Retrospectiva Índia 2012

A jornada do Clube Esportivo Aimoré no presente ano, na realidade, iniciou no FUNESTO ano de 2011. Após uma MELANCÓLICA campanha na Divisão de Acesso daquele ano, o clube leopoldense foi rebaixado à reconcebida TERCEIRA divisão. Ressalte-se aqui o fato de TIO CHIQUINHO, com ÂNSIA de confundir cabeça dos torcedores, batizar a Terceirona como Segunda Divisão do PANVELZÃO 2012.

A partir daquele momento em que a queda foi confirmada, houve até um burburinho de que o clube fecharia as portas como já acontecera OUTRORA. Mas felizmente, a briga de EGOS que fora gigante em 2011 deu lugar a um pacto de união em prol de algo muitíssimo maior do que INTRIGAS da cúpula diretiva, o Aimoré.

O Presidente Marcio Picoli, cuja atividade profissional seria muito ÚTIL na festa do título, tratou de compor o departamento de futebol com pessoas ligadas a todas as correntes políticas presentes nas ENTRANHAS do Cristo Rei. Nomes fortes como André Schu, Cláudio Schein, Nelsinho Brambilla, Paulo Xis, entre outros assumiram a bronca para por a mão na massa e honrar o discurso geral de que a estada na Segundona seria mera passagem para o time que já teve TORUCA envergando seu manto.

Pois bem, devido ao calendário da “nova” competição, o alvi-azul ficou sem futebol no primeiro semestre. O lado bom desta longa pausa foi que foi possível organizar e planejar melhor todos os passos da campanha que precisaria ser feita para que o mais do que necessário acesso fosse obtido.

Após dar uma FLERTADA com Rogério Zimmerman e Agenor Piccini, Gelson Conte acabou sendo, felizmente, confirmado como o comandante Índio para a Segundona. O corpo técnico foi formado pelo próprio Gelson, que veio após manter o São Luiz na elite do Costelão, seu auxiliar Jéferson, e o competentíssimo preparador físico Eduardo Maus, oriundo do Veranópolis.

La esquadra capilé

Posteriormente, começaram a descer na Estação UNISINOS do Trensurb os atletas que teriam de abraçar a BRONCA. Chegaram, na sequência: Luis Henrique, Tiago Matos, Toto, Lucas Silva, Japa e Marcelo Pitol. Ou seja, a espinha dorsal do esquadrão que ergueria a taça já havia sido MUITO BEM escolhida.

O elenco, a esta altura já com pouco mais de vinte atletas, se reapresentou no fim de junho para a pré-temporada a ser feita no Monumental do Cristo Rei. Durante o mês de Julho, o CACIQUE DA TABA realizou uma série de amistosos preparatórios. Venceu o Flamengo de São Valentim e o Cruzeiro, empatou com o Cerâmica em jogo válido pelo Troféu atinente ao aniversário da CAPITAL DO VALE DOS SINOS, mas levantou o primeiro caneco do ano, graças ao triunfo en los penales. E finalizando a preparação, venceu o Sapucaiense por 1 a 0 na casa do adversário, algo inédito até então.

A estreia Capilé na competição seria dia 3 de agosto em Igrejinha, mas a Brigada Militar não permitiu que o jogo fosse realizado por questões de falta de segurança do Estádio Carlos Alberto Schwingel. Dessa forma, a partida inicial do Aimoré ocorreu, então, uma semana depois, em casa, contra o Nova Prata com vitória leopoldense pela contagem mínima. A partir daí, o Alvi-Azul obteve uma série de SUCESSOS.

A SENDA de êxitos prosseguiu com a vitória frente ao Gaúcho em Passo Fundo por 2 a 0. Dias depois, 5 a 1 no Guarani, na terra da CHAMPANHA. No famigerado jogo remarcado contra o Igrejinha, 2 a 1 de virada.

Após três jogos longe das CUCAS e TORTAS DE MAÇÃ leopoldenses, o Índio recebeu o Atlético de Carazinho. INAPELÁVEIS 7 a 2, fizeram o galo carazinhense pegar a BR-386 zonzo e desnorteado.

O primeiro turno da primeira fase era melhor do que a encomenda, 100% de aproveitamento, Lucas Silva fazendo gol de todos os jeitos possíveis e o interesse da cidade pelo clube reaparecendo.

Na primeira partida da segunda BANDA da primeira fase, os índios metropolitanos foram até o Estádio Paulo Coutinho, na terra de LEONEL DE MOURA BRIZOLA, enfrentar o Atlético. O jogo não teve nada de muito peculiar, um 0 a 0 MURRINHA foi o escore.

Mas já nos descontos da segunda etapa, rolou um ENTREVERO daqueles, com direito a espetos, canos de pvc e bordoadas para tudo o que foi lado. Marcelo Pitol, e sua testa que ganhou alguns pontos, descreveu o episódio como: “Uma várzea total”.

No SAGRADO 20 de setembro, o Aimoré bateu de novo o Garibaldi, dessa vez por 3 a 1. Garantindo assim, com três rodadas de antecipação, sua passagem para a fase do mata ou morre da competição mais esquecida por CHICÃO QUE VENDE VIOLÃO.

Três dias depois, o Aimoré recebeu o IMORTAL Periquito do Boqueirão e, em jogo renhido, perdeu o aproveitamento máximo no BARRANCO alentador leopoldense. 1 a 1 foi o placar dessa peleja.

Houve uma pequena queda no rendimento da equipe, a meu ver plenamente normal, pois o objetivo da classificação já estava mais do que assegurado. No domingo subsequente, o Nova Prata foi o autor do CRIME de tirar a invencibilidade do time de TOTO.

Aos quarenta e TODOS da etapa final, Jean Dias foi o autor do gol que tirou a IMPERMEABILIDADE aimoresista no certame.

Nesse interlúdio, surgiu o papo de que Lucas Silva teria uma proposta para realizar testes no Corinthians, dito pelo não dito, o jogador não viajou para a terra do AGRADÁVEL Tiago Leifert.

Nas alamedas e vielas leopoldenses, foi dito que talvez o Aimoré não manteria o mesmo embalo sem LS9, mas conforme sempre garantiu Gelson Conte: “O importante é o grupo”. Dito e feito, Gabriel, Marcio Reis, Vinícius, Marquinhos e Jesum foram SUSTENTÁCULOS dos interesses capilés sempre que o centroavante não esteve bem ou quando não atuou. Isso que não menciono Pitol e Luiz Henrique, estes são hour concour e olha que não precisam pegar a Bruna Marquezine para receber esta honraria.

Voltando ao que interessa, para encerrar a primeira fase, tivemos no Cristo Rei o jogo entre o alvi-azul e o tricolor da terra da SCHIN. 2 a 0 para o time de CELESTINO VALENZUELA, detalhe que com este resultado um certo clube de Passo Fundo garantiu vaga para a fase final.

A excelente campanha do Aimoré, a melhor da competição por sinal, garantiu para LOS AZULES o direito de jogar sempre o segundo jogo do mata-mata em casa.

Capilezada comemorando, fato costumeiro em 2012

Nas quartas de finail, o ÍNDIO DA TABA foi até a Rainha da Fronteira e venceu o Guarany de BARÃO, GABIRU e Goico por 1 a 0, gol do carioca Bruno Sá. No jogo da volta, em São Léo, ADÃO usou de sua interminável capacidade de surgir como um HOLOGRAMA dentro das pequenas áreas interioranas e fez o tento que sacramentou a vitória bajeense.

Fomos para os pênaltis, a torcida que se fez presente em bom público na cancha, foi ao DELÍRIO, no que foi o momento de maior tensão da temporada. PITOL defendeu duas cobranças e garantiu o Cacique na semifinal.

Faltavam 180 minutos para o acesso, o próximo adversário vinha da Campanha novamente. Era o jalde-negro de Bagé, todo o planejamento do ano e de 2013 estavam em jogo.

Na primeira partida, diante de uma PEDRA MOURA pulsante, um jogo nervoso e aguerrido. Entretanto, Japa fez o gol que deu a tranquilidade para o time da terra da maravilhosa, só que não, São Leopoldo Fest.

No jogo da volta, o alvi-azul apoiado por cerca de 5 mil ALMAS, bateu de novo o ABELHÃO por 1 a 0, gol de Gabriel. O objetivo de número EINS estava alcançado, estávamos de volta ao Acesso.

A sensação de alívio e de dever cumprido RUTILAVAM do velho Estádio João Corrêa da Silveira, mas como foi muito bem frisado durante toda a disputa. O objetivo era o título.

E para surpresa, deleite e fanfarra dos adoradores das belas e apaixonantes histórias do futebol, a decisão da INFERNONA 2012 seria entre Aimoré e GAÚCHO. Um duelo de opostos, os azuis tendo quase 80% de aproveitamento enquanto o time dos IRMÃOS PONTES não chegava a 40%.

Felizmente, para os capilés, a diferença das campanhas veio a campo. No primeiro jogo da grande final, o Cacique Capilé aplicou 3 a 0 no Vermelhão da Serra com Pitol e Japa em noite inspirada.

No segundo jogo, o Aimoré administrou o resultado obtido durante na peleja anterior. Sob o forte calor que visita a região metropolitana por essa época do ano, o Gaúcho até tomou a iniciativa, mas pouco conseguiu produzir.

Com calma, os comandados de Gelson Conte decidiram a partida na segunda etapa. Toto e Luquinha fizeram os gols que sacramentaram a conquista que teve, ao fim e ao cabo, o placar agregado de 5 a 0 na finalíssima.

A festa foi imediata no gramado, nas arquibancadas e no barranco do Cristo Rei. As quase 6 mil pessoas presentes compartilharam juntas deste momento histórico para o futebol leopoldense. Tão bela quanto a conquista da TAÇA, foi a grandeza dos adeptos presentes que aplaudiram a brava equipe alvi-verde.

Depois, de 76 anos de história, o Aimoré ingressou no pórtico dos NOBRES do futebol pampeano. A, antes inédita, estrela dourada agora habita a FRONTE do manto sagrado que já fora envergado por MENGÁLVIO.

A festa pela conquista tomou conta do centro de São Leopoldo. Após haver um problema com o caminhão do Corpo de Bombeiros, o desfile foi realizado com os caminhões da empresa sucatista de propriedade do presidente do clube, Márcio Piccoli.

Agora é pensar 2013, a Divisão de Acesso começa em março e é hora de planejar, organizar a casa, pois mais um ano difícil se avizinha. Alguns jogadores como Marcio Reis, Gabriel, Pitol, Lucas Silva e Toto não permanecerão. Portanto, vem MUITO TRABALHO pela frente.

Falando em 2013, as novidades políticas, estruturais e administrativas do Índio, traremos no decorrer dos próximos dias com mais EMBASAMENTO.

Só me resta dizer ainda nesse FINDOURO ano: É CAMPEÃO! Que seja o primeiro de muitos títulos.

Bebendo um CHOPP na Taberna para comemorar,

Natan Dalprá Rodrigues e Daniel Rosas

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6 Respostas a Retrospectiva Índia 2012

  1. Thiago diz:

    Agora eu vi que o Natan além de um grande volante, desfila cátedra também na crônica esportiva. Daleee!

  2. Natan Dalprá Rodrigues diz:

    #1

    Vindo do DAISON PONTES de ESPUMOSO é uma honra, valeu Thiago!

  3. Alemão Hans diz:

    Bonito texto do companheiro. To sabendo que o Gelson fica, que o Maus se foi mas que a debandada não vai ser tão terrível, apesar das ausências importantes de Pitol. Marcio e Gabriel. Se ficar a dupla de zaga, já dá uma mão. Tem o Japa, uns guris bons na frente que vinham entrando, como Luquinhas e Felipe, mas carece de um centroavante de ofício. Na torcida por um bom ano em 2013!

  4. Alemão Hans diz:

    Bonito texto do companheiro. To sabendo que o Gelson fica, que o Maus se foi mas que a debandada não vai ser tão terrível, apesar das ausências importantes de Pitol. Marcio e Gabriel. Se ficar a dupla de zaga, já dá uma mão. Tem o Japa, uns guris bons na frente que vinham entrando, como Luquinhas e Felipe, mas carece de um centroavante de ofício. Na torcida por um bom ano em 2013!

  5. Kaminski diz:

    “Tão bela quanto a conquista da TAÇA, foi a grandeza dos adeptos presentes que aplaudiram a brava equipe alvi-verde.”
    Por essas e outras é que eu acho que o futebol ainda tem salvação….

  6. Parabéns pelo excelente texto, Natan.
    Que 2013 brilhe ainda mais para o Indio Capilé, pois a estrela este já possui.

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