Por dias melhores na Baixada

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Ao FORASTEIRO que talvez chegue desavisado ao centro do estado e caminhe pelas ruas que levam ao calçadão de Santa Maria – no coração da cidade – talvez possa estranhar a ausência da EUFORIA incontida de outrora. E relembre talvez outra tarde quente de janeiro – como essa – em que possa ter passado pela cidade, há poucos anos atrás, e encontrado, naquela oportunidade, um ambiente totalmente ANTAGÔNICO ao vivido atualmente.

As camisas alvirrubras circulavam em maior número pela cidade, que se preparava novamente para receber a primeira divisão. Velhos e crianças ainda lembravam, orgulhosos, dos gols de Cirilo e Alê Menezes, que colocaram o Inter-SM na primeira divisão há poucos meses. O ano era 2008, e a cidade se preparava para receber o xará famoso da Capital, e só havia confiança e otimismo (o que se provaria, dias depois, não se tratar de uma ousadia ou falsa esperança: empate em 2×2 numa Baixada tão lotada quanto a da tarde do acesso). Hoje, no entanto, o que se vê são dúvidas e um RESQUÍCIO de desconfiança.

Em 2013, o colorado prepara-se novamente para disputar a Divisão de Acesso, ou a SEGUNDA DIVISÃO GAÚCHA de outros tempos – como preferirem os burocratas das federações, que trocam incessantemente os nomes dos CERTAMES. Mas, ao contrário do rival citadino, que já tem estruturada sua equipe para a competição, com elenco praticamente pronto, no colorado a situação é oposta. E o planejamento – discurso repetido à EXAUSTÃO pelas bandas dos Eucaliptos – ainda PATINA no Presidente Vargas.

O Inter-SM iniciou o ano repetindo erros do ano anterior, quando foi eliminado ainda na primeira fase da Copa FGF/Hélio Dourado e fez campanha irregular na Divisão de Acesso. No departamento de futebol, até o momento, apenas oito jogadores estão confirmados para a temporada, embora a diretoria já trabalhe para anunciar pelo menos mais cinco nomes nos próximos dias. Fora de campo, mais problemas: divergências levaram o vice presidente, Marcelo Álvaro Reis, empossado nas eleições de outubro, a deixar o clube.

Um fato CONTURBADO e que acelerou a saída (com 72 dias de trabalho) foi o anúncio por parte do próprio Marcelo Álvaro Reis – ainda na primeira semana de trabalho – da contratação do técnico Amarildo Andrade e do LENDÁRIO centroavante Adão, velho conhecido do futebol gaúcho. Nenhum fato se confirmou: Adão não se apresentou na Baixada e o atual treinador, anunciado posteriormente, é o ex-jogador colorado e ídolo da torcida, Badico.

Chegou a cogitar-se, inclusive, uma parceria com o Arsenal, da Inglaterra. À primeira oportunidade, logo se imaginou que os CANHÕES DOS GUNNERS pudessem – quase que literalmente – deixar a terra do chá das cinco e da rainha e chegar à BASE AÉREA DE SANTA MARIA rumo ao Presidente Vargas na manhã seguinte ao anúncio do contato. Contato esse que tão em seguida quanto fora anunciado ARREFECEU. A parceria não se confirmou, e o SONHO DELIRANTE – e distante – de ver os britânicos desfilando seu futebol pelas CANCHAS do interior do estado passou ao largo de Santa Maria.

De positivo – e que pode gerar alguma esperança no torcedor – é o discurso do parceiro colorado, e que tem o RESPALDO do presidente do alvirrubro Luiz Claudio Mello, o empresário Marcos Rodrigues, do Grupo MR. A ideia – de acordo com o discurso afinado dos responsáveis por esse recomeço – é não repetir erros passados. O Inter-SM já trabalha e, ainda que busque tardiamente acertar os ponteiros atrasados, quer voltar a vislumbrar tardes como aquelas – em que fez tremer o Presidente Vargas com aqueles gols de Cirilo e Alê Menezes, que devolveram o colorado à Primeira Divisão. A Baixada está à espera de – novamente – viver dias melhores.

De Santa Maria da Boca do Monte,

Nicholas Lyra

(A foto é da página oficial do Inter-SM no Facebook)

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