A passos curtos, a SER Panambi está subindo a colina

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União Frederiquense e SER Panambi pelearam hoje no Vermelhão da Colina. O time do Norte Gaúcho, de destacada campanha no ano passado, iria enfrentar um time motivado pelo bom resultado da última rodada, uma vitória contra o Inter de Santa Maria, o grande coloradinho.

Contudo, a verde-e-branca teria que enfrentar um qualificado adversário em uma cancha que costuma ser um sacode em quem se atreve a adentra-la. Voltar às margens do Fiuza com um ponto seria um baita feito.

A SER entrou em campo no esquema tático do retrancão: oito atrás e dois tentando uma correria. Se algum Vanderlei ou Abel ler esta matéria, vai achar que a SER já entrou perdendo. Mas isso aqui é Gauchão! A qualidade de um time se mede pela quantidade de lama em sua camisa. Simionatto fez certo: no primeiro tempo, o União foi inefetivo nas tentativas de ataque. Chutes de fora da área foram a tônica no Vermelhão da Colina. O Leão não conseguia invadir a linha defensiva do time panambiense. E, por outro lado, a SER investia com perigo e conseguia contra-atacar com qualidade, especialmente com Cleberson e Sander. Ao final do primeiro tempo, ouviu-se até uma vaiazinha no estádio. Bom para a SER.

No início do segundo tempo, um lance lamentável paralisou o jogo por 15 minutos. O cão-de-guarda zaga alviverde, Ilson, sofreu uma pancada violenta na cabeça e teve de sair do jogo de ambulância. Marlom entrou em seu lugar. O atleta passa bem, porém deve desfalcar a SER na próxima partida.

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Com a mudança, a SER passou a aplicar o retrancão com afinco. Serjão tocava o terror com a sua capacidade não só de dar testaços poderosos, como também de se movimentar. Os minutos finais foram de muito sufoco, e passou a vigorar a estratégia do “cerão”. Ouviam-se os gritos de “timinho, timinho” e “filha da p., filha da p.” ecoarem pelo Vermelhão. Ou seja, o pensamento tático de Simionatto estava dando puta certo. O arqueiro panambiense Diego comprovou sua qualidade ao defender os pataços adversários sem dar rebote. Os quinze minutos de acréscimo foram um martírio: o União pressionava, especialmente com a entrada de Jajá, e teve, no mínimo, três chances preciosas para abrir o placar, porém algumas boas oportunidades foram parar lá na URI. E quando saía um contra-ataque panambiense, Fabiano Veiga errava. Ao apitar o final da partida aos 68 minutos, o juiz selou um resultado excelente para a alviverde e frustrante para o Leão.

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Não consegui ver a partida, porém de orelha acolherada com o radinho, achei que a equipe panambiense atuou bem. Um ponto em Frederico é um baita resultado. A marcação xucra da SER Panambi parece mais bagual que a do ano passado. O beque João Carlos, leal e valoroso, mostra segurança e qualidade de marcação acima da demonstrada no Gauchão passado. Diego é um goleiro seguro e ágil, uma necessidade para um time de segundona que vai levar pressão fora de casa. Estou encantado com o futebol de Amaral: ele guarnece a defesa e ainda consegue sair bem para o ataque. Sander também teve uma grande atuação, especialmente no primeiro tempo. As coisas estão dando certo, contra tudo e contra todos. A esperança de classificação cresce. Até eu já estou acreditando!

Escalações:

União-FW: Gallas; Barão, Caçapa, Xavier, Tatto; Itaqui, Douglas Rinadi, Jean Michel, Thiago Correa e Murilo; Serjão. Técnico: Tiago Nunes.

SER Panambi: Diego, Du, João Carlos, Ilson e Sander; Amaral, Rodrigo, Cleberson, Maranhão; Fabiano Veiga e Josimar. Técnico: Nestor Simionatto.

Zwingen, zwingen, liebe SER Panambi!

Vinícius Fontana

(As fotos são do sítio agoraja.net)

Publicado em Divisão de Acesso 2013, Panambi, Série A2 2013, União Frederiquense com as tags , , , , , , , , , . ligação permanente.

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