Quando o capitão aparece para evitar um déjà vu

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Veio nas últimas esperanças esmeraldinas, nos suspiros finais do confronto, quando parecia tudo encaminhando para um verdadeiro DÉJÀ VU sobre o caminho do Esporte Clube Juventude. A estreia alviverde na Taça Farroupilha tinha tudo para sair como a protagonizada na Piratini. Tinha…

Durante a campanha do Verde da Serra no primeiro turno, a Papada clamava por um homem ao lado de Zulu, acreditando estar o ZORRO DOS PAMPAS isolado lá na frente, sendo um dos motivos para a ABSTINÊNCIA juventudista. Talvez no embalo de ser a voz do povo, a voz de Deus, o comandante Lisca tenha, enfim, mandado a campo o tão esperado segundo atacante ao lado do matador jaconero. E o SELECIONADO foi Bergson, que fez bonito na noite de sábado em Bento Gonçalves – pelo menos dentro das quatro linhas -, proporcionando versatilidade, velocidade e opção de jogo ao Juventude.

Com o apoio dos DESTEMIDOS Papos que encararam as GÉLIDAS bancadas da Montanha dos Vinhedos, o Ju entrou logo apresentando o cartão de visitas e mostrando superioridade técnica diante do rival serrano. Com um ENDIABRADO Jardel – e aí a concorrência de Dê e Gustavo podem tê-lo motivado –, o primeiro tento logo veio após o volante alçar a pelota na área alviazul e encontrar a cabeça do BLACK MESSI jaconero: ele, Rogerinho. Apesar de baixinho, o abusado meia esmeraldino testou a redonda para o fundo dos barbantes e, ao melhor estilo Ronaldinho, pulou para literalmente “peitar” seu companheiro Bergson, lembrando as épicas comemorações dos atletas americanos do basquete.

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Com o gol, a equipe ganhou ainda mais confiança, ditando o ritmo de jogo comanda pelo meia Diogo Oliveira, que exalou categoria e honrou o posto que leva nas costas de camisa 10. Porém, no lado da POLENTA MECÂNICA estava Gillian, artilheiro azul com quatro feitos na competição e que dava trabalho à zaga esmeraldina. Sem temer o estilo CISSÉ do beque alviverde Diogo – que para botar “medo” nos adversários ficou loiro-, o atacante bom de bola quase igualou o marcador em um chute à queima roupa de Fernando. Aliás, vale destacar a ótima atuação do guapo, que fechou a baliza em diversas oportunidades do time da casa.

Na segunda etapa, a Papada – que devia estar se EMBEBEDANDO do velho e bom quentão como solução à FRIACA que batia – viu um Juventude ainda melhor dentro de campo. Apesar da luta dos comandados de Wink, a supremacia alviverde era nítida, que tinha como consequência inúmeras chances criadas de gol. Mas, a principal oportunidade teve aos pés do volante e dono do Opala que circula pela garagem do Jaconi: Jardel. Em uma jogada rápida com Zulu, ele ficou cara a cara com Fabiano, que evitou a ampliação do marcador.

E aí, senhoras e senhores, entrou em cena o PESADELO esmeraldino do primeiro turno: a temida vinda de uma nova EMPATITE. Consagrando o dito popular do QUEM NÃO FAZ, LEVA, a equipe de Lisca viu o Tivo chegar à igualdade aos vinte e sete minutos da etapa derradeira. Em um contra-golpe mortal, Deivison serviu Victor que livre só teve o trabalho de empurrar o porongo para o fundo da rede.

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O gol fez Lisca desistir da saída de Bergson para a entrada de Móises. No entanto, vendo seu time não conseguir a retomada do placar, o comandante voltou atrás e tirou do gramado o atacante, além do lateral-direito Murilo. Móises e a mais nova revelação jaconera Dedê ingressaram na batalha.

As ações continuavam na posse do clube caxiense, com o meia Dedê sofrendo falta frontal à meta defendida por Fabiano. Em pé, a Papada viu Rogerinho mandar, caprichosamente, a bola sobre o gol alviazul na cobrança da falta, tirando o UUHH! da torcida esmeraldina. Assim, na tentativa de uma última esperança, Gustavo Campanharo entrou em campo.

AGONIZADO, o torcedor Papo assistia àquele velho filme que tanto se repetiu na Taça Piratini: o Juventude melhor, mas saindo com o empate. Estava tudo encaminhado para o DÉJÁ VU vir à tona… Mas, não para Rafael Pereira, o capitão esmeraldino que, já nos longínquos QUARENTA E CINCO minutos, emendou a redonda de primeira e mandou um PATARDO para o gol de Fabiano, enlouquecendo os fiéis jaconeros que não arredaram o pé dali e se debruçaram com os primeiros e importantes três pontos na Taça Farroupilha.

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Vibrando com o que parecia ser um DÉJÀ VU,

Pedro Torres

(A segunda foto é do sítio do Juventude e as demais são do Jornal Pioneiro)

Publicado em Esportivo, Gauchão 2013, Juventude com as tags , , , , , , , , , , . ligação permanente.

5 Respostas a Quando o capitão aparece para evitar um déjà vu

  1. Impressionante o que pulam esses boleiros quando é pra comemorar gol, hein? (já pra tirar uma bola da área…)
    Belo relato, GOLDEN BOY jaconero, ehuehuhea!

  2. PapoJuve diz:

    hehhee é nois

  3. Pedro Torres diz:

    Ótima observação, Franco! huehuehuheuehuheueh

  4. Zebrão diz:

    Pois é..
    o Esportivo em casa é impressionante..
    mas não é de hoje, faz tempo que é assim..
    Parabéns para vocês,
    já nós vamos ter que recuperar fora de casa, como sempre.

  5. Pingback: Em Terra de Zorro, Ninguém Canta de Galo | Toda Cancha

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