De sola virada

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Gol relâmpago, tensão da estréia e virada pentacolor. O EMBATE entre o Veranópolis (4º colocado em 2012 e Campeão do Interior) e o Novo Hamburgo (5º colocado e vice-campeão da Taça Piratini 2012), que terminou em 3 x 1 para o time da serra, teve de tudo um pouco.

A excelente campanha do PENTACOLOR em 2012 associada à promoção onde mulher não pagava ingresso resultou em um ótimo público no Antônio David Farina na estréia do Costelão 2013. Cerca de 1.500 pessoas se fizeram presentes e eu era um deles. Passo a contar a partir de agora tudo o que rolou na Terra da Longevidade.

Que jogo de campeonato gaúcho é esse onde é marcado um gol antes de marcada uma falta?

Nem bem havia me postado na cadeira para assistir ao jogo e o Novo Hamburgo já abria o placar. Com um minuto e quarenta segundos de jogo Giuliano aproveitou uma bola rebatida pelo goleiro João Ricardo, após cruzamento pela esquerda, e marcou para o time do Vale dos Sinos. Festa dos cerca de 20 torcedores anilados presentes.

Após o gol os de azul anilado, mais concentrados e focados que os pentacolores, comandados pelo veterano Márcio Hahn posicionaram-se em posição de marcação meia cancha. O VEC se viu forçado a rodar a bola sem objetivo algum e com 25 minutos de jogo ainda não havia finalizado decentemente em direção a baliza. O Novo Hamburgo enquanto isso se aproveitava de contra golpes para chegar à área adversária.

vec2Gauchão sem Quero-Quero não existe

A falta de entrosamento e a tensão da estréia se mostravam evidentes na equipe pentacolor. Os inúmeros passes errados, as divididas perdidas e os dribles sem sucesso foram a tônica do primeiro tempo. Posicionado em campo em um 4-2-3-1 INOFENSIVO o Veranópolis só conseguia algo quando a bola estava nos pés do mais LÚCIDO em campo: Juninho (ex-Novo Hamburgo). A bola praticamente não chegava no único atacante pentacolor, Lê, e quando chegava era quase uma tijolada.

O Novo Hamburgo por sua vez se mostrava determinado em estrear com uma vitória. Bem postado defensivamente anulava todo e qualquer ataque do Veranópolis fosse desarmando ou forçando o adversário a errar os passes. Apesar de ter menos posse de bola após o gol o NÓIA controlava o jogo. Controlava.

O empate

As 34’ do primeiro tempo Juninho, só podia ser ele, em jogada pela esquerda meteu a bola para o lateral esquerdo Emanuel que cruzou rasteiro e no meio da área Lê, de letra, empatou o jogo.

O gol empolgou a torcida e o time, mas apesar de motivado o Veranópolis continuava perdido em campo. Durante o resto do primeiro tempo o que menos teve foi futebol e os primeiros 45 minutos acabaram empatados.

Mais um gol relâmpago

No intervalo algo aconteceu e as características foram invertidas. Explico. O técnico do VEC Marcelo Caranhato sacou o inoperante Leandro Diniz, um dos homens da linha de 3 meias, e colocou o ~gigante~ Júlio Maranhão que apesar de segundo atacante por ofício, passou a jogar na posição de Diniz.

Logo aos 3’ do segundo tempo em jogada de contra ataque o volante Márcio Reis da intermediaria tocou para Juninho que invadiu a grande área pela direta sem marcação e bateu forte pra fazer o gol. A virada PENTACOLOR estava feita e a inversão também. O resultado agora era do Veranópolis e a apatia era do Novo Hamburgo.

Chegara a vez do visitante tocar a bola sem objetivo e sem sucesso. Sem mostrar poder de reação e sem levar perigo ao gol pentacolor, o NÒIA foi presa fácil no segundo tempo.

Aos 25 minutos da segunda etapa em jogada pela esquerda o lateral Juca, que havia entrada no lugar de Emanuel (de vergonhosa atuação) cruzou para o meio da área, Lê fez o trabalho de pivô e rolou para Júlio Maranhão que hesitou e não finalizou, mais um passe e dessa vez caiu no pé do volante Márcio Reis que da meia lua chutou (bizonhamente), a bola desviou em um defensor anilado e pegou o goleiro Paulo César no contrapé que caído para a direita apenas viu a bola entrar vagarosamente no gol à sua esquerda. Era o terceiro gol do Veranópolis, festa dos nonnos e nonnas na arquibancada!

vec3Bom público na cidade em que ninguém morre

As substituições de Gilmar Iser não surtiram efeito algum e o Novo Hamburgo não foi nem perto do que havia sido na primeira etapa. A partir do terceiro gol à medida que as nuvens pretas preenchiam o céu e o vento sul aumentava de intensidade – e me fazia pensar porque diabos eu não tinha levado um maldito casaco – o Veranópolis MORCEGAVA mais o jogo. Em certo momento a torcida até ensaiou gritos de olé, tamanha a tranqüilidade.

Antes do final da partida enquanto o Novo Hamburgo apenas finalizava sem perigo de fora da área o VEC ainda teve duas chances para aumentar o placar. Na mais clara o atacante Lê ficou cara a cara como o goleiro Paulo César, mas chutou para fora.

Na próxima rodada o Novo Hamburgo tem a chance de se recuperar jogando em casa contra o São José às 20:30h na quarta feira dia 23. O Veranópolis vai até o Centenário enfrentar o Caxias na quinta feira dia 24 próxima rodada, quinta feira dia 24 às 17:00h (sim, isso mesmo).

A esquadra veranense foi a campo assim:

João Ricardo; Ednei, Jonas, Vágner Garibaldi e Emanuel (Juca); Escobar, Márcio Reis, Eduardinho, Juninho e Leandro Diniz; Lê.

Os de azul anilado se fizeram presentes assim:

Paulo César; Lucas (Roberto Lopes, Léo Fortunato, Thiago Steffen e Carlos Eduardo; Márcio Hahn (Lucas Santos), Fábio Gomes, Giuliano e Zabotto; Guilherme (Luiz Carlos) e Paulinho Macaíba.

Gols: Lê, Juninho e Márcio Reis (VEC). Giuliano (NÓIA).

Cartões amarelos: Eduardinho, Emanuel e Juca (VEC). Paulinho Macaíba, Zabotto e Fábio Gomes (NÓIA).

Arbitragem: O Vin Diesel pampeano Jean Pierre Gonçalves auxiliado por José Silveira e Leirson Peng Martins.

Da Terra da Longevidade estreando no Toda Cancha.
Matheus Galli Primieri

Publicado em Gauchão 2013, Novo Hamburgo, Veranópolis com as tags , , , , , , , , , , . ligação permanente.

8 Respostas a De sola virada

  1. PapoJuve diz:

    O MAIOR DA SERRA – tá ridícula essa faixa hsuahushua

  2. Denis diz:

    Marcelo Caranhato 3 x 1 Gilmar Iser
    Amplo domínio anilado na primeira etapa. Boa articulação com a bola saindo redonda do pé do Giuliano, destaque da equipe anilada no primeiro tempo. Apesar de boas intervenções da dupla de zagueiros anilada, a avenida (no campo, e não aquela que está sendo contruída nos fundos do estádio) estava escancarada nas laterais do campo, onde o treinados do VEC fez uma ótima leitura e fez o resultado avassalador a partir do segundo tempo.
    Enquanto Iser pediu pro Nóia cadenciar o jogo, fazendo com que os jogadores anilados nem sujassem o calção no segundo tempo, Eduardinho aproveitava a displicente troca de passe dos jogadores anilados para armar contra-ataques, e criando oportunidades para a dupla Lê – Juninho.
    Agora é ir em busca de uma recuperação contra o Zequinha na próxima quarta-feira, as 20:00 (e não 20:30 como postado anteriormente) .

  3. Bem-vindo Matheus! Esperamos que sua estada nesse SÍTIO seja LONGEVA!

    Márcio Reis joga muito!

  4. Allan Zanetti diz:

    “O maior da Serra” = pelo visto esqueceram-se que nesta região habitam pelo menos outras três equipes de maior tradição que o Veranópolis incontestavelmente, sendo elas Juventude, Caxias e Esportivo. Isso que não citei o Glória de Vacaria…

  5. Daroit diz:

    Caras, a faixa é deles, o estádio é deles, o clube é deles, o sentimento é deles e eles escrevem o que bem entenderem. Só o que me falta eu levar uma faixa LAJEADENSE MAIOR CLUBE DO MUNDO e vir, sei lá, um torcedor do Benfica me xaropear porque tem mais sócios e sei lá o que. É futebol. Não desrespeitando ninguém, cada um escreve e canta o que bem entender exaltando seu time.

  6. Pedro Anton diz:

    Muito bom! Legal ver coisas também sobre o pentacolor aqui.

  7. Maicon diz:

    O Maior da Serra?
    Ah… Só se a Serra termina antes da Ponte do Rio das Antas!

    Parabéns ao VEC pelo título do interior 2012, mas isso não faz com que ele seja maior que os outros clubes da região, que já disputaram Séres A, B, C e D do Brasileiro, sem contar títulos como da Copa do Brasil!

  8. Prude Fabricio diz:

    Bom texto sobre o jogo, o cara viu bem o que aconteceu durante a partida. PARABÉNS.
    Quanto a faixa, eu acho que é mais ironia né gente, afinal aqui é a menor cidade com time no Gauchão. Povo sem senso de humor.

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