Da melhor forma, a redenção

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Esse foi o típico jogo em que nem o Rubro mais otimista pensaria num placar tão glorioso. Chefiada por Leo Gago, Werley e Rondiquelme, a piazada gremista que veio à Ijuí, mais parecia com o Sindicato de Atletas do RS do que qualquer outra coisa. Na peleia que marcou o retorno de Paulo Porto à Colméia do Trabalho, o time passou a jogar com mais lucidez, e o principal, é claro, usando a cabeça.

Antes do relato do EMBATE, é bom situar os viventes de como era o clima do pré-jogo no 19 de Outubro. O time, na época comandado por Tonho Gil, havia estreado com empate sem gols, na Baixada, contra o Cruzeiro, e Juba perdendo pênalti. Na segunda rodada, derrota pro Lajeadense em Lajeado, com Baiano expulso aos 11’ do segundo tempo.

Em suma, o São Luiz estava na temida zona de rebaixamento com apenas duas rodadas. Tonho, evidentemente, não apresentava o rendimento esperado e foi demitido após o adiamento da 3ª rodada em função da tragédia de Santa Maria. Importante detalhar que este foi o ÚNICO jogo transmitido pela TV, em Ijuí, caso o São Luiz não avance para os mata-matas.

Paulo Porto não inventou e colocou os 11 esperados pela torcida, agora, no entanto, com uma nova filosofia de trabalho. O Porto Alegrense teve mais posse de bola no começo do jogo, mas travava na hora de subir ao ataque. Enquanto o Rubro, lamentavelmente, apoiado pela minoria do estádio, aproveitava os contragolpes rápidos e lançamentos na área. Aos 16’, de cabeça, Juba tirou o primeiro ‘Uhhhhh’ da Baixada.

Leo Gago respondeu com tiro de fora da área aos 25’ em um dos poucos chutes que de fato chegaram ao gol defendido por Oliveira durante os 90 minutos. A INCONSTÂNCIA marcava a etapa inicial, chegavam os 40 minutos e eu já separava o dinheiro pra comprar o refrigerante (tipo guaraná, como dizia o vendedor).

O marcador anotava 44 minutos e o São Luiz tinha falta a seu favor. Fazer um gol no finalzinho sempre dá um ânimo pro segundo tempo. Adãozinho, que contra o Cruzeiro tinha cobrado TROCENTAS faltas de forma TENEBROSA, se encarregou da cobrança. O guri encontrou Marcel livre na área que cabeceou de casquinha pra fazer o primeiro gol ijuiense no campeonato! Fomos ao delírio.

2Na volta pros 45 minutos finais, o time passava a trocar passes com mais facilidade. O Grêmio só assistia. Aos 17’, a tensão, que ainda existia por ser 1×0, deu lugar à festa. TRAPALHADA da zaga gremista, Marcos Paraná cruzou e Juba empurrou pro barbante. No minuto seguinte, não sei como, mas, a jogada se repetiu. Marcos Paraná cobrou falta e Juba, JubaGol, fez mais um de cabeça. 3×0! Gritos de ‘‘São Luiz!!… (bambambam)… São Luiz!’’ tomavam conta da Baixada.

Podia ter sido um placar ainda mais extenso. Seja time A, B, C ou D, Grêmio é Grêmio. Golear o time da capital não tem preço, ainda mais pra quem distância 400km de lá, como nós.

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Bom, só faltava o gol do Eraldo.  E ele fez. Subiu mais alto que a CATASTRÓFICA zaga gremista e de cabeça fez o 4×0! A piada estava pronta: ‘De quatro’.

O Grêmio ainda ficou com 10, quando Paulinho foi expulso. Deu pena, até.

A vitória é comemorada não só pelo jogo em si, mas por que agora reconquistamos ALGUM prestígio depois da decepcionante largada. Recuperamos o ânimo. O futebol.

Domingo tem novo jogo em Ijuí, contra o Novo Hamburgo às 20 horas. Partida chave pra despontar no Grupo B, onde agora o Rubro ocupa a 4ª posição.

FICHA DO BAILE – São Luiz 4×0 Grêmio.

Comando de Márcio Coruja, auxiliado por Carlos Selbach e Leirson Martins.

SÃO LUIZ: Oliveira; Júnior Barbosa, Tiago Costa (Marcelo Oliveira), Marcel e Élton Macaé; Marcos Rogério, Chicão, Marcos Paraná (Fernando Lima) e Adãozinho (Tiago Duarte); Juba e Eraldo.

GRÊMIO: Matheus; Tinga, Werley, Gérson (Rodrigo Sabiá) e Carlos Alexandre (Matheus Biteco); Ramiro, Léo Gago, Calyson e Rondinelly (Paulinho); Gustavo Xuxa e Yuri Mamute.

Ainda sem voz,

Gustavo Motta

(A fotos são do site do São Luiz, do site do Grêmio e do ijui.com)

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