Fênix Mateira: a saga do Guarani em 2002

Quem via aquele elenco no início da temporada mal podia imaginar o que viria, depois de dois anos batendo na trave na primeira fase do COSTELÃO o clima de AGORA VAI reinava na terra do chimarrão. Porém, não foi o que se viu do time do técnico Paulo Porto no primeiro turno. A campanha BRABA de seis empates e seis derrotas ao final do turno decretou a saída do comandante e a contratação de um XIRÚ AFAMADO formado no rubro-negro com sucesso como treinador e jogador, Mano Menezes.

Trouxe com ele, seu fiel escudeiro, o preparador físico Arthur Ruschel, o zagueiro Luis Fernando, o meia Quartiéri e o atacante Castro. Também vieram INCLUSOS no pacote, as vitórias e a CONQUISTA do segundo turno do campeonato, com oito triunfos, três empates e apenas uma derrota.

Na semifinal, empate com o 15 de Campo Bom e vaga na final graças ao título de turno. Do outro lado vinha o São Gabriel que após ganhar o primeiro turno e liderar a classificação geral com folga, ainda havia goleado o Esportivo.

A batalha de São Gabriel

No jogo de ida da decisão, um empate sem gols em casa deixou a decisão em aberto para o embate da volta na fronteira. Contudo, o favoritismo estava todo ao lado da equipe gabrielense. Em campo, o que se viu foi uma primeira etapa nervosa e com poucas chances de gol. No segundo tempo, o time local apoiado por sua INFLAMADA torcida partiu para cima, e criou algumas chances de gol, porém quem abriu o placar foi o Índio. Aos 20 minutos com uma falta pela direita, Luis Américo alça no bochincho para brilhar outro Luis, o CAPITÃO Luis Fernando subiu mais alto e desferiu um testaço sem defesa para André Sangalli. Após o gol, a tribo recuou. Aos 32 minutos a partida fica paralisada por 15 minutos devido ao ENTREVERO nas arquibancadas. O que se viu depois foi mais pressão dos locatários, sem sucesso.

Luís Fernando comemorando o gol do título!

A taça que já havia sido entregue ao presidente do São Gabriel antes da partida, teve que REGRESSAR a federação (BAITA, CHIQUINHO!) para então chegar ao índio Guarani que ressurgira das cinzas, conquistando vagas na Seletiva Sul-Minas e Copa do Brasil do ano seguinte. Além é claro do TÍTULO gaúcho, que NOSSA QUERIDA e representativa entidade depois considerou somente o Inter como campeão, devido a má fase atravessada pelo time da capital. Aquela noite de 12 de maio de 2002, um dia após o aniversário da cidade, ficou marcada na história de Venâncio Aires.

Seletiva Sul-Minas

Dois meses depois, viria a seletiva para a finada Sul-Minas, em que a equipe índia jogaria contra Avaí, Caldense e Iraty em um quadrangular.

Logo na primeira PELEIA, contra o Avaí no Edmundo Feix, uma prévia da SUPREMACIA rubro-negra. Debaixo de muita chuva, veio também um massacre de 3 x 0 nos avaianos. Na segunda rodada, um 0 x 0 contra os paranaense em Iraty. Três dias depois, um empate com um gol para cada lado em Poços de Caldas.

As peleias em casa que se sucederam, foram essenciais e de domínio total MATEIRO. Primeiro um 3 x 1 contra os mineiros da Caldense, depois 4 x 2 frente ao Iraty com taça e vaga na finada liga assegurados. Encerrou-se o futebol naquela temporada com um empate em 1 a 1 contra os catarinas. Como manda a cartilha, quem exerce AUTORIDADE no terreiro é o seu dono e fora de casa, segura o resultado. Fazia sentido o trecho do hino que diz: “No campo ninguém te segura, Guarani, Guarani, Guarani…”

Uma década atrás, o Índio vivia a melhor fase de sua história, contrastando com os dias de hoje. E pensar que em algum dia, CHEGAMOS numa competição NACIONAL.

Time-base: Luiz Muller; Bolívar, Luis Fernando, Macarini e Cristiano (Ronaldo Carpeta); Cadu, Éder Lazzari, Alexandre (Lucianinho) e Luis Américo; Aurélio e Castro (Guilherme). DT: Mano Menezes.

Fotos: Blog do Rui e Jornal Folha do Mate

Mateando e saudando o glorioso Rubro-Negro da Terra do Chimarrão,

Régis Nazzi

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7 Respostas a Fênix Mateira: a saga do Guarani em 2002

  1. Giaretta diz:

    Grande Guarani.

  2. matheus2 diz:

    Lembro que a gozacao na epoca era que o inter, apos 5 anos sem nem mesmo ganhar o estadual, se tornou SUPERCAMPEAO gaucho. Mas ai a forca politica da dupla grenal surrupiou um titulo estadual legitimo de um clube do interior…

    E pensar que em 2002 o bolivar ja estava chegando aos seus 30 aninhos ;)

  3. Mateus Dal Castel Trevizani diz:

    A primeira foto diz muita coisa sobre futebol.
    Baita texto.

  4. Rafael Medeiros diz:

    Saudações ao VERDADEIRO CAMPEÃO GAÚCHO DE 2002! Baita texto.

  5. Rui diz:

    Só pra corrigir o primeiro parágrafo, o Paulo Porto caiu após a terceira rodada da primeira fase. Sua campanha: três derrotas. Na sequência a direção trouxe Eugênio Silva, que fecharia a pífia campanha de oito jogos: mais três derrotas e cinco empates. Foi então que veio Mano Menezes e a sua estreia ocorreu na última rodada do turno. Empate por 2 a 2 em Veranópolis.

  6. Régis diz:

    #6

    Erro totalmente meu, obrigado pela correção.

    Mas se já é complicado achar qualquer coisa sobre o Guarani na internet hoje tirando a Folha e o teu blog, algo de dez anos atrás é complicado. Corro atrás de algum vídeo de jogos da época fazem anos e nunca achei nada.

  7. Rui diz:

    Pois é Régis, é difícil achar alguma coisa, porém fico feliz em saber que há mais alguém preocupado com a história do Índio de Venâncio. Sobre os vídeos a RBS de Sta Cruz tem alguma coisa e aqui em Venâncio o Musa deve ter filmado jogos da campanha de 2002.
    Grande abraço.

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