Queremos a copa

Jogadores se ajoelham e glorificam ALÁ

 

Os deuses do futebol estão do nosso lado. Quando o empate já era considerado bom resultado na Boca do Lobo, Wasghinton, que ficou muito tempo parado depois de uma lesão no braço e pensou até em sair de Ijuí, acertou um PELOTAÇO de canhota no canto de Jonatas, que coloca o Rubro, faltando apenas uma rodada para o encerramento da fase de grupos, na terceira posição da classificação geral do Costelão 2013.

Engana-se quem pensa que foi fácil. Muito pelo contrário. Cada vitória do certame é conquistada com muito suor, trabalho e dedicação. Uma das marcas dos times de Paulo Porto. Os jogos contra Novo Hamburgo e Cerâmica exemplificam bem isso.

Sem JubaGol, suspenso, Porto teve que se coçar para ajeitar o time que jogaria nas terras pelotenses. O professor optou por um volante como substituto. Assim, a meia cancha foi composta por Marcos Rogério, Chicão, Baiano e o ENGANCHE, Marcos Paraná.

Ofensivamente, o time perdeu. E já era de se esperar. Com uma marcação forte sobre Paraná, o nosso 10 pouco produziu na etapa inicial. Pra piorar a situação, o time de Carlos Moraes conseguiu envolver o Rubro no meio campo. Adãozinho, válvula de escape, também foi discreto.

Era a hora do São Luiz mostrar porque tinha a melhor defesa do campeonato. Foi feito, com bravura. Baiano, gigante, se destacou.

No segundo tempo Tiago Duarte e Gavião ingressaram nos lugares de Adãozinho e Eraldo, respectivamente. Novo fôlego ao ataque.

Gadelha sassaricando com  a redonda

O panorama mudou, não muito. O Pelotas seguia com suas investidas, mas desorganizadamente, dava espaços lá atrás. Com o passar do tempo, o Rubro equilibrava as ações. Até que a entrada de Washington no lugar de Marcos Paraná mudou o jogo.

Washington que ainda na Pré Temporada teve uma lesão no braço e ficou parado por quase 40 dias. Em entrevista depois do jogo, falou que pensou inclusive em sair de Ijuí, mas após conversa com Sandro Palharini (dirigente sãoluizense) foi convencido a ficar. A estréia no Gauchão aconteceu no frustrante empate contra o Caxias. Mas a grande chance de mostrar à que veio foi em Pelotas.

Aos 36, fintou o marcador e cortou pro lado. Mandou a bomba dali mesmo, de fora da área. Jonatas pulou, mas não alcançou o chute certeiro, no canto. Delírio da torcida grudada nos radinhos em Ijuí, delírio do time que mais uma vez deu a vida em campo, e delírio do jogador, que não se conteve e chorou na saída de campo.

No mais, o tempo foi gastado, o Pelotas não conseguiu criar e Gavião ainda teve duas grandes chances para ampliar o placar. Esperamos que a sina dos atacantes acabe na próxima partida (ouviu, seu Eraldo?).. Talvez por isso estejamos sofrendo tanto.

Uma pena que o próximo jogo não seja em Ijuí. Menos mal que o empate em Passo Fundo nos basta para garantir a segunda posição do Grupo B, caso o São José não vença o Caxias, em Caxias (o que é algo provável, diga-se).

Se o Campeonato terminasse hoje, o Grêmio seria o adversário nos matas, em Ijuí. Melhor desviar do time da capital que não deve ter se esquecido tão cedo a SAPECADA que levou com o time B.

O Lobo recebe o Canoas no confronto dos desesperados.

Ficha do Combate:
Arbitragem de Roger Goulart, auxiliado por José Eduardo Calza e José Inácio de Souza
Pelotas: Jonatas; George Lucas, Gabriel Atz (Clodoaldo), Bruno Salvador e Brida (Jadilson); Wagner Silva, Igor, Tiago Renz e Fabiano Gadelha; Filipinho e Arthuro (Wesley).
São Luiz: Oliveira; Junior Barbosa, Tiago Costa, Marcel e Elton Macaé; Baiano, Marcos Rogério, Chicão, Marcos Paraná (Washington) e Adãozinho (Thiago Duarte); Eraldo (Gavião).

Da Colméia do Trabalho,
Gustavo Motta.

A primeira foto é de Moizés Vasconcellos, e a segunda da Rede Esportiva.

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Um comentário em Queremos a copa

  1. Emanuel Dalla Roza diz:

    Foi um jogão entre o lobo e o Zangão.

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