Em terra de Zorro, ninguém canta de Galo

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QUARENTA E CINCO, esse é o número representante da quantidade de confrontos que o Esmeraldino está sem saber o que é uma derrota dentro do reduto JACONERO. Se a marca não corresponde com os atuais momentos vividos pelo clube, uma coisa é certa, o Jaconi voltou a fazer diferença para o Juventude.

E desta vez, a vítima do momento foi o GALO de Santa Cruz do Sul. Às 17h, de (adivinhem) uma QUARTA-FEIRA, que quem o fez só podia estar pretendendo chamar a população caxiense de desocupados, para não dizer outra coisa. Apesar disso, o Papo deu um passo a mais para ENTERRAR de vez a zica da tenebrosa EMPATITE e, por que não, a ABSTINÊNCIA de gols.

Quando os comandados de Lisca pisaram no gramado, que mais parecia um PASTO principalmente do lado de ataque sentido Mato Sartori – e aí é completamente justificado pela FORTE chuva que despencou durante todo o dia sob Caxias do Sul -, a Papada presente pôde notar a única alteração em relação ao clássico da Polenta. Como já esperado, Alan mandou Bróck aos novos assentos do Alfredo Jaconi.

Enfrentando dois adversários, o gramado – que beneficiava as pretensões do clube da OKTOBERFEST – e o próprio Santa Cruz, o Alviverde protagonizou uma primeira etapa perfeita para quem quisesse dar uma cochilada nas bancadas jaconeras.

Se nem o Juventude conseguiu agitar seus adeptos,  o Galo Alvinegro também não fez com que o seu único e solitário (que não era o Daroit) BRAVO torcedor ficasse entusiasmado. Tonho Gil teve o triunfo de, sozinho, conseguir atrair as atenções para si. O CHATO treinador não parou um instante se quer de BERRAR com o árbitro da partida que, aliás, era outro que gostava de falar, atrasando o decorrer da partida, para o meu desespero, já que logo após teria que zarpar para a Faculdade.

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Posso estar enganado, mas se houve um chute a gol nos 45′ iniciais foi muito. Assim, o manda-chuva da casamata Lisca resolveu mexer, mesmo que modestamente, para a segunda etapa.

O professor sacou do confronto Murilo, para a entrada de Moises. Talvez com a MIJADA que o sereno (só que não) Lisca deve ter dado à boleirada no intervalo, o Papo foi outro na etapa derradeira. Novamente, o maestro Diogo Oliveira protagonizou uma bela atuação, somada à ousadia e atitude de Bergson, que partiu pra cima dos adversários e foi o responsável por deixar o Esmeraldino com um homem a mais na batalha, depois de Marcelinho quase rasgar a camisa do velocista atacante.

Após um TEATRO para a saída do beque alvinegro, Bergson chamou a torcida para jogar junto com o time, que respondeu ao pedido do atacante. Com um claro domínio alviverde, o Ju insista pelo lado esquerdo do ataque, porém a redonda teimava em não encontrar o homem-gol Zulu, que já era alvo de críticas pela massa JACONERA presente.

Até que veio um escanteio aos doze minutos. Na cobrança estava Rogerinho. O meia levantou a pelota para a área e encontrou a cabeça de Bergson, que desviou a CRIANÇA para achar o então apagado Zulu, que em um golpe certeiro como de um ZORRO, balançou os barbantes de Vizzoto e com isso foi ovacionado até por quem o estava criticando.

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Sem a chuva dar trégua, o Papo se manteve seguro na peleja, tomando as ações do jogo e perto de ampliar a vantagem. E ela não demorou para sair. Em uma jogada à la Barcelona, que culminou em um MAJESTOSO toque de letra de Diogo Oliveira para Bergson, o atacante dominou a gorducha e de fora da área, mandou caprichosamente a bola no canto esquerdo do guapo alvinegro marcando uma BUCHA e decretando os 2 a 0. Na comemoração, que ainda teve direito a dancinha, Bergson subiu alto para comemorar com Rogerinho, repetindo a celebração que tinha sido feita na Montanha dos Vinhedos.

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Faltando cento e um dias do CENTENÁRIO, os Jaconeros ainda foram presentados com a entrada do velho e bom Adaílton, pisando no Jaconi após dezesseis anos nos gramados europeus e já balançando a rede. Pena que o assistente tenha levantado a bandeira para invalidar o golaço de cobertura que o experiente atleta estava marcando.

Dando passos largos para uma classificação entre os primeiros, o Ju tem tudo para confirmar o bom momento vivido em mais um confronto dentro do Alfredo Jaconi, domingo, às 18h30, diante da equipe do querido (ns) Chico, o São José.

Só no aguardo da próxima vítima a pisar no Jaconi,

Pedro Torres

 

Publicado em Gauchão 2013, Juventude, Resumo da rodada, Santa Cruz com as tags , , , , , , , , , . ligação permanente.

8 Respostas a Em terra de Zorro, ninguém canta de Galo

  1. Grená diz:

    Há tempos sem enfrentar titulares de inter e grêmio é muito fácil ficar invicto…

  2. Lucas diz:

    quantos anos que o inter não pisa aqui no jaconi?

  3. Lucas diz:

    e ainda por cima não caio de 4 em casa

  4. Juventudista diz:

    GRENÁ, pesquisa antes de falar merda, em 2012 gremio veio ao Jacinto com titulares e perdeu de 2×1 fora o baile

  5. Taí o que o TC precisava: um GURIZÓN que vai à cancha sempre, até mesmo correndo o risco de perder aula, eauuehueah! Baita, Pedrinho!

  6. Chimango diz:

    E pensar que o Juventude já foi a 3ª força futebolística na nossa querência. Hoje é um arremedo de time. Não por acaso o povo caxiense tem os clubes locais como segundo time, pois paralelamente torcem para um dos grandes da capital.

  7. #6

    Para que time o amigo torce? Quero entender melhor o conceito de “arremedo” utilizado.

  8. #6 Chimango (ah, como eu adoro os anônimo s de internet…), aproveitando mais uns goles de tua sabedoria, me ajude a compreender o seguinte, já que os times de Caxias estão abaixo na preferência local, superados pelos times da capital: o que explica os ridículos públicos do Inter mandando seus jogos no Centenário, o que o fez zarpar de lá e ir pra Novo Hamburgo? A torcida gremista em Caxias é insuperavelmente maior que a do Inter ou deu XABU nessa teoria?

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