Ano estratégico e decisivo para o Riograndense

O ano do Centenário não foi como o esperado. Fora da busca pelo Acesso logo na segunda fase e eliminado pelo Internacional de Porto Alegre nas oitavas da Copa FGF. O time, porém, deixou uma marca. A base foi mantida esse ano e, ao que tudo indica, deverá permanecer para o ano que vem. E isso está nas mãos de Juliano Leite, novo presidente do clube.

O atual diretor de futebol é quem assume o posto máximo para o biênio de 2013/2014. E uma coisa é certa: o antigo diretor de infraestrutura não vai inovar. O Riograndense, clara e felizmente, trabalha com um PLANEJAMENTO. O futuro se monta com jogadores, comissão técnica e direção REINCIDENTES. Tudo se encaminha de maneira serena e coesa. Sem aventuras e incertezas, como no outro lado. O discurso é de mudança paulatina, o que não empolga, mas deixa o torcedor esperançoso em relação a um futuro próximo.

O que tende a chamar atenção no ano que virá é a remodelação externa do Estádio dos Eucaliptos – ato absolutamente necessário. Para isso, precisa-se da presença da torcida, e recrutar seus simpatizantes, torcedores e, inclusive, sócios requer um planejamento diferente do que o Riograndense apresentava. O que talvez possa facilitar essa aproximação com a população santa-mariense é a presença do até então diretor de Marketing, Alan Marques, no cargo de vice-presidente.

Com a ACLAMAÇÃO (substantivo mais usado após eleições) de Juliano Leite, permanecem nos Eucaliptos o atual diretor de futebol, Renan Mobarack, e o técnico Círio Quadros. O elenco deve ser composto por quatorze jogadores que vestiram o manto rubro-esmeraldino esse ano, além de uma lista de reforços, que já contém dez nomes.

O plantel de 2012 do Riograndense mostrou consistência. Há nomes de liderança que devem ser preservados, como o do zagueiro/volante Rangel e do atacante Tiago Duarte. A manutenção desses jogadores é uma atitude inteligente da direção esmeraldina. O entrosamento é peça fundamental em disputas como a Divisão de Acesso 2013, que terá a mesma fórmula da Primeira Divisão: dois turnos, o campeão do primeiro enfrenta o do segundo na final. Junto com eles, um vice também passará à elite. Da mesma maneira, três descerão para a digníssima e honrosa Terceirona, ou Segundona, como preferirem.

Ao contrário do que aconteceu na dupla GRE-NAL, a eleição do Riograndense passou longe da POLITICAGEM. Pensou-se em prol da instituição. Houve união, consenso. As ideias foram unificadas para o bem do clube. E quem será o cabeça disso tudo é o jovem dirigente Juliano Leite. A certeza é de que Juliano não estará sozinho. E além dos dirigentes e conselheiros, o time precisa, mais do que nunca, da torcida.

Dois mil e treze tem tudo para ser um bom ano. O planejamento está em execução. Talvez esteja na hora de colher alguns frutos. Ano que vem, o Riograndense completa 34 anos longe da Primeira Divisão do Campeonato Gaúcho. Talvez esteja na hora de voltar. Aguardemos!

Direto do Coração do Rio Grande, pela primeira vez

Bernardo Zamperetti

Foto da página oficial do Riograndense Futebol Clube no Facebook.

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