Há esperança

LOBOxLAJEADENSE

A impressão que se tinha na Boca do Lobo é de que seria um jogo bem menos complicado do que contra o Grêmio. E, de fato, foi. Mas longe de ser fácil. Quem assistiu ao jogo contra o tricolor viu claramente que o Pelotas bem que tentou se impor frente a um dos gigantes do futebol brasileiro. E com uma vontade que – confesso – ainda não tinha visto neste Gauchão. Não foi suficiente contra o Grêmio, é claro. Mas seria, certamente, contra os adversários do interior. O brabo é que a motivação não foi a mesma e o ritmo foi bem mais lento… quase… paran…do.

O Lajeadense apresentou um reforço de última hora para o embate: Anderson Daronco. QUE ATUAÇÃO! E o goleiro Eduardo Martini, então? Merecia entrar pra novela das seis. Foi muito bem simulando uma lesão na agressão em choque com Wellington Tanque.

Sem mais chororô, o que se viu foi um Lajeadense bem postado, justificando ter apenas uma derrota em toda a competição. No primeiro tempo, em uma jogada ensaiada, Josimar abriu o placar. Sim. Ensaiada. A zaga do Pelotas foi enganada em uma jogada banal. ESSA É MINHA VIDA, ESSE É MEU CLUBE!

No segundo tempo as coisas melhoraram. Clodoaldo, baixinho, empatou o jogo de cabeça. O Pelotas melhorou, mas começou a errar demais. Boas chances foram criadas, mas nenhuma entrou. Deixem eu explicar uma coisa pra vocês: nós temos aqui na Boca do Lobo um jogador multifuncional. Ele atua na lateral e no meio-campo. Se bobear, até no gol. Ele é a prova de que o Esporte Clube Pelotas tem RESPONSABILIDADE SOCIAL. O atleta é titular da equipe. Só pode ser a tal “cota pra deficientes”. O Lobo está de parabéns pela iniciativa. Não existe outra explicação. Ele perdeu um gol que o popular BATATINHA, roupeiro do Farroupilha, faria de costas. E talvez vendado.

O Daronco apitou o fim do jogo, a torcida bateu palmas pelo esforço, os jogadores foram embora e a vida segue. Pra quem começou o campeonato falando em ser a “terceira força do Estado”, as coisas não vão bem. Mas é inegável que o Pelotas melhorou com a chegada do técnico Luiz Carlos Barbieri. Pelo menos ele tem atitude. Em épocas em que o lobo já não anda mais tão mau quanto nas historinhas infantis, pelo menos Barbieri anda fazendo o nosso Lobo começar a ROSNAR pros outros de novo. Começar a caçar é questão de pouco tempo. Pelo menos assim espero.

O segundo turno é tiro curto. E tiro curto tem que ser NA MOSCA!

Direto da Princesa do Sul, 

Leandro Lopes

(A foto é do Marcel Ávila/Diário Popular)

Publicado em Gauchão 2013, Lajeadense, Pelotas com as tags , , , , , , , , , . ligação permanente.

4 Respostas a Há esperança

  1. Murilo diz:

    Espero que o Lobo continue na primeira. E que o Xavante suba.
    Se possível também o São Paulo.

    Os públicos estão fracos, o campeonato não empolga. Faltam os clubes, com seus rivais locais na primeira divisão, ambos jogando a vida e torcendo para que o rival caia.

    Realmente não sei qual a alternativa para recuperar o regional, mas é terrível ver a segundona tendo maior público que a primeira. A segundona tem alguma empolgação pela esperança dos clubes subirem; qual que resta aos que estão na primeira, exceto cumprir tabela… e ainda agora com a D enxuta e ainda mais agora com a Copa do Brasil extensa ( e com menores possibilidades de um time ‘pequeno’ ir longe?).

    Não sei mesmo.

  2. Gustavo diz:

    Como ser terceira força do estado fechando no segundo semestre? Complicado não?

  3. Solano diz:

    “Fechando no segundo semestre” não se aplica ao Pelotas, Gustavo. Muito menos “terceira força do estado”.

  4. Gustavo diz:

    Desculpe-me, mas jogar a copinha é manter um time amador praticamente, quem não joga nacionais no segundo semestre fecha. Não há investimento, só há manutenção de um grupo perto da mediocridade. Em 2012, apesar de eliminar, o Pelotas conseguiu a façanha de perder para o Caxias B.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *