Para além do fetiche da mercadoria

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Foto: clicRBS 

O povo, ao ver que Moisés demora­va a descer do monte, juntou-se ao redor de Arão e lhe disse: “Venha, faça para nós deuses que nos conduzam, pois a esse Moi­sés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu”.

Respondeu-lhes Arão: “Tirem os brin­cos de ouro de suas mulheres, de seus filhos e de suas filhas e tragam-nos a mim”.

Todos tiraram os seus brincos de ouro e os levaram a Arão.

Ele os recebeu e os fundiu, transforman­do tudo num ídolo, que modelou com uma fer­ramenta própria, dando-lhe a forma de um be­zerro. Então disseram: “Eis aí os seus deuses, ó Israel, que tiraram vocês do Egito!”

Vendo isso, Arão edificou um altar dian­te do bezerro e anunciou: “Amanhã haverá uma festa dedicada ao Senhor”.

(Livro do Êxodo, capítulo 32, versículos 1 ao 5). 

Hoje começa mais uma COPA NACIONAL com partidas espalhadas de norte até sul e de lado a lado do território. O certame tido como democrático por alguns e enfadonho por outros tantos, expõe as felicidades e mazelas na terra de Macunaíma. Mas não é só isso. É jogo de despossuídos contra ricos, daqueles que partem de aeroportos e dos que bocejam por dias em intermináveis deslocamentos rodoviários. É lugar daqueles que aquecem o turismo interno das grandes canchas e dos que desembarcam em confins. É palco para personagens díspares, sonhos tortos e culturas regionais.

No emaranhado de informações, por vezes, pode escapar a dimensão menos objetiva de um torneio desta estirpe. Há mais do que uma taça em jogo. A disputa vai além, é o encontro dos que estão em posições diametralmente opostas. Será?

O futebol brasileiro está no meio do caminho entre a balburdia tropical que serviu de berço para nosso herói sem caráter, defeituoso e errante, e o fetiche pela mercadoria. O futebol subiu a montanha pra meditar e, antes mesmo de recolher as placas mandamentares, o bezerro da especulação imobiliária, das canchas grandiosas e cercadas pelas telas da pobreza ocupam lugar de adoração.

Ao tratar do valor simbólico e desproporcional da mercadoria, Marx recorre à parábola “o bezerro de ouro”, passagem alegórica sobre a reorganização política e espiritual dos Judeus, enquanto Moisés meditava isolado no monte Sinai. Com as tábuas da salvação em punho, o homem do cajado regressa e tem de enfrentar o surgimento de novas lideranças e, o mais importe, talvez, a adoração de seu povo ao “Fetiche” – imagem de um bezerro de ouro fundido a partir das joias doadas pela população.

O futebol brasileiro, este velho barbudo de cajado, observa o triunfo do valor irreal e infundado da mercadoria que vive para além do trabalho e com valor que não precisa da relação com este para se justificar. Numa lógica racional e aceitável, algo vale pela quantidade de trabalho materializado. Longe disso, a atual valoração do futebol brasileiro só tem vinculação consigo mesma, como mercadoria que tem vida própria além do jogo. Enquanto Marx usa a retirada de Moisés como alegoria, temos mais uma Copa do Brasil.

A COPA teve sua primeira edição em 1989 e foi, sem dúvida, uma forma de acalmar anseios federativos, com o final da regionalização do Campeonato Nacional. Para que se tenha a dimensão da mudança, em 1986 o Campeonato Brasileiro contava com 44 clubes, número que caiu a 22 no ano da primeira Copa. O certame no regime de mata-morre foi uma forma de manter federações menos tradicionais (com menor força política e menos aquinhoadas) no calendário do ludopédio do país.

Até 1994 os confrontos de ida e volta estavam garantidos, situação que mudou com a inclusão do critério que concedia classificação automática ao visitante que emplacasse diferença de três golos no primeiro jogo. No ano seguinte, a diferença para eliminar a segunda partida caiu para dois tentos na partida de ida em favor do visitante. A mudança serviu para liberar datas no calendário dos clubes maiores e restringiu as viagens dos menores aos grandes centros do futebol brasileiro. Se a inclusão de todas as federações no certame não impediu a concentração dos títulos na porção centro-sul do Brasil, apenas em 2006 aconteceu a primeira final entre times do mesmo Estado. A decisão em questão envolveu Vasco da Gama e Flamengo, com a taça da final carioca parando na Gávea.

O torneio que inicia hoje levará a alcunha patrocinadora de Copa PERDIGÃO do Brasil. A marca, que juntamente com a Sadia compõe a Brasil Foods, estará longe dos consumidores até 2016, por decisão CADE. O Conselho exigiu a retirada dos produtos das prateleiras até que a fusão seja aprovada e a BRF quer manter a marca nos corações e mentes dos cidadãos, e para isso nada melhor que a vinculação ao esporte mais popular do país. A disputa deste ano terá 86 equipes com jogos até novembro. Serão 80 equipes no início da competição, que lutarão no sistema de mata-mata até restarem apenas 10. Para completar as oitivas de final, serão agregados mais seis times envolvidos na disputa da Copa Libertadores deste ano. Ao campeão a taça, as batatas e vaga na LA do ano que vem. Outra novidade é a definição dos representantes brasileiros na próxima Copa Sulamericana, que ocorrerá a partir da segunda fase do torneio nativo e eliminará a fase nacional da competição a partir do ano que vem.

Até ontem

Desde 1991, interior e região metropolitana do RS estiveram representados EN LA COPA. Este ano, os interioranos colocam seu destino nos pés do estreante Brasil de Pelotas, na tradição participativa da SER Caxias e no PENTACOLOR de Veranópolis. Entre os quadros pampeanos, a dupla CAJU tem ampla vantagem no número de participações. O Caxias foi o primeiro a disputar o certame e, neste ano, irá para sua oitiva campanha. E o Juventude ostenta o maior número de disputas, com a do ano passado soma quatorze torneios peleados.

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Foto do sítio do Coritiba Foot Ball Club.

A esquadra Grená foi o primeiro time do interior a jogar a Copa, debutando em 1991, quando superou o XV de Piracicaba na primeira etapa e esbarrou no Goiás, logo em seguida. As melhores campanhas da SOCIEDADE GRENÁ foram em 2000 e 2011. Na primeira, o time serrano superou Avaí e Sergipe, mas parou com duplo revés frente ao Cruzeiro das Gerais. Ainda merecem nota os tentos grenás no certame, anotados por Adão, Jajá e Gil Baiano. Já em 2011, depois de passar por Ceilândia e Botafogo da Paraíba, o Caxias parou no escrete COXA BRANCA, com duas derrotas.

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Foto: reprodução.

1999 foi o ano em que o Brasil se rendeu ao Juventude! Quase quinze anos se passaram e o Brasil ainda se lembra daquele 0 x 0 entre Botafogo e Juventude, em um Maracanã onde nem mesmo o vento tinha espaço para passar, que ultrapassou a marca de 100 mil espectadores, consagrando o Esporte Clube Juventude na história do futebol brasileiro e dando voz às sábias palavras do MATADOR Mário, quando, ainda em 1994, no acesso do Papo à elite nacional, avisou: “Brasil, olha o Juventude, tchê!”

Com a parceira italiana Parmalat, o Alviverde, no ano posterior ao feito no Campeonato Gaúcho, quando bateu os VERMELHOS da capital e levantou o CANECO do torneiro em pleno Beira-Rio – quebrando a hegemonia da dupla GreNal -, iniciou de forma impactante a campanha daquela Copa do Brasil, que mudaria seu cenário no futebol nacional.

Em um Maracanã com assustadores 101.581 torcedores, e acompanhados pelo apoio dos cerca de 1500 apaixonados alviverdes que encorajados preenchiam um pequeno, porém importante espaço em verde e branco, o Ju estava à apenas 90 minutos para tornar realidade algo que no começo parecia um delirante sonho.

Sem o XERIFE Capone, mas contanto com o retorno do importante Laurinho, o Papo foi cauteloso, organizado, e soube novamente suportar uma potência do futebol, defendendo-se com maestria e contra-atacando com inteligência. Ao mesmo tempo em que causava forte tensão em saber que somente um único gol botafoguense colocaria a baixo o título esmeraldino, o retrospecto de ter eliminado 4 das 5 equipes fora de Caxias do Sul, era o trunfo do Papo.

O desespero ia tomando conta dos atletas e torcedores botafoguenses. A cada minuto passado, o abatimento crescia e o Ju confirmava ser o clube merecedor do desejado CANECO. Com o PAREDÃO Émerson eliminando qualquer esperança do time carioca, a Papada, parecendo estar vivendo um sonho, calava a MULTIDÃO Alvinegra. No entanto, somente o apito final do goiano Antônio Pereira da Silva eliminaria a tensão e o nervosismo existente.

E, quando a redonda chegou aos pés do capitão esmeraldino Flávio, o apito derradeiro veio e a INVASÃO VERDE E BRANCA tomou conta do imenso gramado do Maracanã. O Brasil era pintado nas cores ALVIVERDES. O dono do Maraca, a Papada mandava o aviso de quem era: AHÁ UHÚ, O MARACA É NOSSO! E a festa se estendia por toda Caxias do Sul, que se concentrava no já tradicional palco de festas juventudistas: a Praça Dante Alighieri.

A tão sonhada Taça foi levantada nos braços do volante Flávio que colocava o Esporte Clube Juventude nos momentos mais importantes da história do futebol nacional. Assim, o final daquele século, ao menos no Brasil, vestia VERDE E BRANCO!

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Foto: Blog do Rui.

Até 2002 a dupla serrana representava com exclusividade o interior gaúcho na Copa, mas, no ano vindouro, Guarani de Venâncio Aires e Pelotas quebraram essa lógica. Após um bom desempenho, coroado com título estadual em 2002, o Índio credenciou-se a disputar a Copa do Brasil. O sorteio indicou América de Natal como adversário na primeira fase, com o Guarani estreando em competições NACIONAIS em casa.

A primeira peleja foi sob um TORÓ daqueles de vivente ir de GUARDA-SOL ao Edmundo Feix. Aos cinco minutos de jogo, falta lateral, PORONGO alçado na área e Paulo Roberto abre o placar. Com 18 minutos de jogo, em outra bola parada, dessa vez para o América-RN, David iguala. Aos 42′, trama rápida do Rubro-Negro e Gilmar Nass dá a flechada final, Guara novamente na frente. Na segunda parte do jogo, a chuva APERTOU e acabou mesmo em 2 a 1 para o Guarani.

Na outra PERNA do mata-mata, o Índio viajou até onde nenhuma Adriana do resto dos Vales jamais esteves, no finado Machadão, na capital POTIGUAR, para decidir a classificação. Porém, aos 37 minutos, Sandro Gaúcho marca para os americanos, resultado que os classificaria. Aos 38′ do segundo tempo, o Guarani perde uma grande chance da marca da cal. Mesmo num time com tanto ÍNDIO VÉIO, Cristiano, o guri, foi encarregado da cobrança e perdeu. O querido árbitro optou por encerrar a peleia em um escanteio favorável a LOS MATEROS para protesto da indiada.

O quadro da TERRA DO MATE acabou eliminado pelo saldo qualificado, porém de cabeça erguida e aos berros bradando, “Copa do Brasil nos Vales, só em Venâncio Aires”. O time-base contava com André; Bolívar, Luciano Vieira, Paulo Roberto e Cristiano; Cadu, Éder, Paulo Gaúcho e Gilmar Nass; Aurélio e Belmonte. Na casamata estava Mano Menezes.

Graças ao terceiro lugar no Costelão de 2001, com o grande time de Michel Bastos e Paulo Baier, o Lobão qualificou-se pela primeira vez para a Copa do Brasil.

O sorteio não foi BUENO e colocou-os frente ao Guarani de Campinas. Na Boca do Lobo, o time não conseguiu impedir a derrota para os bandeirantes, perdendo por 2 a 1. Na volta, um empate em 1 a 1 na cancha inimiga eliminou o Áureo-Cerúleo – que, até esse ano, era o único time da Princesa do Sul a jogar o torneio. A linha pelotense contou com Alexandre Marasca; Ivo, Baggio, Aldinho e Clebinho; Dione, Marquinhos, Márcio Oldra e Washington; Marco Antônio e Éder. No comando Guilherme Macuglia.

Após duas boas campanhas no BRIZOLÃO, o scratch ARROZEIRO copou uma vaga na Lula’s Cup de 2004. O sorteio foi um tanto ingrato com os fronteiriços e os colocaram de frente com o Figueirense logo de cara. Um empate em 2×2 no Sílvio de Faria Corrêa fez dos catarinas favoritos para avançar pelo país. Porém em cancha inimiga, o São Gabriel se impôs, e Luciano Marreta, de falta, marcou o tento que classificou a LOS DE ANADON.

A segunda fase foi ainda mais cruel, colocando-os frente ao Palmeiras. Em seus domínios, Alê ETERNO Menezes 2 contra 1 da Academia, para incredulidade do Brasil e com o portero Altieri pegando pênalti aos 50′ (CINQUENTA) do segundo tempo. Porém no Palestra, os alvi-verdes mostraram sua força e aplicaram 4 a 1. Eliminação que rendeu orgulho aos corações da Terra dos Marechais. Assim estava formada a linha gabrielense: Altieri; Alex, Darzone e Morelli; Eliseu, Pancera, Ivanildo, Márcio (Dudu) e Gérson; Luciano Fonseca (Beto) e Alê Menezes (Laguna). Na beira da cancha Jorge Anadom.

Após o vice-campeonato no COSTELÃO 2003, o time da cidade de Campo Bom estava apto a disputar a Copa do Brasil em 2004. Na 1ª fase, o 15 eliminou a Portuguesa Santista. Na primeira partida, 1 a 1 foi o placar. Já na segunda batalha, no estádio Ulrico Mursa, em Santos, o time da terra de BÁRBARA PAZ selou sua passagem à etapa posterior com um empate pelo escore de 2 a 2. Portanto, o ingresso entre os 32 melhores da competição veio pelo gol QUALIFICADO.

Lance do jogo 15 de Novembro X Vasco da Gama, pela Copa do Brasil de 2004.

Foto: reprodução.

Na fase 1/16 avos da competição, os tricolores tinham pela frente o Vasco da Gama. Após o primeiro jogo ter terminado empatado em 1 a 1. Restava aos campo-bonenses tentarem a sorte na cidade de ERI JOHNSON. Ali, o time de camiseta amarela começava a assombrar o Brasil. Os homens de Mano Menezes aplicaram 3 a 0 no TEAM da Cruz de Malta. Com direito a show de DAURI. O 15 já estava nas Oitavas!

O próximo oponente era o Americano-RJ, famoso clube do coração do CAIXA D’ÁGUA.  Na primeira PERNA do confronto, os gaúchos mesmo atuando na cidade de Campos, jogaram naturalmente. Obtendo assim a vitória por 2 a 1. No segundo enfrentamento, já em seus domínios, a equipe movida a CUCA tratou de abrir 2 a 0 logo no começo da RUSGA. Na segunda parte do jogo, o terceiro gol ocorreu, ainda houve tempo para Rondinelli e SHARLEI descontarem, mas o placar foi 3 a 2 pró TEUTÔNICOS.

Já entre os oito melhores da TAÇA, o sorteio das QUARTAS trouxe para o time de CANHOTO, outra surpresa. O adversário vinha de Tocantins, o ARRANCARRABO seria perante o Palmas. Nos primeiros 90 minutos da PROSA, o 15 abriu 3 a 0. Bebeto e Tiago Belmonte comandaram a BANDINHA no Sady Schmidt.

No confronto da volta, mesmo atuando na distante cidade que tanto SÍLVIO SANTOS repete o nome, os gaúchos não tomaram conhecimento do caráter simpático do estado de SIQUEIRA CAMPOS e trataram de ratificar logo a classificação. Com um gol de Dauri aos 27’ do 1º tempo, o sonho era real e os tricolores do Vale dos Sinos estavam nas semifinais da SARNEY CUP 2004.

Novamente veríamos dois jogos envolvendo zebras, de um lado o bem organizado time com camisetas CANÁRIAS e do outro estava o Santo André, liderado por Sandro Gaúcho.

No primeiro jogo entre os dois times, no Pacaembu, o que se viu foi o 15 jogando novamente solto. Tão a vontade que chegou a abrir 4 a 1 contra o adversário, com destaque para a grande noite de Bebeto. No fim, o time do MANO deu uma cochilada e permitiu a aproximação do time do ABC, o placar final foi de 4 a 3 para os GREEN, YELLOW and RED.

No jogo mais importante da história dos guerreiros de Campo Bom, não foi possível atuar em sua CANCHA devido à sua capacidade diminuta. Com isso, o clube foi obrigado a jogar no Estádio Olímpico. 10 mil pessoas estiveram lá para apoiar o Rio Grande do Sul naquela competição.

Só que o improvável aconteceu. É quase impossível crer que a equipe tricolor tenha sido eliminada. Tiago Belmonte, no começo do jogo, fez o gol que tinha tudo para ser o da tranquilidade. Porém, não foi o que ocorreu e o Santo André virou o confronto ainda no primeiro tempo. E MACANAKI fez o terceiro tento que suplantou e eliminou o inesquecível escrete QUINZISTA da competição. Na relva lutaram Marcelo Pitol; Patrício, Jairo Santos, Luiz Oscar e Marcelo Müller; Edmilson, Perdigão, Gérson Lente e Canhoto; Bebeto e Dauri. Na direção técnica estava Mano Menezes.

O 15 voltou à Copa do Brasil no ano de 2006, após o DOÍDO vice-campeonato do YEDÃO 2005. Já sem tanto GLAMOUR em torno de si, lá foi o clube da terra dos IRMÃOS VETTEL tentar voar no país tupiniquim.

Na 1ª fase, de novo, surgiu uma equipe tradicional do interior paulista no caminho. O Noroeste de Bauru foi a primeira presa do time LECIONADO por Leandro Machado. No primeiro jogo, no campo bom dos tricolores, Valdeir comandou a farra que culminou em uma goleada de 4 a 1 para os gaúchos.

O segundo jogo foi sofrido e dramático, o 15 teve de lutar muito para manter a vantagem obtida. Após levar um gol cedo, a equipe recuou muito e ainda sofreu um segundo golpe aos 42’ da etapa final. Felizmente, terminou 2 a 0 para o NORUSCA e com isso, quem avançou foi o time amarelo.

Para o estágio avançado da competição, o oponente foi o Grêmio, cujo treinador era MANO MENEZES. Atuando em seus domínios, o clube GERMÂNICO abafou o time de JEOVÂNIO. Tanto que Lucas Leiva fez contra, em pouco mais de dois minutos de jogo. E 1 a 0 para os mandantes acabou sendo o placar final.

Já na capital da província, após insistir muito, Herrera marcou o primeiro gol dos azuis. E durante os 90 minutos de jogo, foi só. Fomos aos PENALES, a primeira série de cobranças acabou empatada em 5 a 5. No início das cobranças alternadas, Pedro Júnior acertou a trave e o time COUREIRO estava nas oitavas de final de mais uma BRAZIL CUP.

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Foto: reprodução.

Na outra banda do EMBRÓGLIO estava o Volta Redonda. Os primeiros 90’ foram disputados na Cidade do Aço e lá, o Voltaço venceu por 1 a 0, gol de TÚLIO MARAVILHA.

No jogo da volta, em Campo Bom, Dauri fez 1 a 0 para os NATIVOS. Álisson tratou de empatar a BAGAÇA e este gol – apesar de Dauri marcar seu segundo na partida, aos 46’ da 2ª etapa – foi o que definiu a eliminação do time do Vale dos Sinos pelo critério do gol AWAY. Pelo lado amarelo estiveram na cancha Márcio; Barão, Marcão, Marília e Cris; Edmílson, Rudnei, Valdeir e Rogério Belém, Aldrovani e Dauri. O técnico era Leandro Machado.

Também em 2006, o Anilado DEBUTOU na competição máxima do mata-mata verde-amarelo. Impulsionado pelo título da Copa Emídio Perondi do ano anterior, o Noia começaria sua escalada no certame contra o Criciúma.

No antigo Estádio Santa Rosa, o NH, na noite de 15/02/2006, abriu o placar com gol de Washington. Embora tivesse mais VOLÚPIA ofensiva, o time de Gilmar Iser acabou sofrendo a virada com gols de Fernandinho e Dejair. Aos 26’ da etapa final, o lateral Dudu conseguiu o empate para os CALÇADISTAS. E, com a igualdade de 2 a 2 no escore, teríamos uma segunda partida a ser jogada na cidade do CARVÃO.

Sete dias depois, lá estavam as esquadras no campo do Heriberto Hulse para o jogo derradeiro. E o Novo Hamburgo, sem se importar com a torcida do TIGRE, fez seu primeiro gol bem no comecinho do jogo. Dudu inaugurou o marcador para o time que tinha LH4 em seu corpo defensivo.

Infelizmente para o povo de NH, não foi apenas o lateral anilado que repetiu a senda goleadora do primeiro confronto. Dejair empatou para o time da casa, aos 43’ do 1º tempo. E não contente, o meia do time de ÉDSON GAÚCHO sacramentou a virada, faltando apenas 5 minutos para o fim do jogo. Com isso, os hamburguenses ficaram pelo caminho. Vestiram o manto anilado Luciano; Dias, Marcelo e Luís Henrique; Dudu, Pedro Ayub, Preto, Washington, Sidney Souza e Itaqui; Giancarlo. O maestro era Gilmar Iser

O Ypiranga participou da afamada Copa do Brasil em duas oportunidades, nos anos de 2010 e 2011, curiosamente ambas as vagas foram conquistadas no ano mágico de 2009.

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Foto do sítio do Coritiba Foot Ball Club.

Neste ano, marcado pela volta ao Gauchão depois de 9 edições afastado da elite, os canários bicaram todo mundo e trouxeram a taça do Interior para Erechim no primeiro semestre, dando vaga na Copa do Brasil de 2010. Já no segundo semestre, o vice-campeonato na Copa Artur Dallegrave, conquistada pelo Internacional, deu aos verde-amarelos do Colosso a chance de disputar o certame nacional em 2011.

Em 2010 D.C., os avaianos da Ressacada não se assustaram com o estádio maior do que qualquer um de sua terra e sapecaram 3 gols na esquadra erechinense. Já em 2011, os canários ‘tiveram mais sorte’. Em um jogo muito marcado pela reclamação por parte dos de botas amarelas, o Coritiba venceu sua 11ª partida da maior série de vitórias que se tem notícias, mas o placar mínimo deu a chance a vários cachaceiros de conhecerem a capital paranaense. No jogo da volta, apesar de um novo bom desempenho canário, os 2 a 0 para os mandantes fecharam o livro da história de participações ‘alto-uruguaienses’ na Copa Nacional.

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A foto é do Jornal Gazeta do Povo.

Anida em 2010, ao lado de Juventude e Ypiranga, o Cerâmica também fardou na copa do país. LOS CHEVETEROS caíram ainda na fase inicial, igualando em casa e sofrendo goleada do Paraná Clube, em Curitiba. No ano seguinte, enquanto o Ypiranga disputava o torneio pela segunda vez e a SER Caxias emplacava mais uma, entre tantas participações, o São José estreava na mais democrática. O Zequinha recebeu o Paulista de Jundiaí na inauguração da grama de plástico do Passo D’Areia e fez 1 a 0. Já na partida de volta, sofreu um forte revés por 3 a 0 e regressou para a Zona Norte eliminado.

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No ano passado, graças a uma boa campanha na NOVELLETO’S CUP 2011, o time da terra do ZÔO teve a oportunidade de disputar LA COPA. Na estreia, uma equipe que estava de volta à Série A do DILMÃO, a Ponte Preta.

Devido à falta tanto de capacidade quanto de estrutura do ACANHADO Estádio Arhur Mesquita Dias, o clube rubro-negro se viu obrigado a mandar seu jogo de ida na 1ª fase da competição em outra CANCHA. Após flertar com o Monumental do Cristo Rei e com o LUTHERÃO, o SAPO optou pelo Passo d’Areia e seu CARPETE.

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A foto é de Guilherme Daroit.

Após toda esta celeuma, as equipes foram a campo no dia 14 de Março daquele ano. Apesar de um maior domínio da Macaca no decorrer da peleia, o time comandado por MARCÃO aguentou bem a pressão e segurou o 0 a 0 que lhe garantiu o jogo de volta em Campinas. O lance de maior perigo da jornada foi uma cabeçada dada por LEANDRÃO que parou no poste da meta defendida por Júlio César.

Sete dias depois, as esquadras voltaram para a segunda parte do confronto de 180 minutos. O Sapucaiense surpreendeu à torcida campineira, quando logo aos 5’ da primeira etapa, Rodrigo fez 1 a 0 para os gaúchos.

O gol sofrido despertou a Ponte que, na metade do primeiro tempo, marcou duas vezes em série. Roger e Enrico viraram o jogo para o time da casa, e fomos com este escore ao intervalo.

Foto- Leandro Ferreira-ANN.

A foto é do Leandro Ferreira-ANN.

O SAPO continuou acreditando que dava e Dudu, no princípio do segundo período, empatou o jogo, dando provisoriamente a vaga ao time KURASHIKEIRO. Para a infelicidade do time da terra da REAL, Enrico colocou novamente a Macaca na frente do placar.

Os sapucaienses já não demonstravam poder de reação, quando o ENDIABRADO Enrico fez o quarto gol para os paulistas. Ainda houve tempo para Rodrigo PIMPÃO anotar o quinto e terminal gol daquela noite que culminou com o adeus do rubro-negro metropolitano da Copa do Brasil 2012. Desfilaram no Moisés Lucarelli pelo Sapo: Júlio César; Dieison, Valença, Natan e David; Dudu, Leandro Lopes, Elias e Hiroshi; Rodrigo e Felipinho. O treinador era Marcão.

Também é digna de nota a participação do Clube Esportivo (2005) e do Canoas (2006 e 2008) na competição. A POLENTA MECÂNICA debutou superando o Londrina na primeira fase, com duas vitórias por 4 a 1 e 2 a 0, e caiu para o Fluminense com duas derrotas, de 1 a 2 e 1 a 0. Por sua vez, os protestantes da praça do avião ficaram em duas oportunidades na etapa inicial da Copa. Em 2006 perderam no campo do Lutero por 4 a 2 para o Iraty e nem viajaram ao centro-sul paranaense. Em 2008, receberam e igualaram com o Brasiliense em casa (1 a 1) e saíram derrotados por placar mínimo no Distrito Federal, apenas sendo vazados na Boca do Jacaré pelo lendário DIMBA.

Brasil de Pelotas

A Copa será, finalmente, do Brasil. Isso porque o Brasil, de Pelotas, estreia na competição mais democrática do país. Apesar de historicamente participar de competições nacionais, tendo disputado as séries A, B, C e D, o Xavante nunca disputou a Copa do Brasil. Estreante, o clube rubro-negro de Pelotas recebe, no estádio Bento Freitas, o rubro-negro de Curitiba, o Clube Atlético Paranaense. Este que retorna à elite do futebol brasileiro em 2013, visto que ano passado disputou a série B e conquistou uma das vagas. Já o mandante disputa atualmente a Série A-2 do campeonato gaúcho, é líder de seu grupo com 100% de aproveitamento e com um jogo a menos.

Obviamente, o CAP vem a Pelotas como favorito e com o intuito de eliminar o jogo de volta. No entanto, o Brasil ainda mantém o ingrediente da receita que deu certo em diversos momentos de sua história, como o terceiro lugar no campeonato brasileiro de 1985: estádio Bento Freitas e a torcida Xavante. É nisso que aposta o clube pelotense. A Baixada promete estar lotada para empurrar o elenco dos índios Xavantes rumo à vitória! É a única forma – creio eu – de vencer o adversário, que é infinitamente superior em estrutura, por exemplo. No entanto, afirmo com a sabedoria que me cabe: eles não têm a torcida Xavante. A batalha começa logo mais, às 19h30. À guerra!

SER Caxias

O Caxias viajou ontem, terça-feira, para o Rio de Janeiro, onde enfrenta o Resende, levando na bagagem uma das piores crises dos últimos anos (para não falar décadas).
A 9ª participação do clube na Copa do Brasil, conquistada com o vice-campeonato gaúcho de 2012 promete ser breve. Problemas de ordem financeira, enfrentados desde o começo do ano, atingiram de vez o futebol grená. Com salários atrasados e sem peças de reposição, o time do técnico Picoli viu um de seus xerifes da zaga se despedir do clube na véspera da estreia. Lino, um dos artilheiros grenás na temporada, foi contratado pelo ABC (RN), agravando ainda mais a falta de peças de reposição da equipe. As recentes derrotas no Gauchão, aliadas à falta de perspectiva de melhores rendas, comprometem muito o desempenho do (reduzido) grupo de jogadores. Diante de tais dificuldades, a tarefa é retornar a Caxias do Sul com a partida de volta da 1ª fase da Copa do Brasil assegurada – e nada mais.

Veranópolis

Pode não parecer, mas hoje o Veranópolis enfrenta o Santo André pela Copa do Brasil no FARINÃO. A chance de participar da competição nacional pela segunda vez, prêmio pelo título de Campeão do Interior de 2012, tão comemorada no ano passado está definitivamente em segundo plano na cabeça do torcedor pentacolor, o maior sentimento é do tipo: “vamos ver no que vai dar, o que vier é lucro”.

E esse sentimento não é por acaso, obviamente. O VEC ainda corre risco de rebaixamento no Gauchão e isso desassossega os pentacolores. Incomoda tanto que o técnico Julinho Camargo declarou ontem que mandará a equipe reserva a campo no embate contra o time paulista, o arqueiro João Ricardo será o único titular. Despiste ou não, perante a tudo isso fica a questão: torcer para não perder por dois tentos de diferença e garantir a excursão a São Paulo para o jogo da volta ou torcer (?!) para perder e assim ter como única obrigação focar a sobrevivência no estadual.

Aos poetas, luz e sombra, Chatôs e Chandons (e a Copa do Brasil),

Equipe Toda Cancha

*Pesquisa e redação dos cancheiros Álisson Giaretta, El Viejo Balejos, Matheus Primieri, Natan Dalprá Rodrigues, Pedro Henrique Krüger, Pedro Torres, Régis Nazzi e Tiago Zilli.

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6 Respostas a Para além do fetiche da mercadoria

  1. Veterano diz:

    Morri com a epígrafe.

  2. Chico Luz diz:

    poucas vezes sequei tanto um time quanto o 15 em 2004. Não aceitava que aquela equipe de aluguel pudesse chegar tão longe, e vi a virada do Santo André e do SANDRO GAÚCHO ETERNO VOLLLLLTA numa fila em uma BOITE em São Leopoldo. Fui vaiado e achincalhado ao comemorar a virada, e fui feliz assim.

  3. Zebrão diz:

    Que post!
    Só faltou menção honrosa à CLÁSSICA participação do Felipe no jogo contra o ALVIAZUL, assistindo o jogo na ARQUIBANCADA da Montanha, sim, ELE era TODA a torcida do Fluminense naquele jogo, que teve caixão tricolor, faixa rumo a tókio, etc.

  4. Daniel Gremista diz:

    Mas A Ulbra não jogou a Copa do Brasil em 2005?

  5. Régis diz:

    Verdade.

    Pegou o Treze, venceu por 3×0 em casa e perder por 5×0 na Paraíba.

  6. A Ulbra e qualquer outra nomenclatura por ela utilizada deveria ser sumariamente apagada dos anais de qualquer competição por não passar de um CNPJ.

    No mais, que bela surpresa ver esse compêndio publicado, tendo conseguido contruibuir, mesmo que indiretamente, com o texto sobre o aniversário da CB do Ju em 1999. Parabéns, gurizada!

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