O Cacique foi pescar e acabou mordendo a isca!

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A ida ao Estádio Amaro Cassep não rendeu uma boa pescaria aos Índios Capilés. O velho Cacique da Taba foi surpreendido pelo PEIXE do Vale do Rio Pardo e com isso acabou conhecendo seu primeiro insucesso na Divisão de ASCENSÃO 2013.

Antes de saber o que ocorreu na RELVA, cabe aqui salientar a fanfarra pré-jogo que rolou em Rio Pardo. Não bastasse o sistema de som da CANCHA soltar belas obras do cancioneiro popular brasileiro, tais como os mantras do RAÇA NEGRA e do CHICLETE COM BANANA. Ainda pouco antes da bola rolar, um casal de cantores da região FUMAGEIRA entoou belas obras, fazendo-nos lembrar de JANE e HERONDY.

Após toda essa FANFARRA, a partida iniciou movimentada. Logo no princípio, em jogada rápida, a bola sobrou para Rodrigão, que emendou uma bicicleta, a CRIANÇA desviou em Éder Richartz e bateu no travessão.

Não demorou para o Riopardense mostrar que não estava afeito aos golpes de tacape dos  indígenas capilés. Primeiro com Wallace cabeceando uma bola por cima e depois Maurício, que chutou cruzado, exigindo boa defesa de Rafael.

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O jogo continuou franco e cheio de oportunidades, tanto que Éder RICHARTZ soltou a perna SINISTRA na bola e mandou a querida direto no travessão do arqueiro Vandré. O Aimoré passou a aumentar a pressão. O CUME dessa investida foi o tento assinalado por Marquinho aos 26’ da primeira etapa. Após cruzamento de Evandro, RODRIGOL desviou e Marquinho completou, a esférica bateu na trave e voltou para o PRÓPRIO, que só teve o trabalho de empurrar para a rede.

Após o gol, o atual campeão da SEGUNDONA recuou bastante. O fim do primeiro tempo se avizinhava e a vantagem se mantinha para o Índio. Até que Evandro cometeu pênalti em cima de Tiago Matos, de maneira absolutamente desnecessária.

Paulo Henrique correu para a bola e acertou os cordéis da cidadela leopoldense, dando números iguais à disputa. E com 1 a 1 no marcador fomos ao intervalo para comer uma CUCA de AMORAS. Além do melhor REFESTEIO no que tange à gastronomia da região, finalmente com mais calma, pode-se observar melhor as novas VESTES do time de BOLACHA e BARTÔ.

Agora trajando jaquetas fornecidas pela NIKE, o Riopardense EMULA as camisetas BARCELÔNICAS usadas pelos catalães. O que ainda mantém a dignidade dos uniformes é o singelo patrocínio da fábrica BILU que adorna as espaldas dos sujeitos que os vestem.

Mal havia começado o segundo tempo e Luis Henrique exigiu a primeira boa intervenção de Vandré. Infelizmente, foi a última grande tentativa de pesca do Aimoré no jogo.

A partir disso, o jogo ficou mais pegado e menos FACEIRO. Ao contrário dos primeiros 45’, onde as alternativas eram múltiplas, agora ambos os escretes tinham receio de investir mais firmemente.

LOS AZULES optaram por se resguardar mais ainda e isso deu confiança aos comandados de Sério Perine. Douglas, em chute cruzado, acertou a rede pelo lado de fora. Na sequência, Rafael teve de intervir duas vezes em saídas de gol.

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O ARPÃO agora, incrivelmente, estava na mão do Peixe. Seu outrora pescador, agora era um índio encurralado e acomodado com a igualdade no placar. Só que o esforço dos ABADÁS seria recompensado.

Luanderson – que havia ingressado justamente para dar maior solidez defensiva – perdeu uma bola na altura do meio-campo e ainda caiu no SOLO, reclamando de falta. O árbitro mandou seguir o lance.

Dali, a jogada foi aos pés de Tiago Matos, que cruzou para Wallace. O centroavante só teve o trabalho de escorar para o fundo do gol do já batido Rafael. Como já eram decorridos QUARENTA E OITO minutos da segunda etapa, o TIO apitou e fim de papo em Rio Pardo. Dois a um para os Peixes.

Na entrevista coletiva, os envolvidos na causa AZUL Y GRENÁ fez questão de se congratular pela primeira vitória na competição. Na outra BORDA, Gelson Conte se mostrou muito irritado com a postura aimoresista, principalmente no segundo tempo. E ainda lembrou que Luanderson, que RATEOU no gol da virada RIOPARDINA, assim como outros atletas, são egressos de outros centros do país, não estando assim habituados ao tipo de disputa que se realiza nestes PAGOS.

É, o PEIXÃO foi quem se deu melhor sobre o valente Índio dessa vez. O próximo compromisso do Aimoré será na quinta-feira contra o Glória, lá na terra da MAÇÃ.

Os fatos:

Local: Estádio Amaro Cassep – Rio Pardo

Arbitragem: Jonathan Bekenstein, auxiliado por Charles Lorenzetti e Edemar Lacerda

Gols: Paulo Henrique 38′ 1ºT e Wallace 47′ 2ºT (RP);Marquinho 31′ 1ºT (A)

Cartões Amarelos: Douglas, Marcinho, Bolacha (RP); Gabriel, Marquinho e Rodrigão (A)

A.E.S.R.Riopardense: Vandré; Douglas, Kauê, Caio e Marcinho; Bolacha, Rafael, Pedro Henrique e Maurício; Tiago Matos e Wallace. Entraram: Alan, Bartô e Souza. Técnico: Sérgio Perine

C.E.Aimoré: Rafael; Evandro, Jésum, Luis Henrique e Fábio Rodighero; Marquinho, Alex, Claudemir e Éder Richartz; Japa e Rodrigão. Entraram: Claudemir, Luquinha e Luanderson. Técnico: Gelson Conte

PS: O texto acabou sendo publicado na data de hoje e cabe aqui um singelo, porém sincero lembrete. Parabéns Clube Esportivo Aimoré por seus 77 anos de existência. És aquele que carrega o nome da gente leopoldense pelo estado afora, enchendo-nos de orgulho. Muito obrigado por ter sido o local que me fez de fato compreender e gostar dessa cachaça chamada futebol. LONGA VIDA ao Índio Capilé!

Frustrado pela entrega a domicílio no fim da peleia, mas orgulhoso por mais um ano de vida do Cacique da Taba…

Natan Dalprá Rodrigues

(As fotos são do www.indiocapile.com.br e do www.gaz.com.br)

Publicado em Aimoré, Divisão de Acesso 2013, Riopardense com as tags , , , , , , , . ligação permanente.

2 Respostas a O Cacique foi pescar e acabou mordendo a isca!

  1. Nada como um texto por quem teve contato geográfico com o notícia. O futebol moderno, no seu ímpeto de afastar o público do espetáculo, também começa a assassinar a crônica. Abração, Dalprá!

  2. Vicente diz:

    Não fosse o calção amarelo, o uniforme seria bonito

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