmar Iser.

Para o ano seguinte, a equipe-base foi reformulada. Enquanto Rafael, Márcio Hahn, Flaviano e Valdiney deixaram o Santa Rosa, os alas Dudu e PELEDNO (aquele mesmo, ex-Portuguesa e Corinthians), o volante Itaqui (também aquele) e os atacantes Washington e Giancarlo desembarcaram no Vale dos Sinos. Apenas de melhores valores individuais, o Noia não foi tão longe como no ano anterior. Eliminado pelo Criciúma na 1ª Fase da Copa do Brasil, o Anilado chegou ao Quadrangular Semi-Final do Gauchão, porém não lutou com o título como se esperava.

Precisando conter gastos após a loucura de 2005 o clube reformulou todo seu elenco para a Série C e a Copa RS. A estreia contra o Marcílio Dias, em Itajaí, foi promissora, com vitória por 2×1. Mas a derrota para o Brasil de Pelotas, em casa, e o empate contra o Criciúma, também no Santa Rosa, encerraram, de maneira amigável a primeira passagem de Iser pelo Novo Hamburgo.

Time-base de 2005: Luciano; Marcelo, Dias e Luis Henrique; Rafael, Pedro Ayub, Márcio Hahn, Preto e Alex; Maiquel e Luiz Gustavo. Time reserva: Giovani; Tiago, Sandro Blum, Sidiney e Gerson (Willian); Polaco, Émerson, Odair (Tiago Treichel) e Duda; Flaviano e Valdiney.
Time-base de 2006: Luciano; Marcelo, Dias (Sidiney) e Luis Henrique; Dudu, Pedro Ayub, Itaqui, Preto e Edno (Alessandro); Washington (Maiquel) e Giancarlo.

2008: livrai-nos mal, amém!

Para o último Gauchão disputado no Santa Rosa o Novo Hamburgo resolveu fazer tudo errado: trouxe Ademir Müller, volante do clube na década de 1980, para o comando técnico e uma MANADA que não pegaria banco na várzea de Presidente Lucena. Após quatro rodadas de insucessos a torcida passou a vislumbrar o rebaixamento.

O técnico foi defenestrado e Gilmar Iser, então no líder Esportivo, deixou Bento Gonçalves para salvar o Noia. Com goleadas contra os rivais locais 15 de Novembro, Sapucaiense e Ulbra, o Anilado fez um ótimo segundo turno e se safou, com tranquilidade, do descenso – e viu o 15 de Campo Bom ser o agraciado e sumir do mapa. De quebra, Iser comandou o Anilado em sua última partida no Santa Rosa: vitória por 3×2 diante do Santa Cruz. E saiu ao final do Estadual.

Luis Henrique mostra quem manda na SARANDA contra o 15 de Campo Bom (RIP). Foto: ClicRBS/Fogo AnilTime-base de 2008: Fernando; Micael, Rodrigo Santos e Luís Henrique; Thiago Mattos, Márcio Hahn, Cristiano, Edimar e Vinícius (Diego Caju) ; Cléverson e Maiquel (Eraldo).

2009: I$er

O treinador voltou a Novo Hamburgo para comandar o Anilado em seu primeiro Gauchão no Estádio do Vale e pôs seu dedo na formação do elenco, trazendo seus AMADOS Vinícius e Flaviano. Após começo claudicante, o Noia se classificou ao mata-mata do 1 º turno na bacia das almas. E para surpresa de todos despachou o invicto Ypiranga, em pleno Colosso da Lagoa, em jogo único com um sonoro 3×0.

No entanto, na véspera da semi-final, contra o Internacional, o treinador recebeu proposta para assumir o Juventude, então na Série B do Brasileirão, e abandonou o barco. Se é verdade que o Papo tinha salários e projetos mais POLPUDOS que o Anilado, o treinador, ao menos, poderia esperar o jogo decisivo e sair com mais dignidade. A torcida não o poupou e exibiu uma faixa com os dizeres ‘GILMAR I$ER TRAIDOR’ no Beira-Rio.

Iser abandonou o Noia horas antes do confronto contra o Inter. Foto: ClicRBSTime-base de 2009: Flávio; Micael, Émerson (Paulo César) e Luís Henrique; Éder, Chicão, Willian Feijó, Mateus (Gillian) e João Paulo; Flaviano (Murilo) e Jandson (Giancarlo).

2010: Galácticos do Vale

No primeiro Gauchão com Carlos Duarte como presidente do Novo Hamburgo o clube não polpou esforços para fazer bonito e trouxe vários jogadores de renome no cenário nacional: os zagueiros Cláudio Luiz e Edson Borges, os meias Rodrigo Mendes e Preto e os atacantes Michel, Gustavo Papa e Kempes.

Entretanto, o começo, com Leandro Machado, foi irregular e Gilmar Iser, surpreendentemente, foi recontratado. Nas primeiras partidas, o treinador perdeu duas e empatou duas, mas obteve classificação ao mata-mata. Aí brilhou sua estrela novamente.

Na primeira eliminatória, vitória por 2×0 diante do então invicto São Luiz. Na semi-final, o Internacional no Beira-Rio. E com um gol antológico de Chicão, nos acréscimos, o Novo Hamburgo venceu, de virada, o Colorado e avançou à final do turno. Contra o Grêmio, no Olímpico, o Noia foi superior e botou um CAGAÇO no Tricolor, mas foi derrotado por 1×0.

No segundo turno o Anilado engrenou de vez e terminou na segunda colocação da chave, atrás apenas do Grêmio. A primeira eliminatória do 2º turno, contudo, pôs a equipe diante do Inter novamente, porém no Estádio do Vale agora. Em um jogo emocionante, em que o Noia se negou a perder, empate em 3×3. Entretanto, os pênaltis foram crueis e o Anilado foi derrotado. Sem vaga à Série D, Iser foi se aventurar na Série B nacional, com o América/RN.

Time-base de 2010: Juninho; Micael, Cláudio Luiz e Édson Borges; Edimar (Chicão), Émerson, Márcio Hahn, Preto (Rodrigo Mendes) e Paulinho; Maiquel (Michel) e Gustavo Papa.

2010/11: fiasco Centenário

Iser voltou ao Noia no final da 1ª Fase da Copa RS, quando o clube fazia campanha irregular sob o comando de Gilmar dal Pozzo. Já em sua estreia, o 3-5-2 de Iser tocou 5×1 no Atlético Carazinho em pleno berço de Leonel de Moura Brizola. No jogo seguinte, outro BALAIO: 7×1 diante do Cerâmica. A patrola anilada continuou o estrago e ABOTOOU o Grêmio no primeiro mata-mata: 4×1 no Olímpico e 4×0 no Estádio do Vale, com show de Juba.

Mas, então, acabou o encanto. Nas quartas-de-final, na Boca do Lobo, o Noia arrancou um bom empate em 2×2 diante do Pelotas. Na volta, contudo, o time, que vinha jogando o fino da bola, mostrou-se apático. Juba e Michel estiveram com a pontaria totalmente descalibrada e o Lobão matou o duelo em uma única estocada, com Tiago Duarte. Diz-se, muito, que o elenco estava rachado, que Cláudio Luiz teria discutido premiações em toda viagem de volta da Zona Sul. E as coisas só piorariam.

Para o Centenário Gilmar Iser foi mantido e montou o grupo com o aval da diretoria. Muitos medalhões permaneceram, jogadores com nível técnico RISÍVEL foram contratados – casos do goleiro Aranha e do volante Almeida -, Michel e Gustavo Papa sequer foram RASCUNHOS do que um dia foram e a pré-temporada foi terrível do início ao fim.

Com pompa e circunstância, o Noia se instalou de Gramado e não formou um grupo. Perdeu 3 dos 4 amistosos. Na estreia, bateu o nada saudoso Porto Alegre na PILANTRA’S ARENA. Contudo, em casa, perdeu para o Veranópolis, com atuação desastrosa de Aranha. Foi a gota d’água para a última passagem de Gilmar Iser, a quem Carlos Duarte já queria demitir ainda na Serra Gaúcha.

Novo Hamburgo 1x2 Veranópolis: a última partida de Gilmar Iser no comando anilado. Foto: ECNHTime-base de 2011: Ricardo (Aranha); Bosco, Cláudio Luiz, Lino e Edinho (Fabinho); Russo, Márcio Hahn, Eduardinho e Rodrigo Mendes (Juninho); Michel e Gustavo Papa.

‘Acabou o amor’

Foi assim que o meu amigo Chico Luz definiu a despedida de Gilmar Iser em 2011. Parecia que o casamento chegara ao seu fim. Mal sabia ele que o laço do treinador com o Noia é o mesmo que Celso Roth tem com a Dupla Gre-Nal, Joel Santana com o Flamengo e Antônio Lopes com  Vasco.

Por mim, que se faça um contrato ad eternum com Iser. Ele já mostrou que não foi bem longe dos pagos e o mercado certamente se fechou para ele. Que veja, de uma vez por todas, que aqui é seu lugar e que o casamento é feito de tapas e beijos – e taças no armário.

Que se atualize mais, que brigue menos. E que agarre com todas as forças a nova chance que a torcida anilada está lhe dando. Que não seja a última. Que seja eterna. Enquanto dure.

Saudando a volta do Alex Ferguson hetero,
Zezinho 

Publicado em Gauchão 2013, Novo Hamburgo com as tags , , . ligação permanente.

9 Respostas a A volta do boêmio

  1. Só o DOENTE do Zezinho pra fazer uma retrospectiva tão detalhada do casamento Noia/Iser assim…

  2. Giaretta diz:

    Esse 3×0 no Colosso é uma das minhas passagens mais tristes em campos de futebol.

  3. Weber diz:

    Não levo muita fé no Iser, mas vamos torcer. DÁ-LHE NOIA!

  4. Mateus Dal Castel Trevizani diz:

    De novo ele??? Amor eterno…
    Baita relato! Sempre achei o Iser um dos treinadores com maior potencial nos últimos anos. Agora não acho mais.

  5. Natan Dalprá Rodrigues diz:

    O Iser se exculhambou naquele CaJu em que ele invadiu o campo enlouquecidamente.

  6. Chico Luz diz:

    hahahaha, eu achava mesmo que tinha chegado ao fim ali em 2011. Mas foi bom ser surpreendido: tomara que o Iser encaixe a mão dessa vez e o Noia consiga ir longe no Gauchão.

  7. Denis diz:

    Ótima retrospectiva… E os vídeos fizeram relembrar as situações como se tivesse sido ontem. Parabéns!!

  8. alexandre diz:

    baita texto ze,fiz uma viagem no tempo lendo ele.

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