Um esmeraldino sobrando na Farroupilha

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Voando alto no segundo turno, uma pergunta paira no ar: quem parará o Alviverde dentro do Alfredo Jaconi?  Perto dos DOIS anos de invencibilidade dentro de seu reduto, o Papo triunfa no clássico serrano e ganha MORAL para ser o clube do interior gaudério a, no mínimo, endurecer diante dos azuis e vermelhos da capital.

Ao tempo que os comandados de Lisca subiam à cancha para se aquecerem, os ENTUSIASMADOS jaconeros iam formando longas filas ao redor do palco da peleja, evidenciando a boa fase do até então invicto Juventude. Quando Jean Pierre de Lima, o VIN DIESEL do apito, apontou para o centro do gramado autorizando o início do confronto, boa parte da papada ainda encontrava-se do lado de fora do Jaconi.14830693

Realizando o que virou nos dias atuais um FENÔMENO – repetir pela QUARTA vez a mesma equipe -, Lisca, sabendo da FORÇA de seu grupo dentro de casa, não temeu a boa equipe pentacolor e organizou o time para já começar em cima do clube de seu amigo (um POUCO fora de forma) Julinho Camargo. Mas, não à toa, dada a campanha e invencibilidade do VEC neste turno, o Esmeraldino não conseguia exercer aquela tradicional pressão no início do duelo. Bem postado, os da TERRA DA LONGEVIDADE evitavam qualquer brecha que os BONS DE BOLA Rogerinho, Diogo Oliveira ou Bergson poderiam encontrar.

Os pentacolores, por sua vez, apesar de bem postados defensivamente, careciam de jogadas ofensivas. Salvo quando o lúcido Juninho tentava algo pela direita, as jogadas dos longevos resumiam-se em inversões e longos lançamentos ao NADA na utópica esperança de balançar as redes do adversário. Se de um lado Julinho Camargo ajeitou o setor defensivo da equipe, por outro matou a criação. O time das cinco cores adentrou ao gramado com 4 (QUATRO!) volantes. Com a meia cancha lenta e com pouca capacidade de improviso, restou aos sempre bravos avantes Lê e Juninho a função de carregar o time nas costas toda a vez que a bola cruzava a linha central.

Quase sempre pelo lado direito, sendo muito acionado o lateral Murilo, o alviverde tentava chegar. Porém, o já aguardado equilíbrio do duelo serrano vinha se confirmando. Como característica de uma batalha acirrada, o confronto de SEIS pontos apresentava muita luta de ambos os lados e quase extintas oportunidades de CRIME pelo lado verde ou pentacolor.

Sentindo as dificuldades dentro de campo, a papada tentava empurrar das bancadas e se tornar um décimo segundo jogador. E o apoio surtiu efeito. Em uma CAGADA protagonizada pelo beque Edson Borges – pelo lado verde, o LOIRO Diogo fazia das suas também -, o velocista, ágil e agora BERGOL, aproveitou e invadiu a área para mandar o CAROÇO entre as pernas do guapo João Ricardo e provocar delírio nos jaconeros que incendiavam o Alfredo Jaconi.

E, claro, tem gol de Bergson, tem dancinha!

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O tento se tornaria crucial, já que o panorama da peleia não se alterava. CIRÚRGICO, o Ju saia dos iniciais quarenta e cinco minutos sem perdoar a chance que teve de empurrar a RAPADURA para o fundo dos barbantes e voltar com maior tranquilidade para a etapa final do clássico serrano.

Já com o céu escuro na bela noite que fazia na terra da FESTUVA, o professor Lisca manteve os onze iniciais. Uma vez mais, o PITBULL Fabrício, dono da 5, fazia uma BAITA partida, não poupando carrinhos (certeiros) e desarmes precisos que ganhavam o aplauso dos juventudistas presentes.

Ainda com a sua LEGIÃO de volantes em campo, o VEC barrava as ações do MAESTRO verde e branco Diogo Oliveira e o BLACK MESSI Rogerinho, que não conseguiam repetir o nível de suas últimas apresentações, sendo blindados pelos GUARDIÕES de Julinho Camargo.

Sobrava, então, para a movimentação de Bergol e as escapadas pelos flancos de Murilo e Alan, que apareceu bastante na segunda etapa. Talvez por conselho de Lisca, a equipe passou a usar mais o lado esquerdo, visto que no primeiro tempo as jogadas não estavam saindo pelo lado oposto. Assim, o futebol esmeraldino cresceu e o domínio passou a ser TOTAL do time da casa.

Não por acaso, o segundo tempo do Veranópolis foi razoável em termos defensivos, mas PORNOGRÁFICO ofensivamente. Mantendo a mesma idéia tática, o time da Terra da Longevidade simplesmente não rematou em direção à baliza do agora espectador da peleia, o arqueiro alviverde Fernando, que tranquilamente assistia às boas investidas de Alan e do camisa 11 Bergson.

Não sei se os leitores perceberam, ainda não foi citado ELE, o dono do agora quadragésimo oitavo tento com a camisa alviverde: Zulu! O ZORRO ESMERALDINO andava apagado na partida, participando pouco do duelo. Mas é aquela velha história: centroavante tem o poder de ir do INFERNO ao CÉU em questão de segundos.

Quando a papada já vinha perdendo a paciência com o camisa 9, eis que o INCANSÁVEL Jardel avança pelo lado direito do ataque verde e branco e alça a pelota em direção ao FEDOR. No TERCEIRO ANDAR, Zulu sobe mais que todo mundo e testa caprichosamente a redonda, que ainda BEIJA a trave, antes de dormir nas redes do goleirão pentacolor.

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O CALDEIRÃO jaconero estava armado e ninguém mais tirava a invencibilidade do clube que vai com a FACA ENTRE OS DENTES para ser o melhor do interior. Ovacionados, os donos dos feitos da peleja deixavam à cancha para a papada ainda poder ver o GRANDE Adaílton e o prata da casa Gustavo em campo.

Sobrando até aqui na Taça Farroupilha, o alviverde pode dizer: que venha o próximo!

Pelo lado Pentacolor, o fantasma da degola voltou a rondar o FARINÃO. Com a vitória de seus inimigos Santa Cruz e Novo Hamburgo, o olho da gateada ta querendo pretear. Resta para os torcedores longevos torcer para que uma LUZ DIVINA clareie as idéias de Julinho Camargo e, quem sabe assim, ele perceba o óbvio: time que entra em campo postado e pensando em não perder, invariavelmente perde.

Ficha técnica:

Juventude (2): Fernando; Murilo, Rafael Pereira, Diogo e Alan; Fabrício, Jardel, Diogo Oliveira (Gustavo) e Rogerinho; Bergson (Adaílton) e Zulu (Brenner). Técnico: Lisca.

Veranópolis (0): João Ricardo; Ednei, Jonas, Edson Borges e Anderson Luis; Escobar, Itaqui (Jucemar), Eduardinho e Juninho; Marcio Reis (Geison) e Lê. Técnico: Julinho Camargo.

Arbitragem: Jean Pierre Gonçalves Lima, auxiliado por José Javel Silveira e Rafael da Silva Alves.

Pedro Torres e Matheus Primieri

(as fotos são do Jornal Pioneiro)

Publicado em Gauchão 2013, Juventude, Veranópolis com as tags , , , , , , , , , , , , , , . ligação permanente.

5 Respostas a Um esmeraldino sobrando na Farroupilha

  1. Eu não disse dias atrás que esses boleiros pulam mais pra comemorar do que pra cabecear? Vejam o pulo MARIA MOLE do seu Rogerinho no gol do Zulu?

    aeheuheuhaeuaehuehae

    Só pra quebrar o gelo nessa minha fase (desde que nasci) pé atrás com esses sucessos repentinos do Juventude. Que siga assim pra série D, esse ano é subir ou subir (ou padecer ainda mais, se há como padecer mais…).

  2. Rafael Froner diz:

    Impressionante como faz gol esse Zulu.

  3. Régis diz:

    Minha esperança para tirarem o título do Lajeadense!

    Forza Juve!

  4. #3

    Mesma coisa! Vamo PAPO!

  5. baldasso diz:

    que siga o bom futebol, avante PAPO!

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