Debut de tricolores nas Missões

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Zero a zero a se comemorar muito, ao menos em Frederico Westphalen. O ponto conquistado nas Missões é o primeiro da história do União em Santo Ângelo.

O discurso fora de campo de “primo pobre” dos dirigentes do Santo Ângelo serviu apenas para colocar mais pressão e responsabilidade sobre a equipe de Frederico. Todos acreditam que o clube possui umas das maiores folhas da competição, o que sendo verdade ou não, é pouco relevante. Por dois anos foram montados planteis com salários bem inferiores e se prosseguiu firme e forte diante dos grandes.

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O União foi ao jogo sem Itaqui que enfrenta problemas para conseguir sua liberação, após vir do futebol paraguaio. O atacante Murilo, com problemas pessoais, também desfalcou o Leão da Colina. O técnico Tiago Nunes improvisou Rogério Patrola no meio campo, que não conseguiu dar o mesmo ritmo de jogo e conduzir as jogadas como Itaqui.

Dentro de campo, a jovem equipe da SER Santo Ângelo sufocou o União do início ao fim. O goleiro Felipe Gallas, ex-Lajeadense, operou alguns milagres segurando o placar. No final da partida levou todos os troféus de melhor em campo, que as rádios de FW e região ofertam ao melhor jogador na cancha. Foram três prêmios de uma vez. Gallas era só sorriso desfilando pelos vestiários da Zona Sul ao fim da noite.

O Santo Ângelo conseguiu bloquear o União, marcando individualmente Michel Lugo e Serjão. Nas raras aparições, quando a equipe frederiquense conseguia chegar ao campo ofensivo, não aproveitava as poucas oportunidades criadas.

Com um importante ponto na bagagem conquistado em seu primeiro desafio, o União garante momentaneamente a liderança do grupo B, já que as outras equipes do grupo perderam e o jogo entre Riograndense-SM e Brasil de Pelotas foi cancelado, pela não concessão de alvará ao Estádio dos Eucaliptos, em Santa Maria.

Na metade da cancha onde estiveram os filhos de Sepé Tiaraju o balanço foi positivo. A piazada missioneira subiu ao campo da Zona Sul decidida a matar os de Frederico no cansaço. Armado pelo comandante Luciano Corrêa num 4-3-3 moleque, o Santo Ângelo forjou as melhores chances na partida, porém não foi preciso o suficiente para romper a linha fatal do arco leonino.

Cerca de mil santo-angelenses migraram para o Estádio Raul Oliveira no final da tarde do domingo, entre os quais, o técnico Nestor Simionato, que fez história com a SER na campanha de 1996. Simionato, hoje no comando do Panambi, estivera por lá observado o Unión, seu próximo adversário.

União e Santo Angelo FP (120)

O tricolor das Missões está tão matreiro que anunciou e comercializou novos uniformes da empresa Squema Sports e adentrou o gramado com roupa feita pela Drággon Artigos Esportivos, certamente numa tentativa de passar incólume e surpreender os contrários. E tem mais, lançou numeração fixa para Vandinho, mas o gajo picou a mula e as camisas “88” deverão ser queimadas em praça pública. Que Vanderson seja feliz no Mato Grosso. Se puder.

Com uma linha defensiva contando com o zagueiro Alex Silveira na lateral direita, o Tricolor manteve os quatro defensores e mais Douglas TIREX e David guardando a colheita, soltando Rafinha na armação, a dupla Felipinho e Felipe Garcia, mais o centroavante Alex Espínola para sacudir o esqueleto no campo inimigo. Pelas pontas a dupla FF impôs grandes percalços ao corpo defensivo do União Frederiquense de Futebol. Mesmo com as substituições, o quadro santo-angelense manteve bom ritmo e surpreendeu positivamente a torcida missioneira, amenizando a desconfiança que imperava desde Caibaté até a cancha da Zona Sul.

União e Santo Angelo FP (94)

O quadro missioneiro certamente sofrerá com a inexperiência da maior parte do grupo e com a inconstância peculiar a esta característica, não apenas no tiro da competição, mas também dentro de uma mesma partida. De outra parte, com os pulmões em dia, a gurizada promete armar correrias memoráveis Rio Grande a fora, com arapucas épicas nos jogos como visitante. O acesso parece distante, mas a candidatura ao descenso já não é uma realidade irrevogável.

União e Santo Angelo FP (68)

Os homens de preto, verdadeiros outdoors humanos, também foram dignos de nota. No congresso técnico realizado para organizar o certame, a Federação Gaúcha de Futebol assumiu o compromisso de arcar com as taxas de arbitragem, mas revolveu dar um balão nos clubes e não mais custear os apitos. A consequência foi a regionalização dos apitadores para a competição, mas não somente. Tão de mal gosto quanto a FGF não contribuir com NADA para uma competição que, em tese, organiza é a possibilidade das equipes “completarem” cachês para trazer trios de outras regiões do Estado. No domingo, a lei esteve a cargo de Rudnei Braga Correa, vindo de Porto Alegre e com parte da taxa complementada pelo União. Ora, todas as equipes terão a mesma possibilidade dos frederiquenses de “pagar” os árbitros? Além de não pôr um real, a Federação abre alas para acentuar o desequilíbrio financeiro e possibilitar a disparidade técnica no campeonato. No final das contas, com uma arbitragem confusa, o rapaz apitador só não saiu ovacionado pelas duas equipes e torcidas porque jogadores e populares não carregavam ovos.

A SER Santo Ângelo retorna a cancha no próximo domingo contra o Ypiranga de Erechim, 15h30min, no Colosso da Lagoa. Já o Tricolor Frederiquense volta a campo também no domingo contra a SER Panambi, em mesmo horário, no Vermelhão da Colina, em Frederico Westphalen.

Um de cada lado,

Caroline de Oliveira e El Viejo Balejos

(As fotos são do Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai)

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